Após fim da PPP, MST e Codevasf em Petrolina discutem situação das famílias que ocupam o Pontal

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Sertão do São Francisco estiveram nesta terça-feira, 10, reunidos com o titular da 3ª Superitendência Regional (SR) da Codevasf em Petrolina, Aurivalter Cordeiro, para saber os próximos rumos do Projeto Pontal. O MST acompanha as famílias que ocupam há quase dois anos a área do projeto.

Com o anúncio do distrato da PPP (Parceria Público Privada) anunciado pela presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, na semana passada numa visita a Petrolina, o MST quer saber como ficará a licitação dos lotes e demais assuntos relacionados ao rumos do projeto. Conforme Aurivalter Cordeiro, a presidente já iniciou conversas com o Incra para discutir modelos de licitação e como ficará a situação das mais de 400 famílias que ocupam o projeto.

A Codevasf vai pedir a reintegração de posse da área nos próximos dias. (Foto: Ascom/Codevasf)

 

 

 

“Esse foi um modelo rejeitado”, diz Odacy Amorim sobre distrato da PPP do Pontal

Anunciado na última segunda-feira, 2, pela presidente da Codevasf (Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), Kênia Marcelino, o distrato da concessão que põe fim à Parceria Público-Privada (PPP) do Projeto Pontal, em Petrolina, teve seu processo iniciado, na verdade, há cerca de dois anos. Quem garante é o deputado estadual Odacy Amorim (PT-PE) que foi um dos políticos mais críticos do modelo, juntamente com o ex-deputado Osvaldo Coelho, falecido em 2015.

“Tudo iniciou na presidência de Elmo Vaz na Codevasf, ainda no governo da presidente Dilma Rousseff. Nós também fizemos várias inserções para que essa PPP não perdurasse. Entramos na justiça, realizamos duas audiências públicas pela Assembleia Legislativa com a Codevasf daqui, presente em apenas uma. Esse foi um modelo rejeitado pela Bahia”, avaliou Odacy.

O deputado agora espera que o processo tenha andamento para que os nativos da área do Pontal possam aproveitar o potencial que tanto sonharam quando entregaram suas terras para a implantação do projeto. “A PPP não beneficiou ninguém. Agora é corrigir, correr atrás dos quase R$ 200 milhões para concluir o projeto, fazer uma seleção justa para atender os nativos, e produzir”, concluiu o deputado Odacy.

“Prefeitura de Petrolina fez distrato dos estagiários sem avisar”, diz um dos dispensados

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A decisão da Prefeitura de Petrolina em dispensar alguns estágios recebeu duras críticas da parte de um deles. Em reserva, esse estagiário explicou que a administração não os alertou de que seriam dispensados antes do tempo de contrato.

Confiram:

Gostaria de expressar a minha tamanha indignação com a equipe do NTE/Seduc e com a Prefeitura Municipal de Petrolina, que covardemente dispensou os seus estagiários que atuavam junto aos laboratórios de informática das escolas com apenas um e-mail:

Caros estagiários,

Informo-lhes, oficialmente, que infelizmente foi confirmado o distrato na prestação dos seus serviços, sendo finalizado hoje, dia 24 de outubro de 2016. Tal medida se deve ao fato da redução de despesas necessárias ao governo municipal nesse momento. Entretanto ressaltamos a importância do trabalho desempenhado, pois acreditamos que a tecnologia corrobora para melhoria do processo ensino-aprendizagem e vocês foram figuras essenciais nesse processo.

Peço ainda que finalizem o trabalho de vocês, me encaminhando o relatório do mês em questão.

Em relação aos vencimentos do mês de outubro, será pago proporcionalmente aos dias trabalhados. Qualquer dúvida dessa natureza, favor procurar Julia na Central de Estágios. Na Central de Estágios vocês podem ainda solicitar declaração com a carga horária total do período trabalhado.

Agradecemos imensamente a todos e desejamos fazer outras parcerias no futuro.

Equipe do NTE/SEDUC.

Não fomos se quer avisados ou alertados sobre tal fato e tomamos um verdadeiro baque com a notícia. Não sabemos se é por conta da transição de governo ou por conta de ajustes de despesas, mas o que foi feito hoje foi uma tamanha crueldade. Eles se esquivaram em uma cláusula do nosso contrato, que diz que o contrato de estágio pode ser rompido por qualquer uma das partes unilateralmente, sem ônus para ambas. Desde já agradeço a divulgação dessa tamanha crueldade e covardia com os estudantes de Petrolina.

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