Deputados participam de audiência pública em Afogados da Ingazeira sobre defesa da caatinga

Com o tema “Caatinga: Guardiã da Vida do Semiárido”, uma audiência pública irá movimentar a cidade de Afogados da Ingazeira e municípios vizinhos do Sertão do Pajeú, nesta terça-feira (6), às 8h30. O evento, que acontecerá no Cine Teatro São José, terá a presença dos deputados estaduais Edilson Silva (PSOL) e Odacy Amorim (PT), convidados pelas organizações da sociedade civil.

Na ocasião serão debatidos os problemas do bioma, entre eles a devastação das matas ciliares; a seca das fontes de água; a falta de tratamento adequado do lixo; e o desmatamento descontrolado da caatinga através das queimadas e da extração ilegal de madeira, que trazem consequências desastrosas para a vida humana e as diversas espécies animais e vegetais.

A programação faz parte da 15ª edição da Semana do Meio Ambiente (Semeia), uma campanha que busca conscientizar a população sobre a importância da manutenção do bioma Caatinga como fundamental para a preservação da vida, além de estimular o combate aos crimes contra o meio ambiente, mostrando os principais espaços seguros para denunciar. (Com a colaboração de Anchieta Santos/para o Blog)

Codevasf preserva bioma caatinga em área irrigada do Norte da Bahia

No Projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA), uma área de mais de 3 mil hectares é destinada à preservação do bioma caatinga, em projeto executado pela 6ª Superintendência Regional (SR) da Codevasf. Espécies como cacto, xique-xique e mandacaru – vegetação típica deste bioma único no mundo e que tem seu dia lembrado nesta sexta-feira, 28 – são algumas exemplos da riqueza que compõem o cenário do Salitre.

São 2.033 hectares de Reserva Legal, destinados a conservar a vegetação nativa da Caatinga, predominante na região semiárida. De acordo com o técnico da 6ª SR da Codevasf, José Gabriel Barbosa Lopes, que atua no apoio administrativo do projeto de irrigação, essa área de preservação é totalmente cercada para evitar que alguns animais ou até mesmo pessoas danifiquem ou retirem do local as espécies vegetais.

“Na área são encontradas essas espécies e ainda a aroeira, o umbuzeiro, o juazeiro, o caroá e o marizeiro”, enumera o técnico. O bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Quase 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente de seus recursos para sobreviver.

No Salitre, a Codevasf destinou cerca de 1.100 hectares para a “servidão florestal”, objetivando a preservação ambiental, além dos 2.033 hectares, limitados por cerca de arame e mourões de concreto.

“Essas áreas devem compor a paisagem dos novos projetos públicos de irrigação, junto com os lotes com produção agrícola, e reúnem vegetação nativa em bom estado de conservação, além de representar refúgio para muitos animais silvestres, como teiús, emas e saguis”, explica a chefe na Unidade de Meio Ambiente da Codevasf em Juazeiro, Edneuma Gonçalves de Souza.

Preservação

O trabalho de conservação da Codevasf nessa área é relevante para o desenvolvimento sustentável, a salvaguarda da biodiversidade, da saúde humana, dos valores paisagísticos, estéticos e do regime hídrico. “A preservação de áreas cobertas por vegetação nativa nas proximidades dos campos cultivados possibilita o controle biológico de pragas, regulando o funcionamento dos agroecossistemas a partir da seleção de plantas e de técnicas de manejo para estruturar o sistema produtivo nos lotes”, afirma Edneuma Souza.

Essas tecnologias têm como objetivo auxiliar agricultores na adequação de seus sistemas produtivos tradicionais às bases ecológicas exigidas pelo mercado atual, conjugando a utilização dos recursos naturais com a responsabilidade de preservá-los.

