Preocupado com colapso do Rio São Francisco, senador FBC propõe nova audiência

Proposta pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a próxima audiência pública a ser realizada pela Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional tratará do iminente colapso do Rio São Francisco. Segundo FBC, o Velho Chico abastece diferentes municípios da Região Nordeste que, pelo sexto ano consecutivo, deverá enfrentar uma severa e prolongada seca.

Ontem (5) a CMMC aprovou requerimento do senador para a discussão do tema pelo colegiado, com destaque para a importância de revitalização das nascentes do São Francisco. “Novamente, o rio enfrenta períodos com precipitações muito baixas, sobretudo na cabeceira, o que sublinha a necessidade de serem tomadas medidas rápidas de revitalização, até mesmo em caráter emergencial”, ressaltou o líder do PSB no Senado, durante sessão de ontem à tarde do Plenário da Casa.

Para a audiência pública na CMMC, prevista para ocorrer ao longo dos próximos 15 dias, Bezerra Coelho – que foi presidente e relator da comissão em 2015 e 2016, respectivamente – antecipou que serão convidados ao debate, representantes de órgãos que monitoram o rio e acompanham a crise hídrica no Nordeste e em outras regiões do país, como no estado de Minas Gerais. “Que, junto com a Bahia, abriga grandes tributários de água para o São Francisco”, observou o líder.

Além da Agência Nacional de Águas (ANA), deverão participar da audiência pública na Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas instituições como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o Ibama e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O debate também tratará da situação da Serra da Canastra, em Minas Gerais, onde estão localizados importantes rios alimentadores do São Francisco. “É importante replantar as matas ciliares, drenar bancos de areia e proteger estes rios, muitas vezes esquecidos”, defendeu Fernando Bezerra, relator do Projeto de Lei 147/2010, que cria a Área de Proteção Ambiental (APA) e amplia os limites da Unidade de Conservação do Parque Nacional da Serra da Canastra (PNSC).

Lago de Sobradinho

Na presidência e relatoria da CMMC, o senador coordenou dezenas de audiências públicas destinadas a buscar soluções que evitassem o colapso hídrico no Nordeste. Um dos resultados destes debates foi a instalação de equipamentos de captação e bombeamento de água do Lago de Sobradinho para a garantia do abastecimento à população e aos perímetros da agricultura irrigada do Vale do São Francisco, graças ao empenho de Bezerra Coelho junto a diferentes órgãos do governo federal. As informações são da assessoria. (foto/divulgação)

Furto de água no canal principal do Nilo Coelho pode causar danos à estrutura e muitos prejuízos à produção irrigada da região

Os constantes desvios de água no canal principal do perímetro irrigado Senador Nilo Coelho, em Petrolina, podem danificar a estrutura do equipamento e causar grandes prejuízos aos produtores do Vale do São Francisco. A situação é de apreensão, diante do quadro apontado pelos produtores.

“Por ser o caminho principal dos pomares do vale, esse canal era pra ter proteção permanente, inclusive da Policia Federal. Essa invasão nele é criminosa. Codevasf e Distrito de Irrigação providencias”, disse Caio Coelho, diretor de marketing da Valexport.

O problema levou os produtores a constituírem um documento que será entregue às autoridades para que providências sejam tomadas. “Vimos manifestar a nossa insegurança, pois nos sentimos ameaçados, já que nos referimos a infraestrutura que dá sustentação ao projeto e entendemos que pode vir sofrer um colapso”, retrata trecho do documento.

O perímetro Nilo Coelho possui 21 hectares de áreas irrigáveis. Cerca de 60 mil habitantes é o número da população atual do Nilo Coelho. O modelo é responsável pela produção de quase metade da fruticultura brasileira, gerando 240 mil empregos entre diretos e movimenta na economia quase R$ 1 bilhão.

“Neste cenário da irrigação, o projeto Nilo Coelho tem forte impacto na economia de cidades como Petrolina, Juazeiro e Casa Nova. Caso nosso temor seja procedente, será necessário tomar medidas garantidoras (administrativas, legais e ambientais) a continuação e perpetuação do projeto“, conclui o documento.

Principal reservatório do Sertão do Pajeú pode secar em dez dias

A Barragem de Brotas, um dos principais reservatórios do sertão do Pajeú, poderá secar em dez dias. A barragem localizada na cidade de Afogados da Ingazeira, tem sofrido nos últimos anos, poderá entrar em colapso com o prolongamento da seca. Brotas já opera no volume morto.

