Policiais civis vão aderir à greve de 24 horas contra reforma da Previdência

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) decidiu que a categoria irá aderir à greve geral contra a Reforma da Previdência, marcada para o dia 28 de abril. Como a paralisação vai durar 24 horas, o Sinpol argumenta que não descumpre a decisão do STF, que recentemente proibiu greve das categorias policiais.

Na avaliação do presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, a categoria tem o dever de juntar-se aos demais movimentos e sindicatos na mobilização para barrar a reforma que “praticamente acaba com a aposentadoria”. Áureo lembrou ainda que não há garantia de que os policiais estão fora da reforma.

“Não interessa que o governo tenha dito que vai retirar os policiais civis desse primeiro momento da reforma. Primeiro, porque não pretendemos ser uma elite privilegiada; e, depois, porque não adianta pensarmos apenas na nossa categoria: afinal de contas, somos policias, mas não vivemos numa ilha. Queremos uma aposentadoria digna e justa para todos os trabalhadores”, defendeu Áureo.

Sinpol-PE acusa Governo do Estado de “perseguição”, após punição a diretores da entidade

A ‘trégua’ entre o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e o Governo do Estado, após um recente entendimento para evitar uma paralisação geral da categoria, pelo visto vai acabar. A entidade enviou à imprensa uma nota de repúdio contra a punição do presidente e vice do Sinpol, respectivamente Áureo Cisneiros e Rafael Cavalcanti.

De acordo com a entidade, o Governo do Estado mantém uma política “de perseguição” contra os diretores da entidade. Confiram a íntegra da nota:

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) vem externar seu repúdio e sua indignação com a quebra de parte do acordo firmado entre esta entidade classista e o Governo do Estado, com relação a não anistia dos processos administrativos instaurados contra a Diretoria do Sindicato e contra a categoria, em decorrência da mobilização, nos últimos 2 anos, por melhores condições de trabalho e salário para que os Policiais Civis possam investigar os crimes e diminuir a absurda onda de criminalidade que assola o povo pernambucano.

É preciso deixar claro que os diretores do Sinpol não respondem por qualquer crime, não estão sendo acusados de roubo, extorsão, peculato, assassinato, nem durante nem antes de suas atuações classistas. Todos os procedimentos aos quais figuram como imputados versam sobre críticas à política de segurança do Governo, reivindicações por condições mínimas de trabalho, de material de proteção individual (coletes em quantidade suficiente e dentro da validade, armamento e munição confiáveis e adequados, máscaras, luvas e materiais de procedimentos corretos para serem usados pelos policiais que trabalham no IML), de estrutura de delegacias e institutos, por contratação de pessoal para atenuar a imensa defasagem nos quadros de investigadores. Tudo isso para que possamos prestar um serviço profissional de qualidade para a sociedade pernambucana, apurando e solucionando cada vez mais crimes.

O Governo do Estado, ao invés de ouvir os apontamentos que o Sinpol fez sobre as falhas gerenciais que levaram a Polícia Civil à beira de um colapso e impedem que consigamos investigar e prender os bandidos que estão fazendo os pernambucanos reféns da marginalidade, preferiu tentar esconder e calar nossas críticas construtivas utilizando-se da Corregedoria de Polícia e de um estatuto dos policiais civis opressor, oriundo da ditadura militar, para perseguir e punir as vozes que procuram defender um sistema de segurança pública mais justo e eficiente, tanto para os policiais quanto para a população.

No último dia 29.12.2016, mesmo após o Governo concordar que tais procedimentos injustos deveriam ser arquivados, assinando um acordo nestes termos, fomos surpreendidos com uma punição de 30 dias de suspensão (a segunda maior pena possível, atrás apenas da demissão) ao presidente e vice do Sinpol, Áureo Cisneiros e Rafael Cavalcanti, simplesmente porque eles, ainda em 2015, foram chamados para averiguar irregularidades cometidas contra policiais que participariam de uma Operação de Repressão Qualificada (ORQ), a ser deflagrada nas cidades de Serra Talhada e Salgueiro. Eles estavam sendo obrigados a se deslocarem às 22h para as referidas localidades durante toda a madrugada, sem o devido pagamento antecipado de diárias, sem coletes, sem armamento apropriado (até porque depois se soube que iriam prender integrantes de grupos de extermínio) e sem o devido descanso, pois muitos haviam trabalhado normalmente durante todo o dia.

