Aumento da tarifa do transporte coletivo: Lossio fugiu da decisão

O aumento da tarifa para o transporte coletivo em Petrolina, que entrou em vigor no domingo (19), foi decidido desde o ano passado em uma planilha apresentada pela Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA) e aprovada pelo Conselho Municipal de Transportes do município. Só que não entrou em vigor, até dezembro de 2016 pela falta de coragem do prefeito Julio Lossio (PMDB). Ele achava que conceder o aumento poderia representar desgaste para sua administração.

Lossio, aliás, sempre fugiu de discutir o transporte coletivo da cidade com a coragem que o tema merecia, com medo da repercussão negativa.

É o mesmo medo que o atual prefeito não pode ter. O transporte público de Petrolina sofre por falta de uma política pública séria e profissional.

Esse Blog já disse que as empresas trabalham no vermelho por que todo Sistema é deficitário e nada inteligente.

Está na hora de tratar esse problema com determinação e profissionalismo. Sem medos. Cortar vantagens, rever linhas, melhorar vias e reinventar o Sistema que trabalha de forma amadora e a reboque de “conveniências políticas” ou interesses pessoais.

O prefeito Miguel Coelho anunciou, durante a campanha política, que vai licitar o sistema de transporte para rever arrecadação, quilometragem, coleta de passageiros, entre outras providências para o setor. Ele disse ao Blog que já começou as tratativas para contratação de empresa para elaborar essa nova licitação.

O novo aumento de tarifa e a velha incompetência

Petrolina amanheceu hoje com nova tarifa para o seu transporte público. Pagamos caro pelo serviço oferecido e ninguém gosta de aumento, é fato, mas também pagamos o pato pela incompetência como se gere o sistema de transportes na cidade.

O aumento foi concedido, como sempre por via judicial.

Agora mesmo a EPTTC fez uma planilha e ela mesmo constatou que a tarifa precisava ser revista. Deve ter jogado a tal planilha na lata do lixo. Não queria o desgaste

A situação do transporte público de Petrolina continua como sempre esteve: no improviso.

A comunidade reclama, as empresas padecem e o poder público municipal finge que não é com ele. Sua única ação é segurar o aumento da tarifa, e não como preocupação do bolso do cidadão, mas com medo do ônus político. Petrolina hoje vive 100% da tarifa dos usuários, onde não se tem uma planilha tarifária definida. Os reajustes são dados via justiça.

Temos as maiores gratuidades do estado de Pernambuco, as empresas pagam o IPVA cheio, quando na capital existem incentivos e em vários estados chega a ter isenção total para o transporte coletivo.

O sistema recebeu um alento recentemente com a desoneração na alíquota do ICMS no preço do óleo diesel, mas até o momento não foram beneficiadas, pois o processo se encontra na procuradoria de apoio do Governo do Estado.

A cidade incentiva o transporte individual, quando nossas vias públicas não suportam mais motos, carros. Para carga e descarga faltam critérios, e nosso trânsito está virando um caos.

Petrolina dispõe de tecnologia de ponta (como controle de Biometria e monitoração de parte frota via GPS), mas não existem regras claras em contratos. As leis são obsoletas e uma das maiores tarifas do Nordeste. Falta uma política para mobilidade urbana e não se trata o transporte de massa como prioridade.

Apesar de termos um moderno sistema de cobrança tarifária (bilhetagem eletrônica), ainda contamos com mais de 50% dos usuários pagando em dinheiro, pois não contamos com uma política de comercialização de passagens. Estamos presos a um posto somente de recarga, embora os créditos de telefone celular se compram em qualquer estabelecimento comercial. Por que não usamos a mesma logística?

Longe de defender as empresas de ônibus que precisam se adequar e investirem mais em sua estrutura e na condição mais digna para o cidadão, Petrolina precisa parar de improvisar e olhar o transporte público com profissionalismo.

Sonhos delirantes e promessas de campanha sem responsabilidade só beneficiam políticos que não querem beneficiar quem lhes paga o salário.

É isso aí!

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