Em meio a dificuldades e incertezas, judoca de Juazeiro conta com o apoio da família e amigos para continuar no esporte

Ele tem apenas 18 anos, é judoca, enfrenta falta de patrocínio, mas vai representar Juazeiro (BA) neste domingo (12) na Seletiva Estadual de Judô na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Há quase três anos, Pedro Henrique Lima descobriu o esporte no Colégio Paulo VI e desde então é uma das promessas para títulos estaduais e nacional representando a principal cidade do norte baiano. Com a participação no circuito 2017, aumentam as chances de Pedro ser selecionado para o campeonato brasileiro.

O jovem, que começou a treinar em 2014, está credenciado na Federação Baiana de Judô (Febaju) junto à instituição Judô Brasil e acumula muitas conquistas: em 2015 ficou em 3º lugar na sexta etapa do campeonato baiano; em 2016, no circuito baiano, em três etapas, obteve o 2º e 3º lugares; e no hanking geral dentro do Campeonato Baiano de Judô, Pedro trouxe para casa a medalha de bronze. “Mesmo com pouco tempo no treinamento, Pedro Henrique vem se destacando entre os atletas no estado dentro da sua categoria – mais de 100kg. Ele tem capacidade técnica, é dedicado aos treinos, mas a falta de apoio na participação das competições impede o crescimento do atleta”, explicou o treinador, professor Alan Moura.

Rogério Lima, pai de Pedro Henrique, tem reunido grupos de amigos para ajudar na realização do sonho de filho. “Temos colegas do trabalho, amigos que encontramos na rua e se comprometem a ajudar, mas sabemos que Pedro necessita de um apoio fixo para treinar e se dedicar com tranquilidade”, enfatizou. A família do atleta conta também com o auxílio do advogado Edson Cabral na captação de recursos. Cabral também lutou judô na adolescência e reconhece a importância do esporte na formação de crianças e jovens. “O esporte ensina disciplina, respeito e responsabilidade. Conheço a família do Pedro e por isso decidi ajudar também, buscar amigos e empresas para a apoiar a causa”, explicou. (foto/divulgação)

Pela primeira vez desde sua criação, tradicional Jecana do Capim pode não ocorrer por falta de patrocínio

jecana 2012No dia em que o prefeito de Petrolina, Julio Lossio, deve anunciar a programação oficial do São João do Vale, uma notícia abalou os admiradores da Jecana do Capim.

Em mais de 40 anos de existência, a tradicional corrida de jegues realizada na zona rural da cidade poderá não acontecer. A informação é do radialista Carlos Augusto, principal organizador do evento, e foi repassada pelo próprio ao seu colega Waldiney Passos, da Rádio Jornal.

Segundo o apresentador do ‘Bom Dia Vale’, Carlos Augusto teria lhe dito que a maior ameaça à festa é a falta de patrocínio.

E falou mais: se a Jecana, que já faz parte do calendário junino de Petrolina, não se realizar, ele também não promoverá outro tradicional evento dessa época, do qual também foi o idealizador – a Missa do Vaqueiro.

Correndo atrás do sonho

Atleta 2

Atleta 1Em meio à dura rotina de treinos intensos, o jovem Thiago Santos sonha em trilhar o mesmo caminho de outros atletas renomados de Juazeiro. Mas os obstáculos não são fáceis – a começar por um velho problema: a falta de apoio do empresariado local à prata da casa.

Sem muitas opções, Thiago divide seu tempo entre os treinos e a venda de trufas de chocolate. E ele não faz nenhuma cerimônia para conquistar a clientela: ao abordar as pessoas, Thiago relata toda sua história de vida, que tem na obstinação em se tornar um grande maratonista seu maior estímulo para não medir esforços no sentido de conseguir recursos financeiros para participar de competições pelo país.

Infelizmente Thiago não é um caso isolado. Outros atletas do Vale do São Francisco penam por falta de patrocinadores para desenvolverem seu potencial.

Mas ele não desanima: continua treinando e vendendo suas trufas, sempre demonstrando otimismo. E acredita que em algum momento alguém irá perceber a importância de seu trabalho. Afinal de contas, Thiago é um brasileiro. E um brasileiro não desiste nunca de seu sonho.