O Policial Civil, como todo trabalhador, possui direitos e garantias que, mesmo o Estado sendo seu patrão não podem ser negligenciadas ou suprimidas, pois, a Constituição e os Tratados trabalhistas atingem e obrigam a todos. Nós, do Sinpol, temos a obrigação de defender os direitos da nossa categoria e assim procederemos enquanto esta Diretoria estiver a frente do sindicato.

A Diretoria.

Após determinação da justiça, Sinpol fiscalizará reforma do IML em Petrolina

armarioO Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) está acompanhando de perto o cumprimento da decisão da justiça, que determinou que o governo estadual realizasse reformas no Instituto de Medicina Legal (IML) em Petrolina.

Tanto que o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, confirmou uma nova visita ao município para acompanhar as obras. Segundo ele, a determinação da Justiça do Trabalho é que a reforma seja feita num prazo de seis meses.

“A justiça do trabalho deu um prazo de seis meses para que o Estado fizesse as devidas reformas do IML, sob a multa de R$ 1,5 milhão. Então, o  juiz acolheu a nossa denúncia e estaremos aí nos próximos dias para verificar se esta reforma está sendo executada”, disse Cisneiros, em entrevista à rádio Jornal Petrolina.

Para pressionar Governo de PE, Polícia Civil decreta greve a partir do Carnaval

greve polícia civil

A Polícia Civil de Pernambuco decretou greve, após assembleia realizada nesta terça-feira (2). De acordo com o Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), a partir de 0h do sábado (6), todas as unidades da organização vão parar. Os servidores protestam contra o descumprimento do acordo firmado com o governo do Estado, que previa a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras.

Segundo o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, a negociação foi feita em dezembro do ano passado.

O governo do Estado deveria enviar, no dia 1º deste mês, um projeto de lei que alteraria o Plano de Cargos e Carreiras com aumento das faixas de progressão salarial de 1,5% para 2%. Para isso, seriam criados dois grupos de trabalho.

“A questão financeira, segundo o acordo, começaria a vigorar em abril deste ano. O governo fez o acordo e não cumpriu“, afirmou. (fonte JC Online/foto: Alexandre Gondim)

Policiais Civis de PE protestam durante Encontro de Governadores em Teresina

protesto sinpol no piauíPoliciais Civis de Pernambuco e do Piauí estiveram reunidos em protesto nesta sexta-feira (17) em Teresina, capital piauiense. O protesto aconteceu durante o Encontro de Governadores do Nordeste. Eles clamam por melhorias salariais para a categoria e por políticas públicas efetivas para o estado.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) de Pernambuco, Áureo Cisneiros, disse que o protesto é para impedir que o governador Paulo Câmara (PSB) “venda ilusão” para os governadores do Nordeste e para o povo do Piauí.

Cisneiros informou que os policiais foram à Teresina dizer que o programa ‘Pacto Pela Vida’ em Pernambuco não é modelo, ao contrário do que Câmara fala em todo lugar, inclusive no Encontro dos Governadores do Nordeste. “Em Pernambuco, mais de 2 mil homicídios aconteceram só este ano. As delegacias do nosso Estado estão fechando por falta de efetivo. Não tem água mineral nem papel higiênico. Estamos aqui para não deixar que isso aconteça em outros Estados do Nordeste. O programa que o nosso governador diz que é exitoso, não reduz a criminalidade. É conversa fiada“, disse, em entrevista à TV Cidade Verde.

Ele complementou afirmando que só na capital, Recife, os números da criminalidade mostra o fracasso do Pacto Pela Vida. “Aumentou muito o número de crimes. Só assaltos à agências bancárias já aumentaram mais de 300%, e aos ônibus, mais de 30%. O programa implantado e apresentado como sucesso é pura política pública midiática, de vender ilusão. não uma política pública verdadeiramente necessária“,  criticou Cisneiros. (fonte: TV Cidade Verde/foto: divulgação)

Após se mobilizar por efetivo do 5º BPM, Miguel Coelho se reunirá com representante da Polícia Civil

Miguel Coelho1Depois de se mobilizar junto ao governador Paulo Câmara (PSB) para garantir um reforço de 50 homens no efetivo do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Petrolina, o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) agora vai ouvir os representantes da Polícia Civil de Pernambuco.

Nesta quinta-feira (9) o parlamentar deverá se reunir com o presidente do sindicato da categoria, Áureo Cisneiros. Os civis, que semana passada fizeram uma manifestação no Recife contra o governo do estado, reivindicam melhorias salariais e de condições de trabalho.

A este Blog, Miguel Coelho adiantou que vai se inteirar da situação, após ouvir Cisneiros. Mas ressaltou já ter solicitado do secretário Alessandro Carvalho (Defesa Social) a recuperação do Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina e também o de Ouricuri – duas das principais reivindicações dos policiais no Sertão pernambucano.

