Nova crise política nacional leva Paulo Câmara a cancelar Seminário ‘PE em Ação’

A Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco comunicou nesta sexta-feira (19) que foi adiada a realização da rodada do Seminário Pernambuco em Ação do Agreste Central, que ocorreria na cidade de Caruaru. Segundo a nota, o governador Paulo Câmara (PSB), devido à grave crise nacional, precisa estar neste sábado (20) em Brasília, como vice-presidente nacional do PSB, para participar da reunião da Executiva Nacional do partido.

A nota informa que a nova data do Pernambuco em Ação do Agreste Central será divulgada em momento oportuno.

Câmara já tinha se pronunciado sobre as denúncias que envolvem o nome do presidente Michel Temer (PMDB) em vídeo postado nesta quinta, 18, nas suas redes sociais, conforme o Blog já divulgou. No vídeo, o governador pede apuração rígida dos fatos, que classifica como “muito graves”. (Foto: SEIGovPE)

 

Nova crise política leva senador FBC a convocar reunião da bancada socialista para próxima semana

A mais nova ‘hecatombe’ política que se abateu sobre o país, após denúncias envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), levou o líder do PSB no Senado, Fernando Bezerra Coelho, a convocar uma reunião da bancada socialista na próxima segunda-feira (22). A intenção, segundo o senador pernambucano, é decidir sobre um posicionamento definitivo da legenda após os últimos acontecimentos.

“A gravidade da situação política do país, diante das novas denúncias publicadas pela imprensa nacional, exigem serenidade, maturidade e responsabilidade com a estabilidade política e a governabilidade. É preciso que todas as forças políticas se empenhem na busca de uma saída, nos marcos legais e constitucionais, que assegure um ambiente político capaz de conduzir a transição até as eleições de 2018. Nesse sentido, convoco uma reunião da Bancada do PSB no Senado Federal, para a próxima segunda-feira (22), para que, após o conhecimento pleno dos fatos, deliberemos uma posição coletiva sobre a grave conjuntura política atual”, explicou FBC, em nota enviada a este Blog. (Foto/arquivo)

 

Câmara dos Deputados registra maior ‘troca-troca’ de partidos desde 2003

Camara-dos-Deputados/Foto reprodução InternetEm meio à grave crise política que o país atravessa, a Câmara dos Deputados registrou o maior troca-troca partidário em mais de uma década.

Segundo levantamento da BBC Brasil a partir de dados oficiais da Casa, 99 deputados trocaram de partido em 2016, até o momento. Isso representa 19,3% do total, ou seja, praticamente um quinto dos 513 integrantes da Câmara.

O número já supera o registrado em 2005, ano do escândalo do Mensalão, quando 95 deputados mudaram de sigla. Por hora, perde para o primeiro ano do governo Lula (2003), quando 107 trocaram de partido.

A maior parte dessas migrações aconteceu entre fevereiro e março deste ano, quando ficou aberta uma “janela” para trocas sem risco de perda de mandato. Essa possibilidade de punição em caso de trocas não justificadas foi estabelecida no final de 2007 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exatamente com objetivo de coibir o excesso de mudanças de siglas. (foto/reprodução)

Fernando Filho sobre a crise política: “Não dá mais para o Brasil continuar do jeito que está”

Líder do PSB na Câmara dos Deputados, Fernando Filho fez ontem (15) um pronunciamento bastante aplaudido pelos colegas de parlamento. Num discurso enfático, ele afirmou que a população brasileira irá cobrar do parlamento uma nova postura. “Precisamos encontrar uma saída para o momento em que este país se encontra. Que os processos de investigação possam avançar, atingindo quem quer que seja, mas que possamos conversar para virar esta página. Não dá mais para o país continuar do jeito que está, para que o país volte a criar oportunidades“, disse.

Fernando Filho reiterou a posição da bancada socialista, que defende o afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha, envolvido em denúncias de corrupção e sonegação de impostos. “Digo isso porque já tive a oportunidade de dizê-lo pessoalmente“, afirmou. O parlamentar lembrou que o PSB colocou-se como oposição desde o dia 29 de setembro de 2013, quando a legenda rompeu com o Governo Federal, apresentando em 2014 as candidaturas presidenciais de Eduardo Campos e em seguida Marina Silva.

