Autismo é tema de reunião de rotina da pediatria do HDM/Imip

A reunião da pediatria do Hospital Dom Malan/IMIP de Petrolina abordou nesta quinta-feira (4) o tema “Transtorno do Espectro Autista”, uma condição cada vez mais comum e presente nos consultórios e na vida das famílias.  O autismo requer um diagnóstico precoce para que seja feita uma estimulação adequada, de forma que possa minimizar os prejuízos sociais, educacionais, motores e da comunicação. Para isso, os médicos, em especial os que trabalham com criança, precisam estar aptos e sensíveis ao diagnóstico clínico.

“Trazer o autismo para o centro do debate foi uma sugestão do nosso neuropediatra, bastante pertinente inclusive, pois percebemos o aumento do número de casos que estão chegando aos serviços de saúde”, relata a diretora de Ensino e Pesquisa, Angélica Guimarães.

Outros temas com a mesma importância serão discutidos”, é o que garante a diretora de Ensino e Pesquisa. “Semanalmente temos essa reunião por setor e eventualmente trazemos convidados, sempre procurando abordar assuntos do nosso cotidiano e de relevância social”, afirma Angélica.

Acompanhamento

Segundo o especialista Jadson Fraga Júnior, para desmistificar o autismo é preciso entender primeiro essa condição que engloba diferentes síndromes e níveis. “O transtorno do espectro autista pode se apresentar de diversas maneiras, em maior ou menor grau. Mas, as pessoas quando pensam em autismo, em geral, imaginam apenas a forma mais grave da doença, quando a criança apresenta automutilação, deficiência intelectual associada, com severo comprometimento da fala e da socialização. Mas, essa é uma realidade apenas para a minoria dos casos. Na sua grande maioria, o autista consegue ter uma vida funcional e com autonomia”, explica o especialista.

Jadson completa que para essa vida normal, o autista precisa ser acompanhado por especialistas, ser estimulado precocemente e fazer uma manutenção para evitar a regressão dos ganhos. Ainda sobre o transtorno, o neuropediatra acrescenta que existe o autismo de alto desempenho, no qual a criança pode apresentar uma inteligência acima da média em determinada área do conhecimento.

“Essas são crianças verbais, inteligentes, chegando a ser confundidas com gênios, e que apresentam as dificuldades do autismo em grau bem reduzido”, informa.

O jogador de futebol Messi e o diretor da Microsoft Bill Gates são bons exemplos desse tipo específico do autismo de alto funcionamento, ou Síndrome de Asperger, como também é conhecido.De acordo com Jadson, os médicos clínicos, em especial os pediatras, são capazes de diagnosticar o autismo, principalmente os casos mais típicos.

“Treinar os profissionais de saúde para que saibam identificar esse tipo de transtorno é fundamental, e é isso que nós estamos fazendo aqui hoje. Tanto no ambulatório quanto no pronto socorro infantil recebemos casos de autismo e devemos estar aptos a realizar os encaminhamentos corretos”, ressalta.

Encaminhamentos como contato semanal com o profissional de fonoaudiologia para o desenvolvimento da linguagem; terapia ocupacional para o estimular da motricidade fina e coordenação motora; psicologia para trabalhar a socialização e diminuir as estereotipias como movimentos repetitivos sem propósito; e psicopedagogia para a adaptação curricular da criança.

“Além disso, o paciente deve ser acompanhado pelo neuropediatra, em alguns casos específicos, e fazer o uso de farmacológicos quando indicado”, recomenda Jadson.

Todas essas orientações podem fazer a diferença. “Existem evidências científicas de que, se o diagnóstico e a estimulação precoce forem iniciadas antes dos 2 anos de idade, o paciente pode não evoluir para o autismo. Mas, mesmo que isso não aconteça, sem dúvida, essa criança chegará aos 8 ou 9 anos em uma condição totalmente diferente do que chegaria se não fosse acompanhada”, finaliza o médico. (Foto: Ascom)

Alepe pretende interiorizar discussões da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência

Um dos encaminhamentos da audiência pública em defesa dos autistas de Pernambuco, ocorrida nesta quarta-feira, 3, pela Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa (Alepe), é realizar audiências públicas da Frente fora do Recife, interiorizando os debates.

