Biocombustível é mecanismo fundamental para reduzir emissões de poluentes no setor de transporte, aposta senador FBC

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Relator da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) e grande defensor de uma maior participação das fontes renováveis na matriz energética nacional, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) avaliou na quinta-feira (17) – há poucas horas do encerramento oficial da 22ª Conferência das Partes (COP-22) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima – que a Plataforma Biofuturo, lançada na quarta-feira (16) pelo governo brasileiro, em Marrakech (capital do Marrocos, na África), é uma das principais contribuições do Brasil à COP-22. Projetada para ter como base a geração de biodiesel e etanol, a plataforma representa, na avaliação de Fernando Bezerra, um mecanismo fundamental para a redução das emissões de gases de efeito estufa; especialmente, no setor de transporte urbano e de cargas pesadas.

Com o lançamento da Plataforma Biofuturo, demos um grande passo no sentido de sensibilizar o mundo (sobre os biocombustíveis) e transformar o etanol, por exemplo, numa verdadeira commodity (bem produzido em massa e direcionado ao comércio exterior), com o apoio de países como os Estados Unidos, a França, a China e a Índia“, destacou o senador, ao fazer uma análise sobre a participação do Brasil na COP-22. “Esta plataforma teve uma forte repercussão na Conferência de Marrakech, já tem a adesão de 20 nações e deverá ter liderança brasileira“, completou Bezerra Coelho, ao final de encontro de balanço da COP-22 pela delegação brasileira, sob a coordenação do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

A reunião contou com a participação de parlamentares e representantes do Executivo, como as senadoras Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); os deputados Nilto Tatto (PT-SP) e Evandro Gussi (PV-SP); e o subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, além de Fernando Bezerra e o ministro Sarney Filho.

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Iniciada oficialmente no último dia 7, no Marrocos, a Conferência da ONU sobre Clima termina hoje (18). Para o senador Fernando Bezerra, o Brasil novamente foi protagonista em mais esta COP, cujo principal objetivo foi regulamentar o “Acordo de Paris”. Estabelecido ano passado, na França, o Acordo entrou em vigor no último dia 4 com a meta central de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta para limitar a elevação da temperatura da terra em, no máximo, 2ºC até 2050. (foto: Assessoria/divulgação)

Em conferência da ONU no Marrocos, senador FBC defende energias renováveis e planejamento de ações em proteção ao meio ambiente

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Ao participar ontem (14) de diferentes painéis e debates durante o primeiro de dia de agendas na 22ª Conferência das Partes (COP-22) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima em Marrakech, capital do Marrocos (África), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) citou o exemplo da Alemanha e da União Europeia para reforçar o posicionamento dele em favor da ampliação das energias renováveis no Brasil e no restante do mundo. Segundo destacou o senador, o governo alemão planeja-se para encerrar a produção de energia à base de combustíveis fósseis, até 2050. (mais…)

Senador Fernando Bezerra participará na próxima semana de evento promovido pela ONU no Marrocos

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O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) iniciará, na próxima segunda-feira (14), a participação dele na 22ª Conferência das Partes (COP-22) da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima, em Marrakech, capital do Marrocos (África). Esta será a segunda vez consecutiva que Fernando Bezerra – relator da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional – participa da COP como um dos principais representantes do Parlamento brasileiro. O objetivo central da conferência de Marrakech será a regulamentação do ‘Acordo de Paris’, firmado durante a COP-21 – ano passado, na França – e que entrou em vigor no último dia 4.

“A grande notícia desta COP-22, até este momento, é que a maior parte dos (194) países que assinaram o Acordo de Paris já ratificaram o documento. Isso garante, portanto, que estas nações vão atuar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar a elevação da temperatura do planeta em no máximo 2ºC, até 2050“, explica o relator da CMMC, que, em 2015, presidiu o colegiado.

Além de Fernando Bezerra, outros senadores e deputados do Brasil participarão da conferência. Pelo Executivo, o país será representado pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Agricultura, Blairo Maggi. Iniciado oficialmente na última segunda-feira (7), o encontro mundial da ONU sobre clima vai até o próximo dia 18.

Uma das agendas de Bezerra Coelho, durante a COP-22, será coordenar o encontro das delegações brasileira e alemã, na próxima terça-feira (15), com a participação da presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alemanha e integrante do Grupo Parlamentar Brasil/Alemanha do Bundestag, Bärbel Höhn, com quem o senador esteve durante a Conferência Intersolar Europe 2015. Na quarta-feira (16), Fernando Bezerra e outros parlamentares e integrantes da delegação brasileira participam de uma grande reunião de balanço da COP-22, sob a condução do ministro Sarney Filho. Confira, abaixo, a agenda completa do senador na Conferência de Marrakech.

Metas

Ano passado, em Paris, Fernando Bezerra Coelho defendeu, entre outras medidas, que as energias renováveis cheguem a 25% da matriz energética brasileira, até o ano de 2030. Pela meta do governo federal apresentada durante a COP-21 – contida na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC/Brasil) – o percentual de participação das energias renováveis (sem considerar a hidrelétrica) na matriz energética nacional chegará a 23%, em 2030. Fernando Bezerra acredita que, a partir da ampliação das “energias limpas”, o governo brasileiro não só aumentará a oferta de outros tipos de energia à população – ao mesmo tempo, protegendo o meio ambiente – como também poupará a água dos reservatórios (atualmente, bastante utilizada na produção de energia hidrelétrica) para o abastecimento humano.

A proposta central da NDC/Brasil é que “o país, até o final deste século, envidará esforços para uma transição a sistemas de energia baseados em fontes renováveis e descarbonização da economia mundial, no contexto do desenvolvimento sustentável e do acesso aos meios financeiros e tecnológicos necessários para tal transição“. Entre as principais metas brasileiras, destacam-se o fim do desmatamento ilegal, o reflorestamento de 12 milhões de hectares de terra, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e a integração de cinco milhões de hectares, entre lavouras, pastagens e florestas. (foto: Assessoria/divulgação)

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