Secretário avalia estrago no Cemitério Campo das Flores após explosão de barraca

Uma equipe da Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Mobilidade de Petrolina (SEINFRAHM) esteve na manhã de ontem (21) no Cemitério Campo das Flores, Centro da cidade, avaliando o estrago causado pela explosão de uma barraca de fogos de artifício, localizada na Avenida das Nações.

Durante a visita da comitiva, coordenada pelo secretário Coronel Heitor Leite (Infraestrutura, Habitação e Mobilidade) foi diagnosticada a necessidade de limpeza do espaço e pequenos reparos na estrutura. Além disso, alguns túmulos também foram danificados. Por isso, os proprietários devem comparecer ao cemitério para averiguar possíveis danos.

A explosão da barraca ocorreu por volta do meio-dia da última segunda-feira (20). Era a primeira de uma sequência de cinco pontos de venda de fogos de artifício, que não foram atingidos. O impacto atingiu a rede elétrica, o cemitério e veículos estacionados próximos ao local. O 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GCB) informou que, apesar do impacto da explosão, não houve feridos. (Fonte/foto: Ascom PMP)

Secretário aponta “força política” para avanços na Infraestrutura e Habitação de Petrolina

À frente da Secretaria de Infraestrutura e Habitação de Petrolina, o Coronel Heitor Leite, que foi secretário de Educação na gestão passada,  declara ter as diretrizes básicas a serem seguidas: pensar a cidade a partir da perspectiva urbanística, melhorar a infraestrutura e avançar na política habitacional.

É mais um desafio. Na Infraestrutura, eu tenho um grupo menor, mas trabalhando para um grupo muito grande, que é toda a cidade. Na Habitação, da mesma forma. O desafio é que o cidadão seja atendido. Eu vejo esse momento apropriado para novas idéias”, disse, em entrevista a este Blog.

Questionado sobre as obras de duplicação de uma das principais avenidas da cidade, a Cardoso de Sá, que foi promessa da gestão passada, o secretário garantiu que a avenida não tem capacidade para ser duplicada e afirmou que a obra iniciada no local é “praticamente inaproveitável”.

Aquilo é uma obra paralisada e longe de ter uma posição. Pegamos um engenheiro da própria secretaria e aquela obra é praticamente inaproveitada, é praticamente um trabalho perdido. Não tem uma avaliação precisa. Pra Câmara [de Vereadores] foi prestada uma série de esclarecimentos e se fala em R$ 3 milhões, mas ali não tem um projeto licitado. Foram feitas aquisições de material e foi contratado o serviço de ressocialização dos presos, então não se tem um valor licitado pra dizer quanto foi”, afirmou.

De acordo com o Coronel Leite, o projeto da obra não foi encontrado e até o meio-fio feito na Cardoso de Sá está irregular. “Uma fileira de meio-fio está invertida, eles limitam a pista. A gente tem q tirar o meio fio para fazer uma pavimentação decente. Pra gente pavimentar a pista de ciclista, a gente tem que tirar o meio-fio, ou seja, tirar tudo.

Mas nem tudo está perdido. O secretário disse que a prefeitura já tem um projeto e que está buscando recursos. “Já temos um projeto, efetivamente, elaborado pelo engenheiro, desde o Trevo até a Facape, para que a gente possa realizar. O prefeito está buscando duas fontes de dinheiro, sendo uma o recurso do empréstimo da pavimentação – que ainda tem um saldo para receber e nós estamos tentando resolver. Se recebermos, já temos como alocar; se não recebermos, o prefeito esteve em Brasília e o Ministro das Cidades ficou de contemplar a cidade com recurso de mais de um milhão de reais”, explicou.

O Coronel Heitor Leite explicou por que a avenida Cardoso de Sá não pode ser duplicada. “A Cardoso de Sá não cabe duplicação, a idéia é que ela se mantenha naquela espessura, obviamente com recapeamento. Por que não duplicar? A idéia é tirar o trafego de carros pesados da Cardoso de Sá. Está no projeto a duplicação da Avenida Honorato Viana, da Sete de Setembro, com viaduto na Estrada da Banana, de modo que os carros pesados saiam por ali, para que eles não passem pelo Centro de Petrolina”, pontuou.