“Já há uma melhor estrutura aqui. Geralmente, as pessoas do Interior buscam a Capital para ter algum atendimento. Por isso, nós vamos até elas saber das dificuldades que enfrentam”, explicou a deputada Terezinha Nunes (PSDB), coordenadora da Frente e que também propôs a inclusão do Ministério Público de Pernambuco nas discussões.

O Colegiado discutiu as melhorias necessárias à inclusão e ao atendimento de pessoas com transtornos do espectro do autismo, especialmente nos sistemas de educação e saúde. Os problemas apontados e as propostas para resolvê-los serão sistematizados, ao término dos debates, em um relatório final a ser encaminhado para as autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coned-PE), Maria do Carmo Oliveira avaliou que a escola, isoladamente, não tem condições de fazer todo o atendimento necessário às crianças com autismo. Segundo ela, é necessário, portanto, articular serviços – como de psicólogos e fonoaudiólogos – com a área da saúde.

Representante da Associação de Famílias para o Bem-Estar e Tratamento da Pessoa com Autismo (Afeto), Ângela Lira endossou a avaliação: “Todo o mundo está empurrando a questão para as escolas, e a saúde está extremamente omissa”, lamentou.

Diretor da Associação de Amigos do Autista (AMA-Getid), Emerson Albuquerque indicou dificuldades para o diagnóstico precoce. Também relatou casos de escolas particulares que recusam a matrícula de crianças com autismo, alegando falta de estrutura, mesmo quando o comprometimento é leve.

“O autista tem condições cognitivas de se desenvolver, mas precisa de adaptações para atingir o que as outras pessoas alcançam”, enfatizou. Procuradora da Alepe e idealizadora de uma cartilha da instituição sobre o autismo, Juliene Santos ressaltou que o transtorno precisa ser tratado como epidemia, como em outros países. Ela destacou que faltam estatísticas e um setor específico no sistema público de saúde.

A deputada Terezinha Nunes avaliou que as escolas particulares estão menos preparadas do que as públicas para receber crianças e adolescentes com deficiência, por isso também devem ser incluídas nas futuras discussões. (Foto: João Bita-Alepe-divulgação)

Encontros e palestras sobre autismo serão realizados em Juazeiro nesta sexta e sábado

A Secretaria de Educação e Juventude (Seduc) de Juazeiro (BA) e a Associação de Amigos do Autista do Vale do São Francisco (AAMAVASF) realizarão nesta sexta-feira (7) e sábado (8), no auditório da Seduc, uma roda de conversa e palestras sobre o Autismo, transtorno que hoje atinge mais de 2 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Autismo.

Com o objetivo de disseminar informações sobre o universo autista, o atendimento educacional especializado, quebrar preconceitos, além de fortalecer a causa e contribuir para a percepção do tema, os eventos irão reunir pais, professores e especialistas da área.

Na sexta-feira, às 18h30, a terapeuta ocupacional, Leatrícia Paiva e a psicopedagoga Jússya Rodrigues vão abordar o tema “Autismo e Atendimento Educacional Especializado em busca de um olhar ampliado”, e no sábado, às 14h, a psicóloga Larissa Ribeiro ministrará palestra com o tema ‘TEAcolhe Autismo: Uma viagem por este mundo azul’.

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi comemorado no dia 2 abril, mas todo mês é dedicado à causa e é chamado de “Abril Azul” – justificado pela maior incidência da síndrome em meninos. A cada cinco crianças com autismo, quatro crianças são do sexo masculino. A Seduc de Juazeiro fica localizada na Rua Antônio Pedro, 139, no Centro da cidade.

River Shopping terá sessão especial de cinema para autistas neste domingo

Uma parceria entre o River Shopping e a Orient Cinemas com a Associação de Amigos do Autista do Vale do São Francisco (Aamavasf) promoverá a primeira edição do ‘Cine Autismo’, uma sessão especial de cinema para essa faixa de público e seus familiares. O evento, que acontecerá no domingo (21), será para 150 pessoas e começará às 10h.