A situação tem se agravado na barragem de Brotas não só pela falta de chuvas. A barragem que tem capacidade para acumular 26 milhões de metros cúbicos de água, atualmente opera com apenas 10% de sua capacidade. Conforme informações na região, a retirada sem controle da água pelos pipeiros, também tem contribuído para piorar a situação no reservatório. (com a colaboração de Anchieta Santos/para o Blog)

 

Estiagem provoca colapso no abastecimento d’água em 15 cidades do interior de Pernambuco

SecaA forte estiagem não dá trégua em Pernambuco. Sem previsão de chuvas, 15 cidades do interior estão em colapso no abastecimento d’água.

A população dessas cidades estão sendo abastecidas por meio de carros-pipas, que estão transportando o líquido de distâncias até 100 km. É sofrimento. (com informações de Anchieta Santos/para o Blog/foto arquivo reprodução)

Chuvas aliviam colapso no abastecimento d’água em cidades do Sertão pernambucano

barragem sertão

As cidades de Brejinho e Itapetim e o distrito de Borborema, em Tabira, no Sertão do estado, estão voltando a receber água pela rede de distribuição da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Seus mananciais saíram do colapso após as chuvas ocorridas na última semana de março, no Sertão do Pajeú.

O município de São José do Egito também foi outro que teve o cenário de forte estiagem aliviado pelas chuvas e terá seu abastecimento ampliado até maio. Isso foi possível porque diversos mananciais que estavam totalmente secos represaram água, sendo que alguns chegaram a transbordar.

Segundo a assessoria da Compesa, estima-se que o volume de água acumulado nesses mananciais deverá suprir a demanda de abastecimento nas cidades por até três anos, caso não volte a chover nesse período. (foto/divulgação)

Representantes do governo afirmam que não há risco de colapso do Rio São Francisco

rio são franciscoRepresentantes do governo participaram, na tarde desta quarta-feira (25), de uma audiência pública sobre o risco de colapso do Rio São Francisco. Na audiência, promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, eles relataram ações do governo em favor do rio, reconheceram a situação delicada da seca e afirmaram que não há risco de colapso.

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Sobradinho pode entrar em colapso e comprometer abastecimento de água no NE

lago sobradinhoCom apenas 6% de sua capacidade plena de armazenamento de água, o reservatório de Sobradinho (BA) vive o risco de entrar em colapso e comprometer o abastecimento de água da região Nordeste. Dia após dia, piora a situação deste que é a segunda maior caixa d’água do País, localizada no Rio São Francisco, na Bahia. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que, mesmo após uma série de medidas para guardar água, a queda no volume da represa é diária e a situação tende a piorar nos próximos dias, por conta da escassez das chuvas.

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Participantes de audiência no Senado afastam risco de colapso na agricultura irrigada do Vale

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Apesar da gravidade da crise hídrica que afeta o Vale do Rio São Francisco, dirigentes de órgãos e empresas públicas que participaram de audiência pública na Comissão Mista de Mudanças Climáticas (CMMC) do Senado Federal, nesta quinta-feira (15), divulgaram informações que afastam a hipótese de colapso imediato do sistema produtivo baseado na agricultura irrigada que depende das águas do São Francisco.

O diretor-geral do Operador do Sistema Elétrico Nacional (ONS), Hermes Chipp, um dos participantes, disse que está sendo feito todo o possível para que seja mantido em nível adequado o volume de água no reservatório de Sobradinho até o início efetivo do período de chuvas nesta bacia. O objetivo é assegurar, de modo controlável, os usos múltiplos da água, como o abastecimento humano e os projetos de irrigação.

“A Bacia do São Francisco praticamente está sendo operada para outros usos da água, não para abastecimento energético”, esclareceu.

Chipp citou o trabalho do comitê integrado por diferentes áreas do governo, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e com participação da ONS, para monitor e controlar as vazões tanto de Sobradinho como do Reservatório de Três Marias, em Minas Gerais, em trecho anterior do rio. Em Sobradinho, a saída de água foi reduzida até agora de 1.300 para 900 metros cúbicos por segundo. Já em Três Marias, desde 2013, houve aumento de 300 para 600 metros cúbicos por segundo.

Ainda segundo Chipp, se o quadro crítico da falta de chuvas perdurar em 2016, e havendo limitações de uso do reservatório de Três Marias para regular a vazão, poderá haver nova redução da vazão de saída em Sobradinho. Dessa vez, a medida seria de 800 metros cúbicos por segundo, como estratégia para manter o atendimento dos múltiplos usos da água.

Perímetro Senador Nilo Coelho

Ao redor do lago de Sobradinho operam muitos dos distritos irrigados implantados pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), o maior deles o perímetro Nilo Coelho, que estava sob ameaça de ficar sem água já em meados de dezembro. Do total de 150 empregos diretos gerados pelos projetos implantados pela companhia, 60 mil estão nesse distrito irrigado.