Dia Caatinga

O Dia Nacional da Caatinga, instituído por Decreto Presidencial em 20 de agosto de 2003, é celebrado todos os anos em 28 de abril. Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga ocupa cerca de 844,4 mil quilômetros quadrados – o equivalente a 11% do território nacional – e engloba os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. (Foto: Ascom)

Comissão do Senado aprova inclusão da caatinga em recursos prioritários do Fundo Nacional de Meio Ambiente

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (25), em caráter terminativo, Projeto de Lei (PLS 578/2015), de iniciativa da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que inclui o bioma caatinga entre as prioridades de aplicação de recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente (Lei 7.797/1989). O projeto já havia sido aprovado antes pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Se não houver apresentação de recursos no Plenário, o projeto segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Segundo a autora, a ideia é reduzir as dificuldades de financiamento de ações de conservação da caatinga, que hoje tem apenas 7,8% de sua área protegidos por unidades de conservação. Essa porcentagem, de acordo com a senadora, está abaixo da meta nacional de 10% assumida pelo Brasil na Convenção da Diversidade Biológica para todos os biomas do País, com exceção da Amazônia, cuja meta é de 30% da área sob unidades protegidas.

A caatinga é o único bioma totalmente brasileiro e um dos mais ameaçados.  O projeto é aprovado em um momento importante, pois no final desta semana, em 28 de abril, se comemora o Dia Nacional da Caatinga. “Projetos que preservem e recuperem o bioma são fundamentais para a manutenção das bacias hidrográficas situadas no bioma e para mitigar os efeitos das secas”, disse Lídice.

Ocupando uma área de 844.453 quilômetros quadrados (km²) em todo o país, o equivalente a 11% do território nacional, a caatinga tem quase 27 milhões de pessoas vivendo em seu território – a maior parte carente e dependente dos recursos deste bioma para sobreviver.

Combate a doenças

Recentes pesquisas mostraram a importância da flora da caatinga para a saúde e a tecnologia: das plantas nativas podem sair remédios que terão a capacidade de impedir novas epidemias de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti como a dengue, a zika e a chicungunya. Em recente pesquisa conduzida pelo Instituto Nacional do Semiárido, foram desenvolvidos biopesticidas a partir de duas plantas nativas da caatinga – a umburana e a cutia – que exterminaram até 50% das larvas do mosquito transmissor destas doenças. Além destas doenças causadas pelo mosquito, em janeiro deste ano o mesmo Instituto Nacional do Semiárido, publicou uma pesquisa que comprova a ação de substâncias encontradas no extrato da folha da maçaranduba, outra espécie nativa da caatinga, contra os protozoários causadores da tricomoníase bovina e humana. Essa doença infecta 276 milhões de pessoas por ano, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diocese de Juazeiro abre neste domingo eventos voltados à Campanha da Fraternidade 2017

A Diocese de Juazeiro-BA programou quatro grandes eventos mobilizadores na cidade para envolver os fileis católicos e a população de uma maneira geral, no tema da Campanha da Fraternidade 2017 que vem em defesa dos biomas brasileiros, no caso particular da região , do Bioma Caatinga. Neste domingo, 26, a partira das 8h, acontece o primeiro que é a Caminhada Ecológica saindo da Matriz Nossa Senhora de Fátima, bairro Alto da Aliança.

Já no próximo final de semana, dia 1 de abril, a programação é a Caminhada da Penitência que se inicia 22h, do bairro Malhada da Areia e prossegue pela madrugada até às 5h com encerramento na Catedral de Nossa Senhora das Grotas, centro da cidade. Em coletiva com a imprensa, os organizadores da programação juntamente com o Padre Josemar Mota, pároco da Diocese e Dom Beto, bispo de Juazeiro, falaram da importância do tema para quem vive e conhece bem o semiárido.

Neste tempo quaresmal, a igreja chama-nos à conversão e por ocasião da quaresma, a Campanha da Fraternidade trata de temas gritantes que ferem a dignidade humana. Este ano, mais uma vez, como fez no ano passado com o saneamento, fala sobre os biomas, porque uma coisa está interligada a outra. A igreja nos chama a atenção sobre a maneira como a gente vem tratando a natureza e no nosso caso especifico aqui, a caatinga. Primeiro porque o que temos a aprender é convivermos com o semiárido”, explicou o pároco da Diocese de Juazeiro, Josemar Mota.

