Caminhada em defesa do Rio Pajeú leva cerca de mil pessoas às ruas de Serra Talhada

Na última quarta-feira (22), Dia Mundial da Água, cerca de mil pessoas fizeram uma caminhada pelas ruas de Serra Talhada (PE), no Sertão do Pajeú, até a Pedra do Curtume, no Bairro Várzea, para uma visita ao Rio Pajeú. A atividade foi promovida pelo Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR), juntamente com outros parceiros locais, e faz parte da programação da 5ª Semana da Água (SEMA)/2017, realizada pelas entidades que compõem a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Para o coordenador do Cecor, Expedito Brito, o evento alcançou seu objetivo. “Não podemos falar da importância da água sem citar o Rio Pajeú, que precisa urgentemente ser preservado. Precisamos recuperar as matas ciliares, parar de jogar lixo e esgoto dentro do rio e não desmatar mais a vegetação nativa. É preciso que haja uma conscientização coletiva, que cada um faça sua parte. E acreditamos que o evento atingiu seu objetivo que foi o da conscientização, principalmente dos estudantes, que vão levar a mensagem para o restante da sociedade“, afirmou.

Além da caminhada, houve plantio simbólico e distribuição de mais de 200 mudas nativas doadas pela Secretaria de Agricultura do município. Participaram da atividade alunos e professores de escolas públicas e privadas, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Federal dos Trabalhadores em Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), prefeitura, entre outros. (foto/divulgação)

Codevasf recebe especialista de Isreal sobre experiência com os desafios do acesso à água

Dessalinização, reuso, sólida regulação e promoção de uma cultura que fixa o cuidado com a água como prioridade. Essas são algumas das medidas responsáveis por permitir que Israel supere seus constantes desafios de acesso a água, de acordo com Oded Distel, diretor do Programa Nacional de Sustentabilidade em Energia e Água do país, situado no Oriente Médio. Distel tratou do tema em evento que compôs nesta quarta-feira, 22, a programação de atividades alusivas ao Dia Mundial da Água realizadas esta semana na sede da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Brasília. O evento foi transmitido por videoconferência para as Superintendências regionais da empresa.

Na abertura da programação, a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, ressaltou a importância dos recursos hídricos e a atuação da empresa no desenvolvimento regional ao promover o uso sustentável desse recurso natural. “Precisamos conscientizar a sociedade sobre a necessidade de cuidar da água. Ela é vital”, ressaltou.

De acordo com o gestor israelense, o esgoto da região de Tel Aviv, a mais densamente povoada de Israel, é tratado para uso em atividades agrícolas. No país, 85% de toda a água de reuso é aplicada na agricultura – o maior percentual do mundo. Além disso, plantas de dessalinização fornecem 70% da água de consumo doméstico, fonte cujo custo de produção é comparativamente o mais elevado; atualmente cerca de um terço de todo o consumo de água de Israel provém da dessalinização. Mais de 60% do país é ocupado pelo deserto de Neguev.

“Todas as casas e fábricas estão conectadas a uma rede de abastecimento nacional, que é suprida por diferentes fontes: dessalinização, águas de subsolo, águas de superfície. Então quando abro a torneira em casa, provavelmente recebo um misto de água de diferentes fontes. A autoridade de água determina a qualidade e capta águas de fontes diversas, a depender de disponibilidade, do preço da energia, de muitos fatores”, explicou. Segundo Distel, a cobrança das tarifas de água sempre observa o real custo de produção das diversas fontes de abastecimento.

O diretor do Programa Nacional de Sustentabilidade em Energia e Água de Israel também ressaltou que o arcabouço legal de proteção da água, as campanhas de conscientização voltadas sobretudo para crianças e o estímulo a empreendedorismo e inovação nas áreas de gestão da água, dessalinização, irrigação e soluções para a área urbana são decisivas para o desenvolvimento de uma sociedade que conserva e economiza recursos hídricos.

“É muito produtivo receber todas essas informações. Só assim poderemos mudar a realidade futura que hoje prevê que até 2050, 66% da população mundial vai sofrer com a escassez de água potável, número apresentado pelo próprio Oded Distel em sua palestra”, afirmou Inaldo Guerra, diretor da Área de Revitalização das Bacias Hidrográficas da Codevasf, área que organizou o evento.

