Vídeo Blog: Atriz Malu Mader reforça campanha de ONG petrolinense em prol de famílias sertanejas atingidas pela seca

A atriz Malu Mader deu uma força à campanha promovida pela ONG de Petrolina ‘Água Para Irmãos com Sede’, que nasceu em dezembro do ano passado com o objetivo de resgatar a dignidade de milhares de famílias sertanejas que sofrem com a estiagem. O projeto da ONG vem conseguido, com muito esforço, viabilizar carros-pipas para distribuir o precioso líquido entre aqueles que vivem o drama da seca.

Confiram abaixo o vídeo gravado por Malu Mader para a campanha:

Chuvas ajudam a encher barragens no Sertão e Agreste de Pernambuco

As recentes chuvas ocorridas em Pernambuco, se ainda não foram as ideais, ao menos serviram para aliviar um pouco o sofrimento das famílias em algumas cidades do interior atingidas pela estiagem. Três barragens localizadas no Sertão e uma no Agreste voltaram a armazenar água graças às chuvas na última semana.

Em Custódia, no Sertão do Moxotó, a Barragem de Marrecas (foto), que estava em colapso desde novembro de 2014, conseguiu acumular ontem (17) 1,4 milhão de metros cúbicos (m³) de água, o que corresponde a 6,49 % da sua capacidade de armazenamento e vai permitir que a Compesa reative o sistema de abastecimento da cidade.

No Pajeú, a Barragem do Rosário, que secou em dezembro de 2015, começou a armazenar água do Rio da Volta, e a Barragem de Brotas, situada em Afogados da Ingazeira, e que estava inoperante há oito meses, acumulou 20% da sua capacidade total.

As chuvas também levaram boas notícias para uma cidade do Agreste. A Barragem de São Sebastião, que entrou em colapso em fevereiro deste ano, recuperou 20% da sua capacidade total, e até o final desta semana volta a abastecer a população de Panelas pela rede de distribuição. Que essas boas notícias continuem. (Foto: Ascom Compesa/divulgação)

 

Estiagem: Venda de milho da Conab não ameniza preocupação dos pequenos criadores de PE

A seca se arrasta por seis anos consecutivos e os produtores de Pernambuco estão temerosos com a pouca perspectiva de chuva para os próximos meses. Na tentativa de minimizar esses impactos, o Governo Federal autorizou a venda em balcão, por intermédio da Conab, de até 250 mil toneladas de milho em grão para atender pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos e caprinos. Do total, 200 mil toneladas se destinam às regiões Nordeste e Norte e 50 mil para as demais. A ajuda é bem-vinda, mas não salva o rebanho dos efeitos da estiagem.

“Para que esse benefício seja ampliado para o maior número de produtores possível, vamos tentar aumentar as unidades de distribuição por meio de pontos do IPA e da Adagro”, disse o presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Gabriel Maciel, durante o Fórum Permanente de Convivência Produtiva com as Secas, realizado ontem, no Hotel Golden Tulip. Maciel falou de ampliação porque os centros da Conab se concentram entre Arcoverde, Sertão, e Recife. O Estado vai “brigar” para que, pelo menos, 30 mil toneladas, do total, venham para Pernambuco e alimentem o rebanho pelos próximos 90 dias.

Presidente da Federação da Agricultura do Estado, Pio Guerra, disse que a distribuição de milho é insuficiente, e que seriam necessárias 200 mil toneladas da semente por mês. “Já sabemos que não vai chover e, até agora, nenhuma alternativa está sendo tomada de forma efetiva”, lamentou. Para o presidente da Sociedade Nordestina dos Criadores, Emanuel Rocha, a situação está insustentável, pois os custos de produção triplicaram e o preço do leite continua o mesmo de 2012. (fonte: Folha PE/foto arquivo)

Estiagem provoca colapso no abastecimento d’água em 15 cidades do interior de Pernambuco

SecaA forte estiagem não dá trégua em Pernambuco. Sem previsão de chuvas, 15 cidades do interior estão em colapso no abastecimento d’água.

A população dessas cidades estão sendo abastecidas por meio de carros-pipas, que estão transportando o líquido de distâncias até 100 km. É sofrimento. (com informações de Anchieta Santos/para o Blog/foto arquivo reprodução)

Estiagem faz turismo cair até 70% na Ilha do Rodeadouro, dizem comerciantes

ilha-do-rodeadouro

Com a forte estiagem e a pouca água no Rio São Francisco, o turismo caiu até 70% na Ilha do Rodeadouro, um dos pontos mais procurados por quem visita o Vale do São Francisco, em especial Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). A estimativa é dos comerciantes que trabalham no balneário.