O padre lembrou que a Diocese da cidade baiana sempre foi pioneira nesse cuidado da convivência com o semiárido.”Ela que iniciou a questão das cisternas de placas e ajudou a criar o IRPPA. Dom José Rodrigues (ex-bispo) foi o primeiro presidente. Tem conseguido avançar, então a Diocese sempre deve apoiar e incentivar as iniciativas para que todos tenham vida como Jesus nos ensinou”, completou o pároco.

Recaatigamento

Dom Beto, bispo da cidade, também frisou o pioneirismo da Diocese de Juazeiro, na questão de defesa e convivência com o semiárido. Ele frisou que a proteção ao Bioma Caatinga e a própria existência do semiárido, são marcas da igreja juazeirense.

“A Diocese de Juazeiro tem essa característica desde sua existência que é a luta dos que vivem. E essa convivência com o semiárido é parte dessa existência. O papa Francisco escreveu a encíclica para termos o cuidado com a vida humana e a Campanha está nessa linha como a do ano passado. No nosso caso, é nos trazer essa responsabilidade, de conviver. Uma palavra nova que aprendi é recaatigamento. Já existem pessoas trabalhando há anos para que aconteça essa convivência com o semiárido”, pontuou o bispo.

Alunos de escola pública de Santa Maria da Boa Vista integram estudo sobre Bioma Caatinga

Os alunos do Erempem – Escola de Referência do Ensino Médio Professora Edite Matos em Santa Maria da Boa Vista, no sertão do São Francisco, puderam conhecer os resultados de uma pesquisa que está sendo desenvolvida na Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) com apoio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Sudene – Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste. Trata-se de um estudo profundo sobre o potencial das plantas encontradas no Bioma Caatinga.

“Inicialmente visitamos as comunidades tradicionais das cidades de Lagoa Grande e Santa Maria e Buíque e conhecemos as plantas para a partir daí elaborar uma lista das que tem maior potencial medicinal. Levamos para a Universidade e estudamos. Agora estamos trazendo os resultados para a população do que encontramos”, disse a professora Márcia Vanusa, do Departamento de Bioquímica da UFPE, que encabeça a pesquisa.

“Além do potencial medicinal, as plantas encontradas na caatinga em nosso município foram analisados também os potenciais cosméticos e alimentares dessas ervas. O objetivo é que futuramente isso possa mobilizar e impulsionar o desenvolvimento dessa região, quem sabe com a produção de um repelente natural”, afirmou Vanusa.

A pesquisadora afirma que Bioma Caatinga é o único desse tipo no mundo e por isso guarda muitas riquezas ainda desconhecidas, em meio aos galhos secos e pequenos arbustos. “Embora muita gente não perceba que a caatinga conserva em seu solo seco e árido vidas diferentes – fauna e flora diversificadas e exclusivas mundialmente. Por isso, a Univasf, também com o apoio da Prefeitura Municipal, vem se debruçando nos estudos detalhados desse Bioma”, finalizou a professora.

Serra Talhada organiza programação em defesa da Caatinga na Semana Mundial da Água

O Centro de Educação Comunitária Rural – CECOR  – promove na próxima terça-feira, 21 de março, o Seminário “Caatinga Guardiã da Água: Como guardar água por mais tempo”, a partir das 09h, no auditório da instituição, em Serra Talhada, Sertão do Pajeú. O seminário acontece dentro da programação da Semana Mundial da Água (SEMA), que será realizada de 20 a 24 de março no território do Pajeú, e tem o objetivo de debater a importância da preservação da Caatinga para a conservação da água no Semiárido.

O painel de debate está previsto para começar às 10h, com a participação de entidades, sindicatos, Universidade Federal Rural de Pernambuco – UAST, igreja, agricultoras e agricultores familiares. Haverá ainda exibição de vídeo e recitação de poesia. Outros dois seminários serão realizados durante a Semana da Água na região.  Na quarta-feira (22) será em Triunfo, com o tema “Caatinga guardiã da água: Reaproveite a água que você usa” e na quinta-feira (23) será em Afogados da Ingazeira, com o tema “Caatinga guardiã da água: A água que a Caatinga guarda”.

