Presos mandavam matar e gerenciavam venda de drogas de dentro de presídio em Petrolina

A Polícia Civil em Petrolina, por meio dos Delegados Magno Neves e Marceone Ferreira, apresentou, nesta sexta-feira (19), o resultado da ‘Operação Alcateia 2’, que desarticulou uma organização criminosa nas cidades de Petrolina e Santa Maria da Boa Vista (no Sertão do São Francisco), além de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O grupo é acusado pela prática de homicídio, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os delegados revelaram que muitos assassinatos eram ordenados de dentro da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes.

Segundo o delegado Magno Neves, as investigações da segunda fase desse trabalho começaram em janeiro deste ano, como desdobramento da ‘Operação Alcateia’, deflagrada em dezembro de 2016. “Essa operação teve início em Janeiro, após o término da Alcateia 1. Foram presas nove pessoas, sendo que seis já se encontravam nos presídios e duas presas em Petrolina e uma em Santa Maria. Essa operação visou combater o tráfico de entorpecente em Petrolina, como também trazer um freio para a quantidade de homicídios que estão ocorrendo, visto que muitos são ordenados de dentro da penitenciária”, relatou o delegado.

Esse grupo responde por uma quantidade razoável de homicídio. Ele não revelou, no entanto, um número de homicídios, por que as investigações ocorrem em sigilo. Quatro homens e cinco mulheres presas nessa operação. Na ‘Operação Alcateia 2’, conforme a Polícia Civil, dois presos de Petrolina foram identificados como mandantes dos crimes.

No decorrer das investigações, ficou claro a participação dessas pessoas em alguns homicídios aqui em Petrolina. As investigações estão em andamento, elas serão concluídas e encaminhadas à justiça no seu devido tempo, para que essas pessoas possam responder por seus crimes”, finalizou Marceone Ferreira. A Polícia Civil também apreendeu drogas, armas e dinheiro.

Oposição denuncia mais de 1.600 assassinatos nos primeiros 100 dias de 2017 em PE

Pernambuco registrou mais de 1.600 assassinatos nos primeiros 100 dias de 2017, num crescimento de mais de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 1.181 mortes. Até o último dia 10 de abril, foram registrados 1.650 homicídios em todo o Estado. Nos próximos dias, a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco deve apresentar o balanço da criminalidade do mês de março – que, segundo dados disponíveis no próprio site da secretaria, bateu novo recorde como o mês mais violento de todo o Pacto pela Vida, com 548 mortes, o que representa uma média de 17,7 crimes por dia.

Segundo os dados oficiais da SDS, entre janeiro e março deste ano foram cometidos 1.522 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em Pernambuco – além de 130 casos nos primeiros dez dias de abril, segundo registro dos plantões das polícias. Em relação aos crimes contra o patrimônio, que inclui casos de roubos e assaltos, inclusive de veículos e a assaltos a ônibus, foram registradas 10.321 ocorrências no mês passado, elevando a conta no ano para 31.570 crimes violentos contra o patrimônio no ano. Os números representam uma média de um caso de roubo ou assalto a cada quatro minutos.

Para o deputado Silvio Costa Filho, líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a estratégia do Governo do Estado, que se restringe a trocar o secretário de Defesa Social e os comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil, vem se mostrando inócua no combate à violência.

“Infelizmente, essa é a realidade enfrentada pelos pernambucanos hoje. Entra secretário, sai secretário; entra comandante, sai comandante e a violência continua aumentando. Há seis meses no cargo, o secretário Angelo Gioia não conseguiu reduzir os índices de criminalidade. Muito pelo contrário, sob o seu comando a SDS registrou mais de 2.900 assassinatos em Pernambuco, uma média de quase 500 mortes por mês”, comparou.

Cobrança

O parlamentar cobra do Governo do Estado ações efetivas para tirar Pernambuco do que considera Uma “situação de guerra”, citando exemplos de Estados como o Ceará, a Paraíba e Goiás, que reduziram os índices de criminalidade apesar de viver o mesmo quadro de crise de Pernambuco. Hoje, segundo as entidades ligadas aos agentes de segurança, a Polícia Militar opera com metade do efetivo que seria necessário, enquanto a Polícia Civil tem um efetivo menor que há 30 anos. “Chega de troca de secretário e de comandantes. Chega de trocar viatura e não ter combustível para rodar. Os princípios do Pacto pela Vida precisam ser resgatados, e isso passa pela transparência e pelo diálogo com os agentes de segurança e com toda a sociedade”, defendeu. As informações são da assessoria da bancada.