No perímetro Senador Nilo Coelho a situação era mais crítica porque a captação para esse projeto, na sua concepção original, só permite a retirada de água do volume útil da barragem. Por isso, a Codevasf já vinha executando conjunto de obras para garantir captação da chamada reserva morta, já que o volume mínimo útil seria atingido em meados de dezembro.

A boa notícia é que essas obras devem ficar prontas até 30 de novembro, 15 dias antes do prazo previsto, como foi adiantado pelo assessor da diretoria da Codevasf, Marcos Pedra. Para isso, explicou o assessor, as três empresas contratadas estão trabalhando 20 horas por dia, quatro além do que já vinham fazendo. Os investimentos, orçados em R$ 34 milhões, incluem gastos com aquisição de bombas, circuitos elétricos e flutuantes que serão instalados às margens do rio para captar a água. Estão sendo também construídos diques e canais.

Garantia

Com as obras, afirma o presidente da comissão, senador Fernando Bezerra (PSB-PE), será garantido o fornecimento de água para perímetros irrigados situado antes e depois da Barragem de Sobradinho mesmo com a queda do volume útil do lago.

“Vamos continuar acompanhando porque os impactos de uma eventual interrupção de água são muito negativos para a economia regional”, alertou o senador FBC, ao observar que a fruticultura – de uva e manga, principalmente – é responsável por aproximadamente 150 mil empregos nos perímetros irrigados do São Francisco.

O polo Petrolina (PE)/Juazeiro (BA) é a principal exportadora de frutas do país, com liderança na produção de uva e manga. Por isso, afirma o senador, merece todo cuidado por parte do setor público. A seu ver, essa atenção ficou demonstrada durante a audiência pública por parte dos convidados.

Judicialização

O diretor-presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos Miranda, disse que a empresa vem colaborando com o esforço para dar respaldo a todas as modalidades de uso das águas de Sobradinho. Observou, contudo, que companhia não fica imune a problemas decorrentes da redução da vazão de saída. Um deles seriam as ações judiciais movidas por ribeirinhos que se sentem prejudicados. Disse que já são mais de 300 processos. (fonte: Agência Senado/foto divulgação)

Ministro diz que 56 cidades do Nordeste estão em colapso por causa da seca

gilberto occhiMesmo com o cenário de chuvas favorável na Região Sudeste no mês de março, os níveis dos reservatórios não voltaram à normalidade e é preciso manter as ações de controle e economia de água, disse hoje (1º/04)  o grupo de monitoramento da situação hídrica do governo federal. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, informou que, no Nordeste, 56 cidades estão em situação de colapso de abastecimento de água, e acredita que o número poderá passar de 100.

Os integrantes do grupo reuniram-se nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. Em entrevista coletiva após o encontro, Occhi disse que o governo federal pediu aos estados da Região Nordeste um levantamento sobre o assunto, e o número de cidades nessa situação pode subir para 105. Também participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.

Os ministros discutiram a possibilidade de adiantar obras e ampliar ações emergenciais de abastecimento de água em áreas urbanas do Nordeste, com o uso de carros-pipas. “Recebemos pedidos de governadores sobre a possibilidade de ampliação da Operação Carro-Pipa para municípios da região urbana e devemos apoiar, colocando reservatórios urbanos, caixas d’água, cisternas”, disse Occhi.

Segundo o presidente da ANA, no Sudeste, a situação dos reservatórios permanece crítica, apesar da ligeira recuperação. “Mesmo tendo esses sinais de volume mais favorável de água chegando aos reservatórios, os quadros todos continuam críticos, e as medidas adotadas até aqui na redução das vazões dos reservatórios e dos rios devem ser mantidas, acompanhadas [de ações] para oferecer maior segurança hídrica às populações envolvidas.

Sobre o Sistema Cantareira, que abastece São Paulo, Vicente Andreu disse que houve recuperação com as chuvas de fevereiro e março, mas ressaltou que o sistema ainda usa água abaixo do volume útil. O diretor do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, destacou que as chuvas no Sudeste estão diminuindo e que as precipitações estacionais devem recomeçar em outubro.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que, após o término do período de chuvas, em abril, será discutida a campanha de conscientização do governo sobre a situação hídrica do país. “Vamos com toda serenidade construir a informação objetiva, transparente. O Brasil não precisa ter desperdício de água, precisa poupar água”, afirmou. (fonte/foto: Agência Brasil)

O que eles disseram…

Zó - o que els disseram

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