Na quarta, haverá ainda em Serra Talhada um Ato Público em defesa do Rio Pajeú. A concentração será às 08h, no trecho do rio que fica no Bairro da Caxixola. Às 13h30 tem palestra no IF Sertão – Campus Serra Talhada e às 19h palestra no Centro Tecnológico.

 

Projeto de Lei de proteção à Caatinga tramita desde 2013 na Alepe e autor pede parecer urgente na Comissão de Justiça

O deputado Rodrigo Novaes (PSD) solicitou à Comissão de Justiça, na última quarta-feira (8), a apreciação de seu Projeto de Lei Ordinária Desarquivado nº 1712 de Proteção à Caatinga, apresentado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 2013. O parlamentar afirmou que este projeto tramita desde sua primeira legislatura, e mesmo já tendo sido objeto de duas audiências públicas na Comissão de Meio Ambiente, segue sem o parecer.

“Tendo em vista a importância deste projeto, faço um apelo aos parlamentares. É necessário que seja submetida a matéria às comissões para que o projeto encontre seu fim”, destacou o deputado. Para Novaes, a aprovação do projeto de lei irá proteger racionalmente, sem prejudicar a produção, o nosso mais extenso bioma.

A caatinga vem sofrendo com a desertificação e extinção de espécies nativas em razão da seca persistente e também pela ação do homem. O deputado ainda registrou a campanha da fraternidade que esse ano tem os olhos voltados para o meio ambiente: “Proteger o meio ambiente é uma bandeira que tenho defendido. E devemos avançar ainda mais”, assinalou Rodrigo.

Viveiro Municipal distribuirá mais de três mil espécies típicas da caatinga em Petrolina

Mais de três mil espécies típicas da caatinga, produzidas no Viveiro Municipal, estão prontas para serem distribuídas em Petrolina. Ipês, Mulungus, Caraibeiras, Pereiro, dentre outras, deverão contribuir para o processo de arborização da cidade, bem como a manutenção da flora típica do ecossistema.

Várias ações de distribuição de mudas estão sendo programadas pela equipe do órgão ambiental e devem acontecer brevemente. Durante a distribuição das mudas os técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) orientam as pessoas sobre a maneira correta de plantio e monitoramento das árvores.

Além de serem distribuídas em ações realizadas em associações de bairros e instituições públicas, as mudas de espécies da caatinga ficam disponibilizadas no viveiro. Qualquer pessoa pode obter, desde que compareça à sede da AMMA (Rua Crispim de Amorim Coelho, 303, Centro) e solicite uma guia de autorização. O processo é rápido e não leva mais do que alguns minutos. Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (87) 3866-2779/3861-4382. (foto/arquivo divulgação)

Exposição sobre caatinga e outros elementos regionais prossegue até o dia 30/09 na Casa do Artesão de Juazeiro

casadoartesaojuazeiro-300x225Até o próximo dia 30 de setembro o público sanfranciscano terá a oportunidade de se encantar com uma exposição cujo tema é a caatinga e outros elementos regionais, que acontece na Casa do Artesão de Juazeiro (BA).

O evento tem a autoria dos artistas plásticos Day Bomfim (da Bahia) e Edilton Ferreira (do Ceará).

A Casa do Artesão fica localizada na Rua Raul Soares, n°1, Bairro Santo Antônio, na área central de Juazeiro.

Sobradinho: Estudantes desenvolvem foguete para reflorestar caatinga

Estudantes da Escola Estadual Maria José de Lima Silveira, localizada no município de Sobradinho, no Norte da Bahia, encontraram uma forma sustentável e lúdica para recompor a Caatinga e outros biomas, criando um foguete conhecido como Veículo Lançador de Sementes (VLSS), com materiais recicláveis como garrafas pet e papelão.