Requalificação da Orla I

O Secretário também informou que a prefeitura realizará, ainda este mês, um projeto de requalificação da Orla I e o andamento de obras nas Orlas II e III. “O prefeito, em Brasília, recebeu a promessa, e nós temos que preparar este mês o projeto de requalificação da Orla I, que contempla a região dos bares, a Portal do Rio e o terminal das barquinhas. A Orla II está com pisos intertravados e a obra da Orla III está travada por questões ambientais. Mas, nós estamos tentando destravar a obra. Já que vai fazer a Orla III, ai o município tem que recompor em alguma área ambiental para que seja liberado. Esse dinheiro para tantas intervenções, de onde sai? Foi solicitado ao Ministro das Cidades. Os recursos que seriam para o VLT autoriza a mudança de objeto, para que façam obras de mobilidade”, contou.

O secretário ainda comentou sobre o planejamento para melhorar o acesso dos ônibus nos bairros e afirmou que a manutenção de todo esse sistema de esgotamento sanitário de Petrolina é da Compesa, que tem uma parceria da prefeitura. Ele ainda disse que foi criada a Diretoria de Saneamento, “porque a prefeitura não tinha expertise nessa área. Estamos fazendo esse trabalho de integração.

Habitação

Destacando força política, através do senador Fernando Bezerra Coelho, do ministro Fernando Filho e o alinhamento com o governo federal, o Coronel Leite  contou algumas novidades, a exemplo de um programa de habitação que contemplará o homem do campo.

Mais uma vez, eu destaco essa intervenção política que está sendo feita, através do senador e do ministro. Teremos o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), que contempla o homem do campo. E mais um incremento aqui na cidade, para contemplar. Nós acreditamos que não o lançamento não deve demorar. Quando o governo federal disser com quantas unidades seremos contemplados, nós saberemos quanto será investido. A idéia é você fazer núcleos habitacionais nos projetos e também atingir comunidades mais afastadas”, destacou.

Sobre as unidades habitacionais já entregues em Petrolina, o secretário ainda disse haver irregularidades nos contemplados. Mas é preciso que a população denuncie, para que a prefeitura faça o trabalho de retomar os imóveis e repassar para as pessoas que estão na fila de espera. “Nós devemos receber, agora, 95 unidades retomadas. Os 95 da fila de espera, avançam. É necessário que a população denuncie. Não há como a gente descobrir quem está ilegal. Procura a própria Secretaria de Habitação ou liga para a Ouvidoria da Prefeitura no número 196”, reforçou.

Artigo do leitor: Ex-secretário Heitor Leite defende amplo debate sobre mudanças na educação, antes das críticas

coronel-heitor-leiteNum artigo enviado a este Blog, o ex-secretário de Educação de Petrolina, Coronel Heitor Leite, acredita que tanto a PEC 241 (que restringe gastos públicos por um período de 20 anos) como a MP 476 (que reforma o Ensino Médio) merecem um amplo debate, antes de serem criticadas.

Acompanhem:

O Brasil, exemplo emblemático de país latino, tem enraizado na cultura de seu povo o vetor passional em praticamente tudo o que faz. Vive intensamente as discussões, ama e odeia cegamente, aprecia manifestar seu pensamento. Sob o ponto de vista do comportamento social, somos muito suscetíveis a influências, opiniões e lideranças.

O advento da internet veio ao encontro de nossas necessidades de manifestação. Não por acaso conquistamos uma posição de destaque mundial na quantidade de acessos à rede mundial de informação. Essa estatística possui muitos aspectos positivos, desde o incentivo à capacidade crítica, passando pelo exercício de cidadania, até as possibilidades de articulação e organização social.

Mas uma reflexão se faz necessária. Para um povo que pouco lê, pouco pesquisa e tende a submeter as análises racionais aos ímpetos das paixões, as mídias sociais podem, se utilizadas de maneira irresponsável, proporcionar um desserviço ao nosso desenvolvimento. Num ambiente em que opiniões desprovidas de contexto ou conhecimentos técnicos são divulgadas de forma repetitiva, à medida em que ganham adeptos, podem se transformar em tendências, sob a denominação de opinião pública, e gerar pressões populares sabe lá a serviço de quem! Isso ocorre muito no futebol.

