Especialistas e produtores de cebola debaterão em seminário problemas na Bacia do São Francisco

Um dos eventos de maior relevância para o agronegócio do Vale do São Francisco, o 29º Seminário Nacional de Cebola e 20º Seminário de Cebola do Mercosul irão debater este mês, em Juazeiro (BA), temas como produção, melhoramento genético e mercado. Além disso, abrirá espaço para questões como assoreamento do rio, revitalização e preservação ambiental.  O evento acontecerá entre os dias 26 e 28, no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) da cidade baiana, das 8h às 18h30.

A abordagem será feita pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que trará para os visitantes o seguinte tema: ‘Bacia do São Francisco – Recomposição e Defesa’. De acordo com o diretor da Área de Revitalização das Bacias Hidrográficas da Codevasf, Inaldo Guerra, serão apresentadas ações do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, incluindo o Plano Novo Chico, um investimento do governo federal da ordem de R$ 34 milhões.

Os participantes dos seminários poderão ainda tirar dúvidas sobre preservação ambiental, obras para conter o desmoronamento da margem do rio, assoreamento e a ocupação de áreas de preservação permanente. “Essas obras promovem a recuperação e a preservação do rio, o que garante mais qualidade e quantidade de água para a população. Os beneficiados são os cidadãos”, afirmou Guerra.

Durante os três dias, o evento – realizado pela e é uma realização da Aprocesf (Associação dos Produtores de Cebola do Médio São Francisco), Anace (Associação Nacional dos Produtores de Cebola) e Embrapa, promoverá ainda palestras com representantes de entidades, a exemplo da Epagri e Embrapa, e de empresas, universidades e instituições ligadas ao setor agrícola.

Também estão previstas as presenças de empresários, produtores, pesquisadores e especialistas da Argentina e Uruguai e dos Estados produtores de cebola do Brasil – Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Norte. (fonte/foto: CLAS Comunicação)

HDM/IMIP realiza processo seletivo para médicos especialistas

O Hospital Dom Malan/IMIP de Petrolina está abrindo seleção para médicos especialistas nas áreas de neonatologia, pediatria e ginecologia/obstetrícia. As inscrições começam nesta terça-feira  (21) e seguem até o dia 26. Para participar, o interessado deve se cadastrar e/ou atualizar o currículo no site do IMIP por meio deste link: (http://www1.imip.org.br/imip/contato/index.html)

Será feita inicialmente uma triagem curricular e, posteriormente, uma convocação para a segunda fase composta por uma entrevista. Portanto, é de suma importância que o candidato esteja com seus dados atualizados, inclusive com a carteira do conselho atualizada e válida, de preferência no conselho de Pernambuco. Vale ressaltar que a inscrição é feita somente por meio do endereço eletrônico.

Crescimento do país seguirá lento em 2017, estimam especialistas

Indústria BahiaUm início de recuperação em meio a um crescimento tímido e a dificuldades no cenário internacional. Para economistas ouvidos pela Agência Brasil, as perspectivas para a economia em 2017 indicam leve melhora em relação a 2016, mas apontam para um caminho cheio de percalços rumo à retomada da produção e do consumo. Segundo os especialistas, o quadro político também retarda a recuperação da economia. Para eles, o país precisa superar as pendências políticas antes de voltar a crescer, mas essa é apenas uma parte da solução.

Para a professora de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Virene Matesco, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) crescerá no máximo 0,5% em 2017. Ela diz que somente quando consumidores e empresários recuperarem a confiança, a economia começará a recuperar-se plenamente.

“A recuperação da economia em 2017 depende fundamentalmente de dois fatores: a superação da crise política e a aprovação de medidas que sinalizem algum compromisso do governo com as contas públicas. Somente aí, o país poderá começar a se reorganizar”, disse. “O Congresso é como um trator que vai tirar o carro atolado, que é o Brasil. Só que o trator está quebrado.

Segundo Virene, mesmo a aprovação da reforma da Previdência será apenas uma indicação para o mercado e os investidores. Isso porque tanto a revisão no regime de aposentadorias e pensões como a emenda constitucional que cria um teto para o gasto público têm impacto sobre as contas do governo apenas no médio e no longo prazo. “Como os déficits nas contas públicas continuarão persistindo, existe a possibilidade de o governo aumentar impostos para elevar a receita”.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, concorda com os reflexos da política sobre a economia. “Para mim, a crise atual é fundamentalmente política. Será que os investidores continuarão dispostos a pôr dinheiro no Brasil vendo o que está acontecendo aqui?”, pergunta.

Perfeito tem uma estimativa mais pessimista para o crescimento da economia no próximo ano: 0,2%. Segundo ele, o resultado poderia ser melhor se o governo ampliasse o déficit primário da União, estimado em R$ 139 bilhões para 2017, para estimular a economia. “Um aumento de gastos seria válido se fosse temporário e feito com transparência, mas não existe espaço político para isso, até por causa dos erros dos governos anteriores com esse tipo de medida”, explica.