Fernando Filho reconheceu os serviços prestados pelo presidente Lula ao Brasil e em especial a Pernambuco, mas criticou a possibilidade dele ser nomeado ministro do governo Dilma. “Sei que esta decisão só cabe a ele e a presidente, mas não nestas circunstâncias. Nós não queríamos vê-lo [ministro] porque diminui a sua biografia, porque ele é maior que este governo“, destacou. O deputado federal afirmou que a decisão para a crise sairá do Congresso, pela via da política. (foto: Assessoria/divulgação)

Paulo Câmara pede “união de forças” para superar atual crise política do país

Paulo Camara1O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), resolveu se pronunciar acerca da grave crise política do país, que pode culminar com a cassação da presidente Dilma Rousseff (PT). Numa nota à imprensa, Câmara deixou a entender que não aprovou o pedido de abertura de impeachment de Dilma, ao contestar uma nota divulgada como sendo assinada pelos governadores do Nordeste.

O socialista também ressalta que o momento é de “unir forças” para “superar obstáculos” e recolocar o país novamente no rumo do desenvolvimento. Confiram:

Gostaria de registrar, para esclarecimento, o meu entendimento a respeito do momento político que vive o Brasil. Não houve tempo, de minha parte, de conversar sobre esta nota que está circulando como sendo a posição dos Governadores do Nordeste. A nota divulgada, a qual respeito, não teve minha participação. E, por isso, gostaria de externar minha posição.

Entendo que não existe, até aqui, as condições para o impedimento da presidente da República. Mas há agora um fato consumado: foi aberto o processo de impeachment, para o qual, no meu entender, o presidente Eduardo Cunha tem sua legitimidade comprometida na condução da Câmara dos Deputados. Ele precisa deixar a presidência da Casa.

Diante do fato consumado, espero que possamos superar esse impasse político. O que a população quer ver são ações em favor da coletividade, tais como a nossa luta para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti; o combate ao desemprego, que sobe em velocidade; o esforço para tomar medidas certas para controlar a inflação; e nossa atuação para recolocar o Brasil nos trilhos para que o País volte a crescer e a gerar emprego e renda.

É necessária uma união nacional para a superação dos atuais obstáculos. Temos que trabalhar duro para que em 2016 esta crise política seja ultrapassada e que os problemas econômicos sejam efetivamente enfrentados. Isso só será possível com estabilidade política para resgatar a confiança e a credibilidade na nossa economia.

Esse processo também é uma oportunidade para o Governo, de fato, quem sabe, rearrumar a sua base no Congresso Nacional e aprovar as medidas necessárias para ajustar a economia. É preciso dar um basta na política pequena, de troca de favores para qualquer tomada de posição.

Nosso partido não votou nem na presidente da República e nem no presidente da Câmara dos Deputados. Trilhamos nosso próprio caminho. Essa postura continuará defendendo as instituições e o respeito à Constituição do País.

Paulo Câmara/Governador de Pernambuco

PMDB promoverá encontro para debater novo estatuto

Logo PMDB 15_Chapado_ALTAEm meio à crise política e à indefinição se apoia ou não o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, o PMDB começa a mobilizar seus filiados para outra questão.

No próximo dia 17/11 a legenda vai debater seu novo estatuto, em evento marcado para Brasília (DF), no Hotel Nacional.

A programação começará a partir das 9h e prossegue durante todo o dia. Lideranças peemedebistas deverão comparecer ao encontro, incluindo o prefeito de Petrolina, Julio Lossio.

Dilma fala em “golpismo escancarado” da oposição, critica crise política e defende “unidade”

dilmaA presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta terça-feira (13) que o Brasil vive uma “crise política séria” e necessita de “estabilidade política“. Segundo ela, a oposição tenta chegar ao poder por meio de “golpe” e busca “construir de forma artificial o impedimento de um governo eleito“.

Dilma fez as declarações ao discursar na abertura do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, para uma plateia de sindicalistas e políticos, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente do Uruguai José Mujica e o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Logo após falar na necessidade de estabilidade política, o público passou a entoar o coro “Não vai ter golpe”. De acordo com a presidente, o que chamou de “terceiro turno” começou no dia seguinte à eleição.