Noite violenta em Juazeiro deixa três jovens mortos

A noite de sexta-feira (10) foi violenta em Juazeiro (BA). Pelo menos três pessoas foram mortas em um intervalo de duas horas.

O primeiro homicídio foi registrado por volta das 19h40, no bairro Nova Esperança. A vítima foi um jovem, que foi atingido por vários disparos de arma de fogo. O autor do crime seria um homem numa motocicleta, que fugiu após o crime.

Por volta das 21h, um duplo homicídio foi registrado no Residencial Mairi, do ’Minha Casa, Minha Vida’. As vítimas foram dois jovens, que também foram mortos a tiros. Segundo informações, o autor dos disparos também foi um motociclista não identificado, que fugiu do local.

Ainda não há informações se os crimes têm ligação. Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Polícia Civil de Juazeiro deve investigar os casos.

Pernambuco registra maior número de assassinatos da história do Pacto pela Vida, diz jornal

Reportagem do Jornal do Commercio revela que o número de assassinatos em Pernambuco é o maior desde o início do programa Pacto pela Vida, em maio de 2007. Segundo levantamento preliminar, o estado registrou pelo menos 415 assassinatos somente no mês de outubro. É o pior resultado em quase dez anos.

Nos próximos dias, começa a consolidação nos números e, conforme o jornal, o resultado pode ser mais negativo. Isso porque, somente na madrugada de ontem (31/10), sete adolescentes foram mortos dentro da Funase de Caruaru, no Agreste pernambucano. No total, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), mais de 3,5 mil pessoas foram mortas neste ano. (foto/arquivo Blog)

Em menos de 48 horas, três pessoas são mortas em Serra Talhada

Polícia Militar PETrês pessoas foram assassinadas a tiros em menos de 48 horas em Serra Talhada (PE), no Sertão do Pajeú. De acordo com informações da Polícia Militar, as vítimas foram mortas no bairro São Cristovão e no bairro da Cageb. Em um dos crimes, um idoso foi atingido na frente da casa que morava. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A polícia disse ainda que nenhuma das vítimas tinha envolvimento com crimes. A Polícia Civil não acredita que os assassinatos tenham ligação. Até o momento, nenhum suspeito de participar dos assassinatos foi localizado.

Violência contra a mulher assusta petrolinenses e juazeirenses

Nos últimos meses, várias mulheres foram assassinadas em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Os últimos crimes aconteceram no último sábado (19) na cidade pernambucana e ontem (21) na cidade baiana. Esses números não são apenas reflexo do crônico problema da insegurança pública que atinge todo o país, mas também um sintoma característico de nossa sociedade, o da violência contra a mulher.

Geralmente, os homicídios que envolvem mulheres como vítimas têm aspectos peculiares. A maioria dos casos são crimes passionais. A brutalidade dos últimos atos chocou a população. Ambas as mulheres foram brutalmente assassinadas com diversos golpes de faca.

No caso de Petrolina, onde foi morta a assistente educacional Claudiana Barbosa da Silva, de 24 anos, a polícia informou que o autor foi o próprio esposo da vítima, que fugiu após cometer o delito. O fato aconteceu no n-7 do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho, zona rural da cidade.

Em Juazeiro (BA), o caso aconteceu no Residencial Praia do Rodeadouro, nas imediações do bairro João Paulo II. A vítima também tinha 24 anos e foi identificada como Rildeny Modesto. Segundo informações policiais, o autor do crime seria seu ex-companheiro, que também fugiu após cometer o delito.

Vale frisar que a violência contra a mulher acontece principalmente dentro do seu lar e, muitas vezes, na presença de seus filhos pequenos. A sociedade sanfranciscana está chocada e as autoridades competentes devem, sim, dar explicações e mostrar o que estão fazendo para reverter esse cenário macabro. Lamentável.

Assassinatos marcam véspera de Natal em Juazeiro

A noite de ontem (24) foi marcada por crimes bárbaros em Juazeiro (BA). Duas pessoas foram assassinadas na cidade. O primeiro crime aconteceu na Rua Primeiro de Maio, no bairro Itaberaba, e teve como vítima Patrícia dos Santos. Ela foi morta com vários disparos de arma de fogo, dentro de um bar.

Segundo informações, a vítima tinha passagens pela polícia e morreu no local, antes de ser socorrida. O assassino ocupava uma motocicleta e fugiu após cometer o crime.