4ª parada da Diversidade Sexual de Petrolina é cancelada por falta de patrocínio

parada diversidadeA 4ª edição da Parada da Diversidade Sexual de Petrolina, que estava prevista para acontecer neste mês, foi cancelada por falta de patrocínio. A informação foi publicada ontem (4) na página pessoal do organizador da parada, Alzyr Saadher.

O evento, que teria como tema ‘Petrolina de cara contra a homofobia’, acontece anualmente no mês de setembro, mas devido a impasses na organização, havia sido adiado este ano para novembro.

Em nota divulgada nas redes sociais, Alzyr Saadher lamentou a falta de apoio e criticou alguns comerciantes da cidade. “Tudo começou em 2001, quando o meu sonho pela luta contra a homofobia começou. Cervejarias, empresas, lojas pelas quais uma boa percentagem (das vendas) vem do dinheiro do público LGBTS e que na hora em que precisamos somos recebidos com um ‘não'”, desabafou. (Foto/arquivo)

Paraciclista petrolinense vai em busca do sonho em competição nacional no Rio de Janeiro

jose nildo_640x360A rotina do paraciclista petrolinense José Nildo de Souza, 42 anos, não é nada fácil. Todos os dias ele se submete a cerca de uma hora e meia de treinos, em busca de um sonho: participar pela primeira vez de uma competição em nível nacional, e fazer bonito. A oportunidade acontecerá no final deste mês (22 a 24), na cidade do Rio de Janeiro, que sediará a 4ª Copa Brasil de Paraciclismo.

A prova será realizada em cinco categorias – da C1 a C5, de acordo com o tipo de deficiência dos paratletas. José Nildo irá competir na C4. Os desafios, até lá, são vários. O primeiro deles é conciliar a vida de desportista com a de agente comunitário de saúde e de professor (as duas profissões pelas quais tira seu ‘ganha-pão’).

“Treino das cinco da manhã às 6h30, depois vou trabalhar. À noite, pedalo mais uma hora, das 18h às 19h. E depois que dou aula, às vezes também pedalo depois das 21h30”, informou. Morador do N-8 do perímetro Senador Nilo Coelho, ele costuma percorrer a distância entre sua comunidade e a agrovila do C-1. Também chega a pedalar em direção ao distrito de Rajada, e retorna. O ritmo varia entre 32km/h e 40km/h – média dos paraciclistas de sua categoria.

Até aí, tudo bem. O problema é que José Nildo treina numa bicicleta de alumínio, tamanho 52, inadequada para sua altura. Aos 3 anos de idade, ele sofreu uma paralisia que durou até os sete. Depois passou por uma cirurgia, melhorando em parte o seu quadro, mas o petrolinense ficou com uma deficiência que entortou excessivamente suas pernas. O ideal, portanto, seria uma bicicleta menor. Com muito esforço – e sem apoio de nenhum patrocínio – o paratleta conseguiu comprar o seu ‘material de trabalho’, que veio dos Estados Unidos.

A bicicleta importada, compatível com sua altura, custou R$ 1,5 mil e chegou no final de setembro. Para retirá-la dos Correios precisou mobilizar os amigos, por meio de campanha nas redes sociais, como o Facebook. Foi por aí também que conseguiu do seu cunhado a passagem de ida para o Rio. Mas precisa também a da volta. Para arrecadar o necessário, Josenildo promoveu a rifa de uma cesta de chocolate e conseguiu, junto ao Clube de Ciclismo da cidade, a realização de uma prova beneficente, marcada para o próximo dia 17. “A gente não desiste porque gosta do esporte, mas as dificuldades são muito grandes”, lamenta.

Vencedor

Mas a força de vontade digna de um vencedor não deixa o petrolinense esmorecer. Envolvido no esporte há apenas cinco anos, Josenildo já coleciona boas participações em competições regionais na Bahia e Pernambuco. Apesar de um sério problema nas pernas, em 2012, que o deixou ‘de molho’ por quase um ano, ele pensa grande. A meta é ficar entre os três primeiros na 4ª Copa Brasil para, quem sabe, seguir o mesmo caminho de um paraciclista de Juazeiro – o qual, sem apoio na região, conseguiu patrocínio da Prefeitura de Sento-Sé (BA) e hoje compete pela equipe de São José dos Campos (SP). E não é só. Josenildo quer conquistar boas colocações que o garantam para o mundial de paraciclismo em 2014.

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