Artigo do Leitor: “Cadê as provas contra o ex-presidente Lula?”

O deputado federal pernambucano Sílvio Costa (PT do B), vice-líder da oposição na Câmara, saiu mais uma vez em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, as acusações contra o ex-presidente têm a pura finalidade de atingir sua imagem. No entanto, a estratégia está tem efeito contrário, pois quanto mais se bate em Lula, mais ele cresce nas intenções de voto para 2018.

Acompanhe:

Mais uma vez quero tentar dialogar com aqueles que odeiam o ex-presidente Lula, cujo ódio é alimentado diariamente por parte da grande mídia brasileira. Há muito tempo que tentam atingir a imagem pública do ex-presidente Lula, porém quanto mais atacam o ex-presidente mais ele cresce nas pesquisas de intenção de voto no país.

Esse mesmo conjunto de adversários também se articula para exigir do juiz Sérgio Moro que rasgue a Constituição Brasileira e condene o ex-presidente Lula. Escuto, diariamente, a afirmação de que o ex-presidente Lula vai ser preso, que vai ficar inelegível e que não será candidato em 2018.

Tenho certeza que esse conjunto de brasileiros e brasileiras que moram no Leblon, no Morumbi ou em bairros semelhantes pelo Brasil afora, não vai conseguir viabilizar seus desejos cruéis. A Constituição do Brasil diz que o ônus da prova é de quem acusa.

A esses acusadores e paladinos da ética seletiva, eu pergunto: existe algum cartório de imóvel do Brasil que tenha um registro, uma escritura ou qualquer documento provando que o apartamento do Guarujá pertence ao ex-presidente Lula?

O senhor Léo Pinheiro disse ao juiz Sérgio Moro que o apartamento pertencia ao ex-presidente Lula. Então, por que a OAS deu o apartamento em garantia em uma operação financeira? Na verdade, o senhor Léo Pinheiro afirmou, em seu depoimento, que o apartamento está em nome da OAS.

Existe algum e-mail que mostre alguma conversa do ex-presidente Lula pedindo vantagem a algum empresário do Brasil? Existe alguma conversa telefônica entre o ex-presidente Lula e qualquer empresário do Brasil que o comprometa do ponto de vista ético ou penal? Apresentaram alguma conta bancária no exterior em nome do ex-presidente Lula?

Existe algum documento provando que o ex-presidente Lula fez alguma palestra ilegal? Ao contrário, todas as palestras do ex-presidente Lula foram devidamente contabilizadas. Existe alguma prova, algum vídeo, algum áudio de encontro do ex-presidente Lula com os delatores, tendo alguma conversa não-republicana?

O ódio e a vontade de condenar o ex-presidente Lula são tão grandes que já vi muita gente vibrando porque apresentaram um pagamento de dois pedágios de um automóvel do Instituto Lula indo para a praia de Santos. Só faltava essa. Os automóveis do Instituto Lula não têm o direito de ir e vir.

Mas, como sempre acredito que, ao final, a verdade sempre vence, muitos colunistas brasileiros – que também odeiam o ex-presidente Lula – já escrevem artigos e gravam vídeos afirmando que não existem provas contra o ex-presidente.

Portanto, não tenho dúvida que o juiz Sérgio Moro vai julgá-lo à luz da Constituição e vai absolvê-lo das acusações. Até porque, nenhum brasileiro pode ser condenado por conta da vontade de seus inimigos.

Sílvio Costa/Deputado federal e vice-líder da oposição na Câmara Federal

(foto/reprodução)

Artigo do leitor: “Para a imprensa da capital, Santa Cruz é quem jogou ruim”

O professor e ex-diretor do Campus Petrolina da UPE, Moisés Almeida, ainda comemora mais uma façanha do time do Salgueiro, que pela segunda vez em sua pouca história de clube, vai disputar a final do Campeonato Pernambucano. Mas o professor lamentou o que já ouviu e leu da imprensa esportiva da capital Recife, a qual destacou muito mais o “jogo ruim” do Santa Cruz do que os méritos do Carcará do Sertão, na partida do último sábado (22). E decidiu desabafar.

Confiram:

Desde ontem, escutando e lendo a imprensa pernambucana (diga-se de passagem do Recife), me deparo apenas com um argumento: Foi o Santa Cruz que jogou ruim. Saliento que todos os dias escuto a Rádio Jornal do Commercio, pois tem uma filial aqui em Petrolina, e, assisto ao Bom Dia Pernambuco da Rede Globo Nordeste.

Para esses dois meios de comunicação só existem três times em Pernambuco: Santa Cruz, Náutico e Sport. Nas duas emissoras, por exemplo, os repórteres escalados são apenas para cobrir esses três times. A própria Rádio Jornal só tem vinhetas paras os que eles consideram os três grandes pernambucanos.

Não foi a primeira vez que o Salgueiro chegou à final. Mesmo assim, o tratamento não muda. Os louros são, sim, para o Salgueiro. E mesmo que não seja campeão, já provou novamente que Pernambuco tem mais do que três times grandes.

