Vazamento desperdiça água potável há três dias na Cohab Massangano, dizem moradores

Na Cohab Massangano, zona oeste de Petrolina, um vazamento na tubulação vem ocasionando um grande desperdício de água potável. Segundo relatos de moradores ao Blog, o problema já ocorre há três dias na Avenida 21, na calçada do ponto final do terminal de ônibus na comunidade.

Aborrecidos, os comunitários clamam à Compesa – responsável pelo setor – uma solução para sanar o vazamento. Haja bronca.

Intervenção emergencial da Compesa em Petrolina deixa mais de 40 comunidades sem água

Uma intervenção emergencial realizada no dia de ontem (26) pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) em Petrolina interrompeu o abastecimento d’água em várias comunidades. De acordo com a assessoria, a empresa precisou fazer uma manutenção na estação elevatória do Centro, que integra o sistema de abastecimento da cidade.

Para executar os serviços, foi preciso suspender o fornecimento de água para 42 bairros – o que corresponde a 70% da área urbana de Petrolina –  na tarde de ontem (26). A previsão para finalizar a intervenção é nesta quinta (27), às 18h, quando o abastecimento será retomado para os locais afetados, de forma gradativa.

Os bairros e localidades que estão com o abastecimento d’água suspenso são os seguintes:

Jardim Amazonas, Alto do Cocar, Pedro Raimundo, Quati, Jardim São Paulo, Vila Eduardo, Vila dos Ingás, Loteamento Nossa Senhora Rainha dos Anjos, Vitivinícola, Alto Cheiroso, São José, Henrique Leite, Novo Horizonte, Jatobá, Carneiros, Cidade Universitária, Condomínio Água Viva, Condomínio Portal das Águas, Vila das Imbiras, Vila Mocó, Gercino Coelho, KM 2, Loteamento Arco-íris, Vila Eulália, Areia Branca, Dom Malan, Caminho do Sol, Maria Auxiliadora, José e Maria, Mandacaru, Terras do Sul, Santa Luzia, São Jorge, Jardim Maravilha, Ouro Preto, Alto Grande, Antonio Cassimiro, Vale do Grande Rio, Pedra Linda, Vale Dourado, Vila Esperança e Condomínio Mais Viver.

Sem saber que Odacy e Lucas não foram convidados para audiência pública sobre Compesa, Osinaldo critica ausência de deputados

Um dos vereadores a usar a tribuna da Câmara de Petrolina durante a audiência pública que discutiu serviços de saneamento e atuação da Compesa em Petrolina, realizada ontem, 25, Osinaldo Souza (PTB) não poupou críticas aos deputados estaduais Odacy Amorim (PT) e Lucas Ramos (PSB), representantes do município na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por estarem ausentes na discussão. Outra reclamação do petebista foi a falta também de um representante da Agência Reguladora do Estado (Arpe) na audiência pública.

“Por ser um órgão estadual, seria interessante estarem presentes. Não vimos interesse por parte dos deputados, nem da Arpe de participar do debate”, frisou o vereador.

A vereadora Cristina Costa (PT), autora do requerimento da audiência pública junto com o vereador Cícero Freire (PR), explicou ao colega que realmente não houve convites aos deputados por entender que eles não poderiam participar, por estarem em dia de reunião legislativa na Alepe. Quanto à Arpe, a vereadora acredita que a Armupe (Agência Reguladora de Petrolina) estava no debate, o que atendia a organização.

“Mas na sessão itinerante da Câmara, que acontece nesta quinta, dia 26,  no bairro Santa Luzia, fizemos questão de convidar todos os deputados, o prefeito Miguel Coelho, secretários, para debater esse assunto que há anos tira o sono dos moradores daquela região de Petrolina”, explicou.

Contrato

Em seu discurso na audiência pública, Osinaldo também sugeriu ao prefeito Miguel Coelho (PSB) rever o contrato do município com a Compesa. “Se tem mistério em rever essa concessão com a Compesa não sei, mas o que vemos é que nenhum prefeito conseguiu mudar essa situação e se conseguisse, Petrolina poderia estar bem melhor no quesito saneamento básico”, avaliou Osinaldo.