Apesar do afastamento dos banhistas, todos os serviços estão funcionando normalmente na ilha. “O movimento na ilha caiu em torno de 65% a 70%. A ilha está funcionando normal, e as barracas estão funcionando, os barraqueiros estão lá, a embarcação também está fazendo a travessia. Agora, na verdade, não tem movimento”, lamenta Israel Barreto, presidente da Associação de Barqueiros, em entrevista à TV São Francisco.

A longa estiagem já faz surgir ilhas no Rio São Francisco e pedras que não eram vistas com tanta facilidade. Para chegar do outro lado, os barqueiros precisam de muita habilidade. Apesar dos problemas, a Ilha do Rodeadouro ainda é o destino preferido dos moradores da região. (foto: reprodução/TV São Francisco)

Volume d’água no Lago de Sobradinho cai para 14%

O nível d’água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, não para de cair e agora está com 14% de seu volume total de armazenamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Vale frisar que, mesmo diante desse cenário, a vazão do Rio São Francisco não será reduzida do atual patamar, de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), até o dia 1º de outubro. A não ser que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se manifeste de maneira contrária antes desse prazo.

A decisão foi anunciada no último dia 29/08, na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, onde aconteceu mais uma reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida. O setor elétrico havia solicitado autorização para reduzir a vazão do rio para 700 m³/s. Por conta da seca, agricultores do norte da Bahia voltaram a usar bombas e tubulações para captar água e, assim, irrigar as plantações. Em 2015 os agricultores também sofreram com a estiagem prolongada. O Lago do Sobradinho chegou a menos de 2% da capacidade. (foto/reprodução)

Com seca, agricultores voltaram a usar bombas e tubulações para pegar água no Norte da Bahia

encanações sobradinho captação de água

Por conta da seca, agricultores do norte da Bahia voltaram a usar bombas e tubulações para captar água e, assim, irrigar as plantações. Com a estiagem, o principal reservatório de água da Bahia, Sobradinho, que é abastecido pelo Rio São Francisco, está com baixo nível – 15,1%, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo o diretor da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique de Araújo, se até o final do ano a quantidade de chuva não for suficiente, a companhia poderá diminuir ainda mais a vazão do lago do Sobradinho, que normalmente é de 1.300 metros cúbicos por segundo (m³/s) e atualmente está em 830 m³/s.

Os estudos estão sendo feitos de uma nova redução, saindo de um patamar 800 m³/s para 700. Sempre com o objetivo de guardar o máximo de água do reservatório. Evidentemente, essa redução impacta em todos os usuários, no setor elétrico, abastecimento, irrigação e em outros“, explicou Araújo.

Vale frisar que, em 2015, os agricultores também sofreram com a estiagem prolongada. O Lago do Sobradinho chegou a menos de 2% da capacidade. No começo de 2016, época do período chuvoso na bacia do Rio São Francisco, o reservatório se recuperou e teve cerca de 30% do volume total. Contudo, desde abril deste ano não chove e o volume de água da represa está diminuindo. (foto: TV São Francisco/foto reprodução)

Com mais de 80% do seu território em estiagem extrema, Governo de PE corre contra o tempo para agilizar obras

Seca

Pernambuco está com 83% de seu território em situação de seca extrema, segundo dados do Monitor Mensal de Secas do Nordeste, divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). A pior estiagem dos últimos 50 anos levou 66% dos reservatórios ao colapso, impôs um racionamento que permite apenas um dia de água por mês nas torneiras de algumas cidades e modificou o cronograma de obras hídricas. Ao todo, 125 municípios estão em emergência. Correntes foi retirada da lista, pois segundo a Casa Militar a cidade “está em processo de reconhecimento e em análise”. O quadro mais preocupante é do Agreste, onde 69 municípios estão em situação de emergência, segundo decreto publicado ontem no Diário Oficial.

As ações emergenciais ao longo desses anos incluíram o carro-pipa como única fonte de água em 14 cidades e reforço de abastecimento em outras 35. Isso gera um custo mensal à Compesa de R$ 1,7 milhão. A estimativa da companhia é de que, até o fim deste ano, sejam necessários 400 caminhões-pipa, em contraposição aos 250 usados hoje, para garantir o abastecimento. Isso gerará um custo mensal de R$ 2,8 milhões.

Além das ações emergenciais, foram iniciadas obras para conectar água do Sertão à Zona da Mata. A adutora do Agreste, cuja entrega atrasou em decorrência da redução nos repasses federais, foi retomada. Com ela, haverá um sistema integrado de 1,3 mil km no Agreste.