Após o foguete atingir o apogeu, as sementes são dispersas pelo ar e caem em diversos locais na área de lançamento. A reportagem da TV São Francisco foi até o colégio e, numa reportagem para o programa ‘Bahia Rural’, da TV Bahia, mostra como funciona o foguete. Assista:

Equipe do Sest/Senat de Petrolina distribui mudas nativas da caatinga

equipe sest senat petrolina

Uma equipe do Sest/Senat de Petrolina deu o bom exemplo de cidadania e preocupação com as causas ambientais da região. Sob a coordenação da gestora Eva Sá, a equipe percorreu alguns bairros da cidade distribuindo mudas nativas da caatinga, ainda em comemoração à Semana Mundial do Meio Ambiente.

“Consumir certo, para Consumir sempre. Atitudes simples, resultados importantes. Reflita suas práticas. Preservar para sobreviver”, escreveu Eva, em sua página no Facebook. O Blog apoia totalmente a iniciativa.

Juazeiro: Exposição que apresenta Caatinga nas mais variadas formas e cores encerra-se neste domingo

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Em cartaz desde o dia 28 de abril no hall da praça de alimentação do Juá Garden Shopping, em Juazeiro (BA), a exposição fotográfica ‘Resiliente Caatinga (O  Sertão a vir amar)’, do fotógrafo Samuel Morais, encerra-se neste domingo (15).

A exposição apresenta a caatinga nas mais variadas formas e cores. Trinta quadros revelam as belezas do único bioma 100% brasileiro, imagens que surpreendem e levam a memórias afetivas que causam, na maioria dos visitantes, olhares carregados de emoção.

Admiradores da Caatinga, os deputados estaduais Crisóstomo Lima Zó (BA) e Lucas Ramos (PE) propuseram nas Assembleias Legislativas de seus respectivos estados uma moção de aplausos para o trabalho de Samuel Morais. Os parlamentares destacaram a iniciativa do fotógrafo ao apresentar uma caatinga diferente e o incentivo à preservação do bioma. (foto/divulgação)

Invenção de alunos no norte da Bahia pode ajudar na preservação da Caatinga

alunos sobradinho caatingaUma ideia nascida de um grupo de alunos do 7º ano da Escola Estadual Maria José de Lima Oliveira, da cidade de Sobradinho, no norte da Bahia, pode ajudar a preservar um dos mais importantes biomas do país. Eles criaram um foguete com o objetivo de tentar proteger árvores da caatinga que correm risco de entrar em extinção.

O foguete foi confeccionado com material reciclado (garrafa tipo Peti, Papelão, cano PVC e revestimento de papel alumínio) e ao ser lançado espalha sementes. Para isso os estudantes utilizaram a combinação de água e ar (Oxigênio e Hidrogênio).

O resultado da experiência deu tão certo que eles vão expor o Projeto na Feira Estadual de Ciência, esta semana em Salvador. Mais do que merecido. (foto: G1-BA/dibulgação)

Pesquisadores testam modelo de recuperação da Caatinga

caatinga devastadaPesquisadores do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Nema/Univasf) desenvolveram e estão testando um modelo de recuperação da mata da caatinga. O experimento, iniciado no final de 2014, apresenta resultados positivos em uma área no município de Cabrobó (PE) e, se comprovado como eficiente, será implantado em áreas impactadas pelas obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

O modelo de recuperação do bioma envolve o replantio de mudas, a conservação da água e a proteção das plantas dos ataques de animais da região. O processo é “simples, efetivo e de baixo custo”, ideal para as condições do semiárido, afirma o coordenador do Nema, Renato Garcia, que sobrevoou o viveiro e aprovou os resultados parciais.

Os pesquisadores plantaram, em uma área de aproximadamente 5 hectares ao lado da estação de bombeamento, mais de 5 mil mudas de 23 espécies nativas da caatinga, originárias de matrizes resistentes a estiagem prolongada. Além disso, cerca de 2 mil árvores adultas, de 25 espécies, fornecerão sementes.

Para driblar a escassez de chuvas e conservar a pouca água disponível, a equipe do Nema criou bacias topográficas artificiais, escavadas com máquinas pesadas e com diâmetro entre 20 e 30 metros – as águas das chuvas escorrem para a depressão, o que facilita o seu acúmulo.