Funcionários de empresa terceirizada da Compesa em Petrolina reclamam de salários atrasados e descumprimento de normas trabalhistas

Funcionários de uma empresa terceirizada da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) em Petrolina não conseguem disfarçar a insatisfação por conta de uma série de pendências pela quais estão se sentindo prejudicados. Uma delas é o atraso de dois meses nos salários dos profissionais.

Ao Blog, o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinticon), Pedro Portugal, afirma que a terceirizada – Rio Uma – vem descumprindo também com outros itens trabalhistas. “A empresa está pagando aos funcionários o valor de R$ 1.322,00. Nosso salário atual hoje é R$ 1.4443,20”, informou.

Segundo Portugal, a proprietária da empresa alega que a Compesa não fez o repasse dos recursos para resolver as pendências dos quatro profissionais que trabalham na cidade.

Mas além disso, a entidade denuncia a terceirizada por não fornecer Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) aos seus funcionários, nem o fardamento, e de obrigar os funcionários a cumprirem jornada dupla de trabalho. Um dos funcionários, Manoel da Silva, está desde o início na terceirizada (há dois anos) e vem sofrendo desde então. “A empresa não paga auxílio-alimentação, nem auxílio-motorista. Um companheiro nosso acabou pedindo demissão porque sua família estava praticamente passando fome”, criticou.

MPT

O primeiro secretário do Sinticon, Vilson Gomes, disse que o sindicato tentaria uma saída amigável com a Compesa para resolver o problema. Caso contrário, vai acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pressionar a Companhia e a terceirizada para que cumpram com seus compromissos. Até o fechamento da matéria, o Blog foi informado que os diretores do Sinticon procuraram a Compesa, mas não houve ninguém para responder a esses questionamentos. Outro diretor da entidade, Marcelo Pessoa, lamenta a situação, até porque quem sofre também é a população de Petrolina, uma vez que esses funcionários são responsáveis por serviços como ligações de água encanada e recuperação de canos estourados na cidade. A reportagem entrou em contato com a Compesa, que por meio de sua assessoria disse estar apurando o fato. Até o momento ninguém da empresa Rio Una foi localizado para comentar o assunto.

Paulo Valgueiro rebate declarações de gerente da Compesa: “Cara de pau”

O vereador da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim, Paulo Valgueiro, não gostou nem um pouco das declarações do gerente regional da Compesa, João Raphael Queiroz, o qual afirmou ontem (25), durante audiência pública, que os investimentos da empresa em Petrolina, na área de água e esgoto, não foram maiores por conta da gestão do ex-prefeito Julio Lossio, que tentou quebrar a concessão do serviço. Valgueiro tachou o gerente de “cara de pau”, justificando que Lossio tentou justamente buscar um diálogo junto à Companhia, em buscas de melhorias para o abastecimento d’água e esgotamento sanitário da cidade, e não obteve êxito.

O vereador enviou ao Blog uma nota, manifestando seu repúdio às declarações de João Raphael. Confiram:

É muita cara de pau, para pouco óleo de peroba! Isso mesmo. Não há outra forma de definir a atitude do gerente regional da Compesa, Sr. João Raphael Queiroz, em colocar a culpa da má gestão da Compesa em Petrolina na gestão do Prefeito Julio Lossio.

Não é segredo que foi exatamente pelo fato de a Compesa faturar alto em nossa cidade e não oferecer a devida contrapartida, investindo em saneamento, que o Prefeito Julio Lossio tentou municipalizar o sistema de água e esgoto do município, que é superavitário.

E é bom que se diga, que antes de partir para o embate visando ao cancelamento da concessão para exploração dos serviços de saneamento em Petrolina, a gestão de Lossio buscou o diálogo junto à Compesa para tentar encontrar uma solução para a melhoria do serviço, sem que tenho obtido êxito.

