Políticos pernambucanos entram na delação da JBS

Depois do áudio gravado pelo proprietário do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrando o presidente da República, Michel Temer (PMDB), dando o aval para que ele ‘comprasse o silêncio’ do ex-deputado federal Eduardo Cunha, agora foi a vez do diretor da empresa, Ricardo Saud, afirmar em delação à força-tarefa da Lava Jato, ter pago propina a três lideranças políticas do PSB de Pernambuco: o governador Paulo Câmara, o senador Fernando Bezerra Coelho e o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Saud revelou que a negociação da propina teria começado no ano de 2014, com um acerto para pagar R$ 15 milhões à campanha do então candidato a presidente da República, Eduardo Campos (morto em acidente aéreo naquele mesmo ano).

Dos três socialistas, apenas o senador FBC se pronunciou por meio de sua assessoria jurídica.  “A defesa do senador, representada pelo advogado André Luiz Callegari, afirma que todas as doações para a campanha de Fernando Bezerra Coelho ao Senado foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. A defesa do parlamentar, que não teve acessos aos referidos autos, repudia as declarações unilaterais divulgadas e ratifica que elas não correspondem à verdade”, afirmou, em nota. (Foto: Guga Matos/JC Imagem)

Deputado baiano Adolfo Viana é suspeito de ter recebido recursos de Caixa 2 para campanha de 2010

O deputado estadual baiano Adolfo Viana Neto (PSDB) é suspeito de ter recebido R$ 50 mil, em recursos não contabilizados, para campanha que o elegeu em 2010 à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A informação partiu das delações dos colaboradores da Odebrecht, José de Carvalho Filho e Cláudio Melo Filho. Ainda em delação, José de Carvalho afirmou que o deputado tinha conhecimento da ilicitude dos recursos destinados a ele.

Como o alvo da suspeita não possui foro privilegiado, o conteúdo da delação foi encaminhada para a Procuradoria Regional da República/1ª Região. Adolfo Viana Neto foi eleito deputado estadual da Bahia, em 2010, pelo PSDB, e reeleito em 2014. O G1 tentou contato com o deputado estadual na tarde de sábado, mas até a publicação desta reportagem, não conseguiu localizá-lo. (Fonte: G1-BA)

Efeito-dominó: Após ser citado em delação, ministro do Turismo do Governo Temer entrega o cargo

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Após ser citado no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo na tarde desta quinta-feira (16), informou a assessoria do Palácio do Planalto. O peemedebista é alvo de um inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga políticos suspeitos de envolvimento na Lava Jato.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro relatou ter repassado a Henrique Alves R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.

Em pouco mais de um mês de governo Michel Temer, esta é a terceira demissão de ministros em razão de envolvimento no esquema de corrupção que agia na Petrobras investigado pela Lava Jato. Antes de Alves, haviam sido demitidos os ministros Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência).

De acordo com Sérgio Machado, a propina foi paga ao ministro do Turismo da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008. Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galvão. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galvão Engenharia, de acordo com a delação.

Os recursos eram entregues por meio de doações oficiais, mas eram provenientes, conforme o delator, de propina dos contratos da subsidiária da Petrobras. Sérgio Machado detalhou que Henrique Alves costumava procurá-lo com frequência em busca de recursos para campanha.

Nota

Por meio de nota, Henrique Alves afirmou nesta quarta que todas as doações para as campanhas dele foram oficiais, e as prestações de contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O peemedebista ressaltou ainda que, nas eleições de 2008 e 2012, como presidente de partido, os “eventuais pedidos de doações foram para as campanhas municipais, obedecendo a lei vigente, sempre com registro na Justiça Eleitoral”. Por fim, o ministro disse que estava à disposição da Justiça, “confiante que as ilações envolvendo o seu nome serão prontamente esclarecidas”.

Procurada nesta quarta-feira (15), a Galvão Engenharia diz que não vai se pronunciar sobre as suspeitas. (fonte: G1 Brasília/foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pernambucano Pedro Corrêa cita Lula, FHC e irmã de Aécio em delação premiada

A delação premiada do ex-deputado federal pernambucano Pedro Corrêa (PP), fechada no último dia 14, deve citar políticos da base do governo e da oposição, segundo a Folha de S.Paulo. Além de Lula, que, segundo a revista Época, tem tudo para ser o personagem principal do relato, o ex-presidente do PP também deve revelar fatos sobre o ministro do TCU Augusto Nardes, o senador Aécio Neves e o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com a Folha, que teve acesso a trechos da delação, o documento afirma que, entre 2003 e 2005, quando Nardes era deputado federal pelo PP, ele estava entre os nomes da bancada da Câmara que recebiam propina arrecadada pelo deputado José Janene (morto em 2010) junto à Petrobras e outros órgãos com diretorias indicadas pelo PP.

Corrêa, preso desde abril de 2015 pela Operação Lava Jato, também apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã de Aécio Neves e uma de suas principais assessoras, como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano.

Ainda segundo a Folha, o ex-deputado apresentou um anexo sobre o governo FHC, que tem como foco a votação que aprovou a emenda constitucional possibilitando sua reeleição em 1997. De acordo com o relato, o ex- presidente contou com apoio financeiro do empresariado para aprovar o projeto da reeleição. Os relatos do ex-deputado podem comprometer aproximadamente 100 políticos, entre eles dois ministros do atual governo: Jaques Wagner, da Casa Civil, e Aldo Rebelo, da Defesa. (fonte: Blog do Jamildo/foto: reprodução)

Lula diz que já desmentiu à PF “ilações” de Cerveró

LulaO ex-presidente Lula afirmou em nota nesta terça-feira (12) que já desmentiu à Polícia Federal “ilações de delator”, referindo-se às denúncias do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Segundo o Instituto Lula, “as questões levantadas pela imprensa com base em delação atribuída a Nestor Cerveró já foram esclarecidas pelo ex-presidente Lula no foro apropriado: um depoimento à Polícia Federal em 16 de dezembro de 2015“.

Em delação premiada, Nestor Cerveró disse ter sido indicado para um cargo na BR Distribuidora pelo ex-presidente Lula por “gratidão” e “reconhecimento pela ajuda” na viabilização de uma operação que serviu para quitar um empréstimo de R$ 12 milhões do Grupo Schahin, em outubro 2004, ao pecuarista José Carlos Bumlai – amigo do ex-presidente -, que teria como destinatário final o PT.

Lula foi ouvido na PF na condição de informante. O ex-presidente disse que Cerveró foi nomeado diretor da Petrobrás e da BR Distribuidora por indicação de partido da base aliada, sem especificar qual legenda.

Lula não tem e não teve relação pessoal com o delator, muito menos o sentimento de ‘gratidão’ subjetivamente atribuído a ele” informa nota. Segundo o Instituto Lula, no depoimento à PF, o ex-presidente negou ter tratado com qualquer pessoa sobre supostos empréstimos ao PT ou sobre a contratação de sondas pela Petrobras, objetos de investigação.

Esclareceu ainda que fez apenas duas indicações pessoais na Petrobrás: os ex-presidentes José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli. Os demais diretores da estatal e de empresas controladas foram indicados por partidos, como aliás ocorreu e ocorre em outros governos no Brasil e em outras democracias ao redor do mundo“, diz. (fonte: Diário de PE/foto reprodução)

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