Fórum Mundial da Água

Também dentro da programação de atividades alusivas ao Dia Mundial da Água realizadas na sede da Codevasf nesta semana, o assessor especial do Ministério da Integração Nacional (MI) Irani Braga Ramos realizou palestra sobre as principais perspectivas para o encontro Fórum Mundial da Água – Brasília / 2018.

Segundo Ramos, o objetivo do Fórum é intervir em políticas públicas. Ele explicou que esse processo político está organizado em torno de três encontros no Fórum de 2018: um de ministros, um de parlamentares e outro de autoridades locais.

Precisamos transformar as nossas questões em questões globais”, destacou. Ramos informou que Ecossistema é o tema que estará sob a coordenação do Ministério da Integração na ocasião. “Completamente alinhado aos esforços que o MI e a Codevasf vêm empregando”, frisou.

O Fórum Mundial da Água é o mais importante evento relacionado água. Ele acontece a cada três anos em uma diferente cidade do mundo e tem como objetivos gerais aumentar a percepção da importância da água na agenda política dos governos, além de promover o aprofundamento de discussões, a troca de experiências e a formulação de propostas para desafios relacionados a recursos hídricos. (Foto: Ascom Codevasf)

Em Juazeiro, Dia Mundial da Água terá debate sobre o potencial de aproveitamento da água da chuva

Em comemoração ao Dia mundial da água, dia 22 de março, o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e a Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC) realizarão o seminário “Em defesa da Água de Chuva”. O evento acontecerá na manhã nesta quarta-feira (22), no auditório Antônio Carlos Magalhães, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), bairro São Geraldo, em Juazeiro.

O evento pretende abordar o potencial da água de chuva na região, sua importância e qualidade, tendo com público-alvo pesquisadores, educadores, estudantes, profissionais, técnicos, representantes de órgãos governamentais e não-governamentais. Visando instigar a adesão de mais agentes de pesquisa e difusão de tecnologias de captação e manejo, bem como fortalecer a cultura do uso de água de chuva no Semiárido brasileiro, o seminário vai contar com dois painéis temáticos: “Desbloquear o potencial da água de chuva” e ”A água da chuva é boa e confiável”.

O seminário conta com parceria da Uneb e com apoio de entidades e movimentos da sociedade civil. Para participar é necessário credenciamento, que terá início às 8h. O encerramento das atividades acontecerá ás 12h30.

O baixo nível do Lago de Sobradinho em fotos

No Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo (22), a grave crise hídrica que o País atravessa estará no centro das dos debates. E não faltam questionamentos – e opiniões – sobre o que levou a essa situação, bem como propostas para amenizar os efeitos da estiagem.

O Lago de Sobradinho, o maior reservatório brasileiro em área alagada, localizado no norte da Bahia, está com seu nível baixo há bastante tempo e isso tem preocupado muita gente. O nível do Lago, considerado crítico (17,44% de sua capacidade), é o menor entre as represas usadas para geração de energia das regiões Norte e Nordeste, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS).

Veja algumas imagens feitas pelo fotógrafo Beto Macário, do UOL, de como está a situação do Lago.

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Dia Mundial da Água: Professor alerta para escassez e critica projetos que não saem do papel

águaO dia de hoje (22) é celebrado mundialmente como o ‘Dia da Água’, mas para o professor, Vitorio Rodrigues, a data tem muita comemoração e poucas ações concretas. Neste artigo enviado ao Blog, Vitório faz um alerta sobre a atual crise da água e lembra que, apesar de todas as datas alusivas, muitos programas e projetos de preservação nunca saem do papel.

Acompanhem:

Água no mundo, um bem finito

Há mais de 20 anos, eu e mais meia dúzia de pessoas daqui da região e menos que isso pelo Brasil a fora, estamos alertando para a ameaça contra a água potável no Planeta Terra. Isto não é um fato novo, apenas nós, seres humanos custamos a acreditar que o precioso líquido é esgotável. É claro que do ponto de vista quantitativo jamais haverá redução no Planeta, mas as agressões contra a vegetação e uso inadequado dos demais recursos naturais fazem com que os lençóis freáticos se aprofundem e causem o desaparecimento dos rios perenes. O que sobra está havendo uma redução drástica em todas as regiões do mundo, por causa da poluição e contaminação dos mananciais subterrâneos e superficiais, solos e atmosfera.

Dessa forma as aguas vão perdendo sua potabilidade e milhões de pessoas no mundo perecem com sede ou morrem por ingerir agua de má qualidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 2 milhões de pessoas, principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, morrem por ano no mundo devido a doenças causadas pela água contaminada. Porém, os problemas podem ser evitados por meio de políticas públicas eficientes, segundo a   própria (OMS). Para os especialistas, o ideal é adotar um plano de gestão de água potável de qualidade.