E o que vimos, ao longo dos últimos anos, foi a sociedade ser castigada pela má gestão da Compesa, que esteve em audiência pública na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira, 25 de abril, justamente em decorrência das reclamações da população em Petrolina, que sofre sem água nas torneiras e com os inconvenientes da falta de esgotamento sanitário em vários bairros da cidade.

Sabemos, também, que os últimos investimentos realizados pela Compesa no Município de Petrolina foram feitos com recursos do Governo Federal.

Infelizmente, parece que a Compesa tem usado a receita arrecadada em Petrolina para financiar a sua incompetência gerencial em outras cidades pernambucanas, deixando a nossa cidade desabastecida e a população sedenta de soluções para o abastecimento de água e o esgotamento sanitário que lhes proporcione uma melhor qualidade de vida.

Talvez uma pista para a falta de recursos para investimentos da Compesa em nosso Município e no Estado seja a odiosa parceria que a Compesa fez na região metropolitana com a empresa mais corrupta de história do Brasil: a Odebrecht, cuja promiscuidade em todos os seus negócios tem saltado aos olhos da nação em um dos maiores escândalos de corrupção que já tivemos notícias.

Mas não estou aqui para torcer contra. Ao contrário, espero que a Compesa aprimore os seus serviços e possa estar trazendo mais investimentos para a nossa cidade e transforme Petrolina em um canteiro de obras de saneamento de qualidade, beneficiando toda a população e fazendo de Petrolina uma cidade ainda melhor para se viver. Aliás, esse é um compromisso que a Compesa vem assumindo e é isso que todos nós esperamos dela.

Paulo Valgueiro/Vereador do PMDB

Petrolina: Vereadores não presidem a própria audiência pública proposta por eles

Um fato no mínimo curioso ocorre no final da manhã e início de tarde desta terça-feira, 25. Autores da audiência púbica que acontece agora na Câmara de Petrolina e que trata dos serviços de saneamento e taxa de esgoto e da atuação da Compesa no município, os vereadores Cícero Freire (PR) e Cristina Costa (PT) não presidem a audiência. No centro da mesa diretora está o vereador Manoel da Acosap (PTB), que é primeiro secretário da Casa Plínio Amorim.

Geralmente, nas casas legislativas, quem solicita audiência pública, reuniões, sessões solenes – entre outros itens – também é quem preside o ato. Perguntado aos autores por que não estavam comandando a própria audiência pública, nem Cícero nem Cristina souberam ou pelo menos não quiseram responder.

Gerente da Compesa em Petrolina garante que investimentos em água e esgoto só não foram maiores por causa do Governo Lossio

Momentos antes da audiência pública que começou agora há pouco na Casa Plínio Amorim, sobre os problemas no abastecimento d’água e esgotamento sanitário de Petrolina, o gerente regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), João Raphael Queiroz concedeu uma rápida entrevista à imprensa, assegurando que a empresa fez os investimentos necessários no setor. Segundo ele, o que atrapalhou foi a gestão municipal passada, do prefeito Julio Lossio, que tentou quebrar a concessão da Compesa.

Segundo João Raphael, os R$ 65 milhões enviados pelo governo federal foram aplicados para melhorias no setor em Petrolina. No entanto, a tentativa do governo passado em quebrar a concessão da Compesa impediu a Companhia de continuar investindo no sistema em mais bairros da cidade.

“Estávamos fazendo um investimento muito alto, e a gente precisa que esse investimento retorne aos cofres da empresa. Então isso fez com que a gente não investisse mais em bairros onde não existe rede coletora, infraestrutura, para que a gente possa operar e dar manutenção ao sistema”, explicou.

Esperado para a audiência, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, estava cumprindo agenda em Brasília (DF) e não pôde comparecer. Igor Falcão, representante da prefeitura, está no debate.