Além disso, os pesquisadores montaram uma proteção contra três animais que normalmente se alimentam dessas plantas: bodes, carneiros e jegues, comuns da região. Cercas-vivas feitas de xique-xique, espécie de cacto com espinhos de até 10 centímetros, e macambira, um tipo de bromélia com espinhos pequenos e incisivos, mantêm os animais longe do espaço de recuperação de forma mais eficiente que as cercas de arames, geralmente depredadas ou furtadas.

Integração

Gerenciado pelo Ministério da Integração Nacional (MI), o Projeto de Integração do Rio de São Francisco é a mais relevante iniciativa do governo federal dentro da Política Nacional de Recursos Hídricos. O objetivo é garantir a segurança hídrica para 390 municípios no Nordeste Setentrional, onde a estiagem ocorre frequentemente, beneficiando mais de 12 milhões de habitantes.

Cerca de R$ 1 bilhão está sendo destinado a ações socioambientais e de recuperação arqueológica, o mais significativo volume de investimentos nessas áreas do semiárido. As ações desenvolvidas pelos 38 programas ambientais do projeto possibilitam cientistas e sociedade a aprofundar o conhecimento sobre a caatinga, sobre fauna, flora, aspectos econômico-sociais, arqueológicos e sociais de pequenas comunidades rurais, indígenas e quilombolas mapeados na área de impacto do projeto. (fonte: Portal Brasil/foto reprodução)

Plantas existentes na caatinga ajudam a combater Aedes aegypti

caatingaAo analisarem plantas coletadas no Parque Nacional do Catimbau, no Sertão de Pernambuco, pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NBioCaat), rede articulada pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), perceberam que óleos essenciais de Commiphora leptophloeos, nome científico da umburana, ajudam a combater a larva do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chicungunya e zika.

“Para chegar a essa conclusão, usamos um modelo da Organização Mundial de Saúde, que consiste em preparar uma solução de água com óleo da planta numa determinada concentração. Em seguida, as larvas do mosquito foram colocadas nesse preparo por 24 horas. Passado esse tempo, percebemos que a dose usada matou 50% das larvas, o que pode contribuir para combater o Aedes, hoje considerado um grande problema”, explica o pesquisador Alexandre Gomes da Silva, do NBioCaat.

Os resultados dessa análise foram publicados recentemente em artigo na revista científica Plos One. “Já sabíamos que esses óleos essenciais tinham ação inseticida, mas queríamos ter a certeza da ação dessas substâncias da umburana contra o Aedes. Verificamos que há eficácia.” Agora, os pesquisadores pretendem desenvolver um biopesticida com compostos de plantas da Caatinga que possam contribuir para o enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito. “Só conseguiremos levar o composto para o mercado se tivermos apoio da iniciativa privada. Além disso, a nossa ideia também é testar a ação da substância como repelente”, ressalta Alexandre.

Ele faz parte de um grupo de pesquisa que analisa a utilização de compostos de plantas da Caatinga no combate a pragas. O controle químico, com inseticidas, é uma das metodologias mais adotadas como parte do manejo sustentável e integrado para o controle do Aedes aegypti. O uso indiscriminado, no entanto, tem favorecido a resistência dos mosquitos aos inseticidas. “O controle químico tem eficácia contra o inseto, mas é nocivo ao meio ambiente, diferentemente da substância que possa ser usada como inseticida natural”, esclarece o pesquisador.

Os estudos do NBioCaat também concluíram que a ação de óleos essenciais de Eugenia brejoensis, conhecida popularmente como cutia, uma espécie da família da pitanga e goiaba, foi considerada moderada – também foi capaz de exterminar até 50% das larvas dos mosquitos nos testes. Dessa maneira, os pesquisadores ressaltam que os biopesticidas ainda não explorados podem contribuir para o enfrentamento ao Aedes e consequentemente ajudar a reduzir os casos de dengue, chicungunya e zika. Embora a pesquisa tenha utilizado plantas coletadas no Parque Nacional do Catimbau, os pesquisadores informam que elas podem ser encontradas também em Sergipe e no Espírito Santo.(fonte: JC Online/foto reprodução)

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