Totalmente inclusiva, a exibição do filme “Procurando Dory”, animação da Disney Pixar, terá som um pouco mais baixo que o habitual e algumas luzes da sala estarão acesas. “São cuidados necessários para que o público sinta-se totalmente acolhido. É importante inseri-los em programações sociais, pois eles podem e devem aproveitar momentos de lazer como esse“, ressalta a gerente de Marketing, Eliária Reis.

Autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação. Pessoas com autismo podem ter alguma forma de sensibilidade sensorial, que pode ocorrer em um ou mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar – de maneira mais ou menos intensificada.

Livro e DVD musical idealizado por professor do Cempa pretendem quebrar barreiras do preconceito contra autismo em Petrolina

livro e DVD autistasUm trabalho lançado em novembro de 2014 pelo Centro Multiprofissional de Potencialização e Aprendizagem (Cempa), em Petrolina, com crianças autistas entre cinco e 12 anos de idade vem comprovando que preconceito, na maioria das vezes, está ligado à falta de informações. Quem está à frente da iniciativa é o professor e músico Mário César Pedroso Lira.

Foi dele a ideia de fazer um livro de estorinhas e um DVD mostrando o dia a dia de uma criança autista, que na verdade não se difere de nenhuma outra criança dita “normal”.

Segundo o professor Mário, o objetivo é mostrar atividades rotineiras, desde escovar os dentes, passando pela hora do banho e de dormir. Essas tarefas, aliás, só são diferentes para os autistas porque, segundo o professor, são levadas a rigor.

O livro é recheado de poemas e ilustrações. Já o DVD tem vários clips musicais estrelados pelas próprias crianças do Cempa. Todas as canções são de autoria do professor Mário e ganharam duas versões: uma com legendas e outra com Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). “Uma aluna (do Cempa) começou a cantar antes de falar. A música tem um acesso que um simples verbalizar não consegue”, explica.

Rodas de conversa

A proposta, explica o professor, é fazer com que esse trabalho chegue a qualquer criança. Para isso estão sendo feitas algumas rodas de trabalho que começaram por três estabelecimentos de ensino de Petrolina: Colégio Dom Bosco, Vivência e Saber. Neste domingo (31), às 16h, ele e sua esposa – que também faz parte do projeto – estarão na Livraria SBS, na Avenida da Integração, onde participarão de uma roda de conversa com pais, alunos e professores.

Professor Mário conta que há vários níveis de autismo. Em alguns casos, isso sequer aparece claramente no comportamento da criança. Em outros, o senso de organização de um autista impressiona por ser muito maior do que os demais. Tudo isso, no entanto, precisa ser desmistificado quebrando preconceitos – que começou por ele mesmo. “Até trabalhar com elas, eu também tinha, porque desconhecia. E todo desconhecimento gera preconceito”, completou.

Evento gratuito em Petrolina discutirá tabus e questões sobre o Autismo

AutismoAcontecerá neste sábado (28), às 17h, na Livraria SBS em Petrolina, a segunda edição do ‘Falando Sério’, que terá como tema o Autismo. O evento será ministrado por profissionais da área de Saúde Mental, com exibição de um documentário e discussão com a psicóloga Marcella Batista.

No encontro, os participantes poderão conversar sobre diversas questões envolvendo o transtorno. A ideia é mobilizar a população já para o Dia Internacional da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril.

Com o tema ‘Sem senso comum e sem tabus’, o ‘Falando Sério’ contará ainda com a participação das psicólogas Thaís de Castro e Mona Larissa Jovino. Qualquer pessoa interessada no assunto poderá participar, basta se inscrever pelo telefone (87) 3035-2429. O evento é gratuito.

linguagem e interação sensorial de autistas será tema de palestra em Petrolina

A Associação de Amigos do Autista do Vale São Francisco (AAMAVASF) realizará no próximo sábado (26), em Petrolina, uma palestra com vários profissionais cujo tema será a integração sensorial e a linguagem em autismo.

De acordo com a diretora da Associação, Adriana Ribeiro, o encontro contará com a participação da fonoaudióloga Isabel Goiana, do professor da Univasf, Chistian Vichi, e da terapeuta ocupacional Leatrícia Paiva. A palestra acontecerá das 14h às 18h no auditório do Sest Senat.

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