Compesa esclarece críticas de comunitário sobre falta d’água em Pau Ferro

Em resposta a este Blog, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) esclareceu as críticas feitas pelo comunitário Dácio Quirino, residente no Povoado de Pau Ferro, acerca da falta d’água que atinge a localidade.

Confiram a nota enviada pela assessoria da Compesa:

A Compesa informa que, no mês de abril, enfrentou problemas sucessivos de estouramentos na Adutora Maria Tereza, além de uma queda de energia elétrica que danificou a subestação do Sistema Integrado de Abastecimento Maria Tereza, que atende Pau Ferro – além de outras localidades na zona rural de Petrolina, como Rajada, Caboclo e Extrema Catinga Grande, e ainda os municípios de Afrânio e Dormentes.

Dessa forma, o Povoado de Pau Ferro teve o abastecimento prejudicado durante seis dias, neste mês. A companhia já resolveu o problema e o abastecimento da localidade foi normalizado na última sexta-feira (21).

Compesa/Ascom

(Foto: Jorge Hirata/reprodução)

 

Reativação de poços tubulares beneficiará famílias de Bodocó e Ipubi

No Sertão do Araripe pernambucano, a reativação dos dois poços tubulares de maior profundidade no Estado vai beneficiar milhares de famílias entre as cidades de Bodocó e Ipubi. Cada poço tem mais de 900 metros e está localizado em Bodocó.

Para o serviço, considerado de alta complexidade, a Compesa mobilizou uma equipe especializada – além de equipamentos, maquinários, guindaste e um caminhão específico (munck). Os trabalhos foram finalizados na última sexta-feira (21).

A Companhia investiu R$150 mil para reativar apenas um dos poços, que vai fornecer a vazão de 40 metros cúbicos (m³) de água por hora. Só para a compra de um novo conjunto de bombeamento foram destinados R$ 80 mil. O trabalho permitirá que mil famílias moradoras dos distritos de Né Camilo, Vila Francinete e Zé do Ouro, na área rural de Bodocó, além de Serrolândia, que fica em Ipubi, voltem a receber água nas torneiras a partir da próxima semana.

Ainda será necessário realizar a desobstrução da adutora para levar água até a população. Ontem (22), os técnicos fizeram um diagnóstico no segundo poço – que possui uma vazão de 30 m³ de água por hora – para levantar qual será o serviço de manutenção necessário para reativá-lo. Com apenas um dos poços em operação, os distritos serão atendidos inicialmente com o rodízio de sete dias com água e sete dias sem o abastecimento. A intervenção começou na última terça-feira (18), com a retirada 450 metros de tubulações de ferro – que compõe a coluna edutora do poço – e do antigo conjunto de bombeamento, para substituir pelo novo equipamento. (Foto: Ascom Compesa/divulgação)

 

Descaso: Barragens sangram em Pau Ferro, enquanto comunidade passa sede

O leitor Dácio Quirino denunciou ao Blog o que chama de “descaso” da Compesa com a população de Petrolina, especialmente no interior. Segundo o leitor, o povoado de Pau Ferro, na região de sequeiro, encontra-se há muitos dias com problemas de abastecimento d’água. O que mais deixa a população inconformada são duas barragens que estão sangrando, por causa de problemas da adutora que abastece o lugar, enquanto os moradores  passam sede. Ele frisa que já não tem mais a quem apelar.

Segundo o leitor, são famílias, crianças, pessoas idosas – todas clamando para que a Compesa resolva o problema que vem afetando a comunidade desde o começo do ano.

Tem duas barragens sangrando na comunidade, porque a adutora está quebrada e caminhamos para 17 dias sem água nas torneiras. Sem falar nos outros meses. Em janeiro foram 9 dias sem água, fevereiro mais 19 dias, 23 dias em março e agora caminhando para 17 dias. Já apelei ao gerente regional da Compesa, João Raphael (foto), e meios de comunicação. Todos estão sendo informados. Gostaria que a Compesa tomasse um posicionamento, pois a situação é de desespero na região”, afirmou Dácio Quirino.

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