O economista também atribui parte das dificuldades de recuperação da economia ao cenário internacional, principalmente após a indicação do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) de que poderá aumentar os juros da maior economia do planeta até três vezes em 2017 para conter os efeitos dos cortes de impostos e da expansão dos gastos públicos do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Indústria

As entidades do setor produtivo também não têm projeções otimistas para a economia no próximo ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima crescimento de 0,5% para o PIB, com expansão de 1,3% na indústria. Para a entidade, o investimento deve crescer 2,3% em 2017 depois de cair 11,2% este ano. (fonte: Agência Brasil/foto reprodução)

Desemprego deve continuar aumentando em 2016, preveem especialistas

carteira trabalho

Em 2015, os brasileiros enfrentaram o fechamento de postos de trabalho em decorrência das dificuldades econômicas no país. Em 2016, o cenário pode se repetir, segundo avaliação de especialistas. Para o vice-diretor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Renaut Michel, a taxa de desemprego no Brasil deverá continuar crescendo em 2016, por causa da queda no nível da atividade econômica. “Não há nenhum tipo de expectativa positiva”, disse o especialista em mercado de trabalho.

Para Renaut Michel, embora a construção civil, um dos setores que mais empregam no país, tenha sentido mais os impactos da crise, outros setores da indústria poderão ser afetados este ano. “A indústria já vem mal há um bom tempo. Enfrenta um problema sério de perda de competitividade, de queda de investimentos. Minha expectativa é que continue um ano muito ruim para a indústria, mas em alguma medida vai afetar também o comércio e o serviço, porque o ambiente de incertezas está levando as famílias a consumirem menos. Em consequência disso, os empresários investem menos e bancos também não emprestam”.

O único setor que deve continuar apresentando bom desempenho é o agronegócio. “Mas não vai conseguir ser suficiente para minimizar o impacto muito ruim da trajetória do emprego nos próximos meses”, acrescentou.

Já o professor João Luiz Maurity Sabóia, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que em outubro do ano passado, a taxa de desemprego era 7,9%, conforme a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa era praticamente a mesma registrada em 2008, que foi 7,5%, no auge da crise econômica internacional.

“Foram dez anos de melhoras sucessivas no mercado de trabalho, e boa parte disso, infelizmente, em um ano de recessão foi revertida”, disse o professor, em referência ao salário e ao número de postos de trabalho gerados no período.

Comparativo

Para Sabóia, os problemas enfrentados em 2015 causaram efeito pior no mercado de trabalho, em comparação aos impactos da crise internacional. “Aquilo [2008] foi um momento de desaceleração, mas não chegou a ser de piora do mercado de trabalho. E você sustentou esse movimento, praticamente, até o ano passado”. (fonte: ABr)

Especialistas concordam que houve falha na gestão dos reservatórios da Bacia do São Francisco

Dois dos principais especialistas em recursos hídricos do Brasil denunciaram a má gestão dos reservatórios da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. “Não há dúvida de que o modelo de operação de reservatório foi falho. A prova mais expressiva disso é a situação atual de Sobradinho, que chegou a 1% da sua capacidade”, afirmou o engenheiro hídrico Rodolpho Ramina, durante a 28ª Reunião Plenária do Comitê da Bacia (CBHSF). A fala de Ramina fez coro ao pronunciamento do também engenheiro hídrico Pedro Molinas, que denunciou a falta de publicidade, transparência e diálogo nas decisões sobre a diminuição de vazão dos reservatórios.

É essencial o reconhecimento por parte da ANA (Agência Nacional de Águas) e do ONS (Operador Nacional do Sistema), de que tanto Sobradinho como Três Marias são domínios de usos múltiplos, sendo imprescindível alocar recursos hídricos para estas finalidades, garantindo compensações a partir de um plano de demandas“, pontuou Molinas.

A mesa redonda também contou com a presença de representantes dos órgãos gestores dos recursos hídricos brasileiros, como o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu; o superintendente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Ruy Barbosa Pinto; o gerente de Planejamento Energético da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), Marcelo de Deus Melo; e o gerente executivo do ONS, Saulo José Cisneiros; além do presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, parabenizou o comitê pela importância da mesa, com diferentes pontos de visitas e contribuições técnicas, e disse esperar que as discussões realizadas tenham repercussão na vida da população e na qualidade da água da bacia. “Concordamos que nossos instrumentos foram insuficientes para a crise que nós temos hoje. Por isso, estamos constituindo um grupo que vai reavaliar o funcionamento das bacias. Precisamos de regras que aumentem a segurança da água da bacia do São Francisco. O que significa não utilizar frequentemente os volumes mortos do rio. Aprender com a crise é reconhecer nossas limitações ao longo da história. Nosso sistema não foi pensado para operar em crise. Tenho esperança de que uma nova ANA nasça desta crise toda“, desabafou Andreu. (foto: André Frutuôso/divulgação)

Especialistas: Transposição do São Francisco pode ficar pronta e faltar água no rio

rio são francisco_640x360A transposição do rio São Francisco começou em 2007 e, segundo o Ministério da Integração Nacional, já está 70% pronta. A obra pretende levar água para o semiárido nordestino e beneficiar 12 milhões de pessoas de 390 municípios de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Mas tem um problema que preocupa os especialistas: a degradação do rio, que enfrenta poluição e desmatamento em suas margens. E é para este problema que uma comissão externa da Câmara dos Deputados estuda uma solução. (mais…)

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