Todos somos técnicos, conhecemos tática e estratégia, temos convicções e emitimos nossas críticas sem rodeios. Não temos formação para questionar aspectos da preparação física, emocional ou tática do time. Mas isso não nos impede de sentenciar comissões técnicas, atletas ou dirigentes, principalmente depois de conhecermos os resultados.

O mesmo ocorre com as questões que envolvem a educação. Trata-se de um assunto que permeia nossas vidas. Em geral, temos filhos que estudam, frequentamos permanentemente os bancos escolares, direta ou indiretamente, e nos sentimos aptos a emitir opiniões, o que é um direito e um dever de cidadania. Mas, convenhamos, esse contexto não transforma usuários em especialistas.

A condução da educação exige preparo, conhecimento da realidade, estudo detalhado das leis que a regem e um alto grau de estratégia. Formar mestres, proporcionar instalações adequadas, desenvolver ambientes propícios à formação, valorizar profissionais, envolver comunidades e familiares, reter os alunos na escola, compreender o jogo político e conquistar os resultados desejados exige muito mais do que se pensa.

A estruturação do ensino médio, por exemplo, depende de uma ampla discussão que já se arrasta por aproximadamente vinte anos. Complexa por natureza, influenciada por correntes políticas e ideológicas, amplamente discutida ao longo desses anos, contempla a visão dos profissionais de educação e precisa ser implementada urgentemente, à luz do adequado emprego dos recursos públicos, com absoluto comprometimento dos gestores e fiscalização de legisladores e populares.

Nesse contexto, penso, a PEC 241 (Teto de Gastos Públicos) e a MP 476 (Reforma do Ensino Médio) proporcionam boa oportunidade para aperfeiçoar as questões em pauta. Infelizmente, várias pessoas que sequer leram seus conteúdos já se posicionaram. Sensibilizados por argumentos pontuais e por vezes desconexos, reverberam frases que vão formando um senso comum artificial, o chamado “pensamento popular”, que inviabiliza a discussão construtiva, crítica e fundamental para a formulação das soluções desejadas. A quem isso interessa?

Os movimentos estudantis, por exemplo, naturais grandes interessados no assunto, poderiam reivindicar uma ampla discussão, analisar conteúdos, contrastar linhas de pensamento, propor pesquisas e lutar pelo esclarecimento das posições existentes. Curiosamente, permaneceram adormecidos durante anos, em meio ao processo de desestruturação do ensino no país. Trocado o governo, acordaram e decidiram irrestritamente criticar, iniciando um movimento de paralisação de suas próprias aulas, o que não fizeram quando propostas semelhantes foram lançadas em passado recente.

As pressões advindas da internet, as manipulações de opiniões e os interesses escusos devem ser percebidos por todos. Manifestações reacionárias e isoladas são insuficientes para construir o país que desejamos. Tanto no futebol quanto na educação, todas as contribuições são bem-vindas e necessárias.

Cidadania e democracia pressupõem conhecimento, esclarecimento e ampla discussão. Limitar gastos, priorizar recursos e otimizar o emprego dos meios em prol da estratégia consagrada pelas urnas deve ser um senso comum entre eleitores e eleitos. Atender à população com um planejamento estruturado, sustentável, coerente e transparente é a missão imposta a todos nós e não podemos perder a oportunidade.

A reforma ora discutida não é obra do acaso.  Reflete, em verdade, a maturidade, consciência e responsabilidade de parcela expressiva da população, que há tempos deseja verificar o zelo pelas contas do país com os mesmos cuidados de suas casas. Na contramão disso, populistas e oportunistas, como o “intelectual” Faustão,  apregoam o assistencialismo de momento, com o preço de um futuro instável e previsivelmente ingovernável. É chegada a hora de decidir o futuro, enquanto ainda é possível pagar a conta das inconsequências e se permitir sonhar com dias melhores!

Heitor Bezerra Leite/Ex-secretário de Educação de Petrolina

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