Já prevendo que a situação se agravaria no futuro a Organização das Nações Unidas (ONU), criou o Dia Mundial da Água durante a realização de sua Assembleia Geral no dia 21 de fevereiro de 1993, através da resolução A/RES/47/193 assinada naquela data, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.

Nesse período vários Estados foram convidados, como se fosse mais apropriado no contexto nacional, a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21.

Pra começo de conversa as Agendas 21 nunca foram implementadas, salvo algumas ações de forma isoladas e desconexas, não apresentando quase ou nenhum resultado concreto. Em nosso entendimento chega de tantos eventos alusivos e comemorativos. Alusão ao que? Aos tantos programa e projetos de proteção, preservação, recuperação, revitalização, o “diabo a quatro” que nunca saem do papel?. Enquanto isso os solos vão perdendo o poder de produtividade, a cobertura vegetal do Planeta ficando cada vez mais degradada em todos os biomas,  abrindo enormes manchas de desertificação em todas a superfície terrestre, inclusiva no território brasileiro. Como consequência, o aquecimento do Planeta faz com que as águas subterrâneas se aprofundem cada vez mais e rios ainda perenes deixem de ser permanente e passem para outras classificações: temporários ou efêmeros, ou seja só ter água durante os períodos de ocorrências de chuvas.

Um exemplo bem nosso é o caso do rio São Francisco que está agonizando há anos com suas margens desprovidas das matas ciliares que vem sendo destruídas ao longo de mais de 500 anos, somando aos dejetos domésticos, industriais, minerais e agrícolas lançados sem tratamento em toda a sua extensão reduzindo de forma brutal a qualidade de suas aguas, mesmo assim, ainda há quem diga que nós ambientalistas estamos exagerando com as informações que prestamos, mas os que fingem não acreditar é simplesmente para não fazerem nada para ajudar a evitar que aconteça o pior.

22 de março, Dia Mundial da Água. Este dia foi criado para que se pare para fazer reflexões sobre a situação critica dos recursos hídricos no mundo, mas as ações preventivas e reparadoras têm que ser desenvolvidas todos os dias do ano, a situação é gravíssima e não dá mais para esperar.
Corramos, vamos usar a água com parcimônia. Sem contaminá-la, sem poluí-la, sem desperdiçá-la, vamos proteger os mananciais, vamos ajudar a salvar nosso Planeta, ainda há tempo. A Natureza agradece.

Vitorio Rodrigues de Andrade – graduado em Licenciatura Plena em Geografia; Pós-Graduação: Ensino de Comunicação Social; Capacitações em Gestão, Educação e Licenciamento Ambiental.

Salgueiro sediará 1° Seminário Riquezas e Oportunidades do Semiárido

salgueiroEm meio as comemorações do Dia Mundial da Água, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) promove o debate sobre a questão hídrica do Sertão no 1° Seminário sobre Riquezas e Oportunidades no Semiárido.

O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de março, no auditório do Hotel Imperador, localizado no município de Salgueiro. A expectativa é de que o evento reúna mais de 200 profissionais, além de 50 vagas destinadas a estudantes.

A abertura do encontro será com uma palestra do presidente do Crea-PE sobre o Sistema Confea/Crea e Mútua. Na ocasião, Evandro Alencar falará sobre a importância das Inspetorias Regionais do Conselho, além de apresentar os inspetores da cidade de Salgueiro. Em seguida, será feita a apresentação do primeiro Caderno da Série Semiárido – Riquezas e Oportunidades, produzido pelo professor Waldir Duarte Costa no fim do ano passado. A publicação faz parte do projeto idealizado pelo engenheiro civil Mário Antonino, que pretende apresentar estudos técnicos sobre as potencialidades da Região. O material é uma parceria entre o Crea-PE e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No dia 25, o encontro começa com a palestra do professor e geólogo Waldir Duarte Costa, a partir das 8h30. Ele irá falar sobre “Ocorrência, Distribuição e Captação da Água Subterrânea. Em seguida, o professor e engenheiro civil Mário Antonino ministra palestra com o tema “Cadernos do Semiárido: a Convivência com a Seca”. Para finalizar o evento, o convidado é o diretor presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Marcelo Cauás Asfora. (da Ascom)

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