O que eles disseram…

PERITO

Após pedir interdição do IML de Petrolina, Sinpol alerta que corpos poderão ser colocados em contêineres

Aureo-entrega-carta-ao-governadorDepois de denunciar junto ao Ministério Público e à Vigilância Sanitária a situação caótica do Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina, o Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco (Sinpol) faz um alerta ainda pior: Os corpos que estão no local poderão ser colocados em contêineres.

A informação é do presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, que denuncia a situação de calamidade no Instituto. Segundo Áureo, o IML de Petrolina está entre os piores do Brasil e apresenta diversas irregularidades.

Estamos em busca de melhorias porque a população não merece isso. A estrutura está totalmente precária temos problemas gravíssimos na unidade e do jeito que está não pode continuar”, disse.

Ainda segundo Àureo, a categoria espera uma resposta do governo até o dia 15 de Maio, caso contrário os serviços poderão ser paralisados.  “Estamos aguardando uma resposta e, caso não haja retorno, até o dia 15 de maio vamos paralisar as atividades e os corpos vão ser colocados em contêineres”, disse o presidente do Sinpol, por telefone, ao programa ‘Manhã no Vale’, da Rádio Jornal, nesta quarta-feira (15).

Policiais Civis de PE se reúnem com bancada de oposição para discutir situação da categoria e crise na segurança pública no Estado

silvio costa filho reunido com sinpolO líder da Bancada de Oposição de Pernambuco, deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB), recebeu nesta quinta-feira (9) representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) para, em nome do grupo de parlamentares, colocar-se à disposição da entidade na Assembleia Legislativa do Estado.

O Sinpol realiza, desde o último dia 6, uma operação-padrão para denunciar as péssimas condições de trabalho dos policiais, a falta de pessoal e de material adequado, e a precariedade da infraestrutura física de delegacias e IML’s do Estado. Para o Sinpol, Pernambuco assiste hoje a uma “falência do Pacto pela Vida“.

Na “Operação Polícia Cidadã”, os agentes cumprem rigorosamente as funções determinadas por lei, deixando de realizar trabalhos extras para compensar a falta de efetivo. “Ouvimos o governador Paulo Câmara dizer recentemente que não é com operação-padrão que se conquista aumento salarial, e sim cumprindo metas. Nós passamos oito anos cumprindo metas. E hoje temos o segundo pior salário da polícia civil do país, péssimas condições de trabalho. O nível de profissionais que adoecem é altíssimo“, relatou o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros.

Para Áureo, o governo não pode reclamar de uma operação que está querendo cumprir estritamente a legalidade. “Não dá mais para fazer polícia de improviso. Estamos atuando estritamente no cumprimento da lei que rege o procedimento policial. Não estamos saindo para as operações com apenas um homem, por exemplo. Isto não é permitido, porque expõe a vida do policial“, disse.

No encontro, Silvio Costa Filho recebeu um relatório preparado pelo Sinpol com um diagnóstico da situação da segurança pública em Pernambuco. No relatório, constam, por exemplo, denúncias da precária infraestrutura dos Institutos de Medicina Legal (IMLs) e da falta de valorização profissional dos policiais civis no estado. “O que ouvimos foi um relato sério da falta de gestão na área de segurança pública. Quem combate efetivamente a criminalidade, que é a força policial, não é ouvida sobre o Pacto pela Vida. Fiquei sabendo que ainda não houve sequer um diálogo do sindicato com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho“, informou o parlamentar.

Pacto Pela Vida

No encontro, Silvio convidou o Sinpol para participar, no próximo dia 16 de abril, de uma audiência pública sobre o Pacto pela Vida na Assembleia Legislativa, que contará inclusive com a presença do secretário de Defesa Social e de entidades como a Associação dos Delegados de Pernambuco (Adepe). “Chegamos recentemente à triste marca dos 1 mil assassinatos e esses índices têm tido uma tendência de crescimento. Precisamos debater este tema com seriedade, e é o policial quem está nas ruas, combatendo o crime. Ele precisa ser ouvido e prestigiado“, afirmou.

Além de Silvio Costa Filho e Áureo Cisneiros, participaram do encontro o vice-presidente do Sinpol, Rafael Cavalcanti, o diretor social, Mauro Falcão, o diretor de esporte, Diego Frota, e o diretor de inativos, Valdeci Antonio. (fonte/foto: Assessoria da Bancada de Oposição)

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