A obra do Ramal do Agreste, que ligará o eixo leste da transposição do São Francisco à adutora, tem previsão de início ainda neste ano, com prazo de conclusão de três anos. Enquanto isso, será antecipada a conexão da adutora e com a transposição, a partir de um conjunto de outras intervenções locais.

A ideia é trazer água da Mata Sul e da Mata Norte para o Agreste. Da Mata Sul, está em andamento a obra da adutora do Pirangi, cuja previsão de entrega é daqui a seis meses. Da Mata Norte, a obra da adutora do Siriji terá o projeto pronto nos próximos 30 dias. Ela se integrará ao sistema Palmeirinha. E nele está em execução uma obra para fazer a integração ao sistema Jucazinho. Em Tupanatinga, também estão sendo perfurados poços para fazer a integração. Outra adutora a fazer parte da ligação, a do Moxotó, ficará pronta em até um ano.

A aceleração da entrega dessas estruturas depende, porém, de verba repassada pelo governo federal. Neste ano, dos R$ 800 milhões que poderiam ser gastos pela Compesa, será possível viabilizar apenas a metade.

Problemática

Desde 2012, chove abaixo da média no Estado. No primeiro semestre deste ano, as precipitações ficaram 34% aquém da média no Agreste. A consequência foi a intensificação de um rodízio na região como não ocorria desde antes da construção do reservatório de Jucazinho, na década de 1990. A barragem, cuja capacidade é 5,5 vezes a de Pirapama, hoje está com apenas 0,3%. A previsão é de que, até outubro, ela fique completamente sem volume.

No Sertão há cidades abastecidas por adutoras que tiram água do São Francisco, mas no Agreste a situação é mais complicada. Quase toda as barragens estão em colapso”, afirmou o gerente de meteorologia e mudanças climáticas da Apac, Patrice Oliveira. “Na região não há grandes barragens, água de subsolo e grandes rios”, acrescenta o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Hoje, são 54 reservatórios em colapso em Pernambuco. As obras foram pensadas prevendo o período cíclico de secas e também o crescimento da população nos próximos 30 anos. “Teremos flexibilidade para manejar a água com mais facilidade”, garantiu Roberto Tavares. (fonte: Diário de PE/foto reprodução)

Estiagem faz a carne de bode e carneiro ficar mais barata em alguns municípios do norte da Bahia

A estiagem que castiga o sertão Baiano já afeta o rebanho de caprinos e ovinos em alguns municípios do norte o Estado. Preocupados com o pouco pasto para a alimentação dos animais, muitos produtores estão vendendo boa parte de seus rebanhos. Com mais carne no mercado o preço do quilo de bode e de carneiro está mais baixo em algumas cidades. As informações são do Programa Bioma Caatinga do Sebrae, Banco de Brasil, Fundação Banco do Brasil e outros parceiros, que atendem os municípios de Juazeiro, Casa Nova, Remanso, Uauá e Curaçá.

Em Remanso, a 210 km de Juazeiro, por exemplo, na semana passada o quilo da carne de bode e de carneiro custava R$ 13,00, esta semana baixou para R$ 12,00. Em Curaçá custava R$ 15,00 o quilo, agora custa R$ 14,00. O mesmo valor que está sendo vendido o quilo de bode em Uauá. Já em Casa Nova, que tem um dos maiores rebanhos de caprinos do Brasil, o preço tem se mantido em R$ 15,00 – estável há pelo menos um mês. Já em Juazeiro o preço varia entre R$ 16,00 (carne fresca ou congelada) a R$ 20,00 (se a carne for retalhada e salgada). Mas o mais comum é encontrar o quilo da carne caprina ou ovina em Juazeiro a R$ 18,00.

Apac aponta período de estiagem e altas temperaturas no Sertão pelos próximos três meses

Os próximos três meses (julho, agosto e setembro) deverão ser de estiagem no Sertão pernambucano, segundo informe climático realizado pelo Inpe/CPTEC divulgado ontem (28) pela Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac).

De acordo com os dados, no mês de maio e na primeira quinzena de junho de 2016 as chuvas na região do Sertão ficaram 28% abaixo da média, ou seja, o acumulado foi de 35 mm, enquanto a média do mês é 48 mm. Vale ressaltar que este é o período de estiagem no Sertão e não ocorreram chuvas significativas neste período.

Já as temperaturas nos próximos três meses na região sertaneja deverão ficar acima do valor climatológico, principalmente as máximas, devido à previsão de chuva abaixo da média. A recomendação é consumir muito líquido, não esquecer de usar protetor solar e se proteger do sol durante os períodos mais quentes do dia.

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br