Outro homicídio foi registrado no bairro Alto do Cruzeiro. Anderson Martins de Souza foi morto a tiros, segundo informações, por dois homens que ocupavam um carro. O crime aconteceu na Rua 7 da comunidade. Ainda segundo informações, a vítima era moradora do Residencial Juazeiro I, no Itaberaba.

Deputado pede a secretário de Defesa Social de PE agilidade no Caso Beatriz e em outros assassinatos de crianças em Petrolina

Miguel e Alessandro2

Numa reunião que teve com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, na última segunda-feira (14), o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) solicitou prioridade e agilidade na apuração do caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, assassinada brutalmente na noite da última quinta (10) num colégio particular em Petrolina, e em outros dois homicídios recentes envolvendo adolescentes e crianças na cidade.

Durante a conversa, o parlamentar passou ao secretário o sentimento de perplexidade e apreensão no qual mergulhou a cidade, em virtude dos crimes. Miguel ainda pediu maior reforço na segurança pública de Petrolina e municípios do Sertão do São Francisco.

O secretário garantiu que todo o aparato possível está mobilizado para apurar os responsáveis o mais rápido possível. Acreditamos que a Polícia Civil de Petrolina tem totais condições de solucionar esses casos, mas Dr. Alessandro nos informou que, se for necessário, serão enviados mais reforços para a investigação“, detalhou o deputado. (foto: Júnior Vilela/divulgação)

Controvérsia: Menores mataram 4 vezes mais que regime militar

menor - assassinatoO número de pessoas que teriam morrido ou que ainda são dadas como desaparecidas em razão do regime militar — ainda que indiretamente — é 424.

Desse total, assassinadas mesmo, comprovadamente, foram 293 pessoas.

A fonte é o livro ‘Dos filhos deste solo’ (Boitempo Editorial), escrito pelo ex-ministro Nilmário Miranda, petista, e pelo jornalista Carlos Tibúrcio.

Já em 2012, o número de menores capturados pela polícia, que teriam cometido homicídio, era 1.848.

Este é o número mínimo de homicídios cometidos por todos os menores brasileiros existentes naquele ano, já que cada assassino pode ter matado mais de uma pessoa e ainda há os assassinos não capturados.

Levando-se em conta que apenas 8% dos casos de homicídio são solucionados no país, o total verdadeiro tende a ser bem maior.

A fonte dos supostos 9% de homicidas entre 20.532 “menores infratores” (ou seja, 1.848) é a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (que, aliás, não sei se exclui providencialmente os roubos seguidos de morte, conhecidos como latrocínios).

Em outras palavras: os menores mataram pelo menos quatro vezes mais que o Regime Militar no Brasil.

Contando da idade zero, os menores existentes em 2012 fizeram isso em menos de 18 anos, ao passo que o Regime Militar atingiu menos de um quarto do número de vítimas ao longo de 21 anos. As informações são da Revista Veja (foto: reprodução)

Assassinatos em Pernambuco diminuem, mas por enquanto não há o que comemorar

disparando-el-revolver[1]O Governo de Pernambuco está comemorando o resultado do Mapa da Violência 2015, o qual mostra que os índices de criminalidade no estado diminuíram. Entre 2002 e 2012, essa redução foi de 33,4% no número de homicídios. O estudo leva em conta dados do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O documento traz ainda um ranking das 100 cidades, acima de 20 mil habitantes, com maior número de homicídios. Em 2013, a pesquisa mostrava 15 municípios pernambucanos, enquanto na de 2015 constam apenas quatro.

Segundo os dados divulgados na última semana, estados como Ceará e Maranhão quadruplicaram o número de vítimas por armas de fogo na década entre 2002 e 2012. Rio Grande do Norte mais que triplicou. Já Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí mostram taxas de crescimento acima de 100%. A notícia não deixa de ser alentadora, mas está longe de ser comemorada.

Em Petrolina, principal cidade do Sertão pernambucano, por exemplo, de janeiro a maio deste ano 52 pessoas já morreram assassinadas. O ‘Pacto Pela Vida’, criado na primeira gestão do governador Eduardo Campos, teve seu lá seu efeito inicial, mas vem dando sinais de enfraquecimento. O atual governador Paulo Câmara já percebeu isso e tenta tomar as rédeas da situação. No entanto o desafio para enfrentar a violência no estado é grande e, ao menos por enquanto, não há espaço para comemorações. Só para trabalho.

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