Nós, sem dúvida nenhuma, vivemos uma crise política séria no nosso país. E que neste exato momento se expressa na tentativa dos opositores ao nosso governo de fazer o terceiro turno. Essa tentativa de fazer um terceiro turno começou no dia seguinte às eleições“, afirmou.

Para Dilma, “o artificialismo dos argumentos [da oposição] é absoluto“. Segundo ela, “a vontade de se produzir um golpe contra as leis e as instituições é explícita”.

“Não há nenhum pudor porque votam contra o que fizeram quando estavam no poder. Envenenam a população nas redes sociais e na mídia. O pior é que espalham o ódio, espalham a intolerância“, declarou.

Falsos moralistas

Dilma criticou os “moralistas sem moral” e indagou sobre quem teria biografia para atacá-la.

“Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias. Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa para atacar minha honra? Quem?”, perguntou. Nesse momento, Lula, Mujica e as demais pessoas da plateia levantaram para aplaudir de pé a presidente.

Ela afirmou que o “golpismo” é “escancarado” porque, segundo disse, não há fato jurídico que justifique o impeachment.

Querem criar uma onda que leve de qualquer jeito ao encurtamento do meu mandato sem fato jurídico […]. Isto é um golpismo escancarado. Eu tenho que esse processo não é apenas contra mim. É contra o projeto que fez do Brasil um país que superou a miséria, que elevou as classes médias, que construiu um mercado interno”, afirmou.

Ao defender a sua permanência no cargo, Dilma disse ser presidente para “tratar das boas lutas civilizatórias, como a luta de gênero, contra o racismo, contra a intolerância, para implementar o Plano Nacional de Educação”.

Unidade

Ela também pediu unidade: “É a hora de unir forças, a hora da unidade, a hora de arregaçar as mangas, a hora de combater o pessimismo, a intriga política. Quem quiser dialogar, terá o meu governo como parceiro”.

Em seu discurso, Dilma defendeu ainda o uso das chamadas “pedaladas fiscais” – atrasos do governo no pagamento a bancos públicos – como forma de garantir programas sociais.

“O que chamam de pedaladas fiscais são atos administrativos que foram usados por todos os governos antes do meu. Eu quero deixar claro que nós não tivemos nesses atos nenhum interesse a não ser realizar nossas políticas sociais e nossas políticas de investimento”. (fonte: G1-Brasília/foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Jornal britânico sentencia: “Brasil é um doente em estado terminal”

ftSe o Brasil fosse um paciente internado, os médicos do pronto-socorro o diagnosticariam como doente terminal”, diz o jornal britânico “Financial Times”. “Os rins já pararam; o coração vai em breve” – segundo a publicação, a avaliação é de um senador do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em análise publicada com o título “A terrível queda do Brasil da graça econômica”, o jornal diz que a economia brasileira está “uma bagunça”, e que deve encolher até 3% este ano e 2% em 2016.

“As finanças públicas estão em desordem”, diz o texto, lembrando que o governo estimou, este mês, que as contas públicas deverão ter déficit primário no próximo ano, o que levou a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a retirar o grau de investimento do Brasil.

“Dado o difícil ambiente externo – a desaceleração da economia da China, o colapso dos preços das commodities e a alta dos juros dos EUA – o Brasil está sofrendo os primeiros sinais de um estresse econômico extremo”, diz o “FT”.

Crise política

O jornal aponta, no entanto, que “ironicamente”, não foram os problemas econômicos que levaram à decisão da S&P, mas sim a crise política: “Dilma Rousseff, a presidente, não é amada por seu próprio partido, e sofre forte rejeição: ela é o presidente mais impopular da história do Brasil. Por isso é quase impossível para ela responder adequadamente aos problemas econômicos. Especialmente com o Congresso mais preocupado em salvar a própria pele de uma investigação de corrupção que desviou US$ 2 bilhões da estatal de petróleo, a Petrobras”.

“O sistema político brasileiro é bem conhecido por ser pobre. Agora também não está funcionando”, diz o texto. (fonte: G1-SP/foto reprodução: Financial Times)

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