“Carcará,

Mais coragem do que home

Carcará

Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão

É a águia de lá do meu sertão”. (João do Vale)

Moisés Almeida/Professor e Ex-diretor da UPE Petrolina 

Artigo do leitor: “A polêmica Orgânicos x Químicos”

O ex-pesquisador da Embrapa Semiárido, Clóvis Guimarães Filho, dá mais uma vez sua colaboração importante aos leitores do Blog. Desta vez ele afirma ser preciso cautela ao analisar os produtos orgânicos, porque nem tudo é o que parece ser.

Confiram:

Este artigo procura alertar para a excessiva valorização dos produtos naturais que pode levar, muitas vezes, a interpretações equivocadas pelos consumidores. Ele se baseia em depoimentos de especialistas e de informações oriundas das instituições mais credenciadas do mundo no tema, como a Food and Drug Administration (FDA americana), a Food Standards Agency (União Europeia) e a Codex Alimentarium (FAO-ONU).

Claro que os produtos realmente naturais devem constituir a melhor opção para os consumidores, mas é necessária muita cautela com as simplificações do tipo “o orgânico é saudável e o químico é danoso à saúde e ao ambiente” ou “o orgânico é bom porque não tem agrotóxicos”.

Não devemos esquecer que tanto as substâncias orgânicas como as minerais são químicas e, portanto, ambas podem ou não ser naturais. Professores eméritos de agronomia, como o Dr.Scheid Lopes, da Universidade Federal de Lavras (MG), afirmam que os “agrotóxicos”, quando utilizados segundo princípios agronômicos, praticamente não deixam resíduos nos alimentos e no ambiente.

A propalada “grande incidência” de câncer na região de Petrolina e Juazeiro parece comprovar que estes princípios não foram adequadamente adotados nos nossos perímetros irrigados. O professor ainda faz uma analogia com a medicina, afirmando que chamar o defensivo agrícola de agrotóxico seria o mesmo que chamar os medicamentos de biotóxicos, pois tudo se resumiria na frase já bastante conhecida “a diferença entre o veneno e o remédio é a dose, e não sua origem”.

É um debate semelhante ao que ocorre entre “transgênicos” e “não transgênicos”. Os defensores dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) afirmam que o glifosato é menos tóxico que o sal de cozinha, já que a dose do glifosato para ser letal é altíssima e, ao contrário do sal, ninguém anda por aí bebendo glifosato.

A geneticista Pamela Ronald, da Universidade da Califórnia, Davis, ainda afirma: “até onde sei, ninguém reclama dos medicamentos feitos com a engenharia genética”. Detalhe: ela é casada com um produtor de orgânicos, na atividade há 35 anos. Assim, da mesma forma que devemos ter extrema cautela com os alimentos não orgânicos, devemos tê-la também com os orgânicos. O uso inadequado de substâncias permitidas, orgânicas ou inorgânicas, pode alterar o ecossistema pela emissão de gases causadores do efeito estufa ou pode acarretar altas concentrações de nitratos nos solos e na água comprometendo a propriedade rural.

Boa parte dos produtos certificados como orgânicos não é totalmente orgânica, uma vez que é permitida a utilização de alguns fertilizantes químicos, entre eles o sulfato de potássio e o sulfato de magnésio, e outros agroquímicos como os sais de cobre, calda bordaleza e calda sulfocálcica. É chamada a atenção para potenciais problemas causados por substâncias que são a base da produção orgânica, principalmente o uso de bio-sólidos e esterco bovino, ovino ou caprino e resíduos fecais humanos que podem conter patógenos especialmente perigosos como a Escherichia e a Salmonella.

Quem não recorda o surto de Escherichia coli ocorrido em 2011 na Europa? A causa foi o consumo de brotos-de-feijão cultivados em uma fazenda orgânica da Alemanha. Foram 50 mortos só na Alemanha e 4 mil doentes em 12 países. É necessária, portanto, muita cautela, tanto no caso dos “agrotóxicos” como no caso dos “orgânicos”. Ambos oferecem riscos que podem ser atenuados ou neutralizados com o uso, fortemente recomendado, de boas práticas agrícolas e de administração nas fases de cultivo, colheita, lavagem, classificação, embalagem e transporte da maioria das frutas e outros vegetais vendidos em forma não beneficiada ou com beneficiamento mínimo. Bom apetite! comam com moderação!

Clóvis Guimarães Filho/Pesquisador

Artigo do leitor: O povo de Juazeiro aguarda explicações

Revoltado pelas denúncias de um suposto envolvimento do ex-prefeito de Juazeiro (BA) Isaac Carvalho (PCdoB), que atualmente ocupa uma assessoria do atual prefeito Paulo Bomfim (PCdoB), na Operação Lava Jato, o leitor Carlinhos Santana acredita que Isaac deveria dar explicações à população, ao invés de “fazer marketing espalhando outdoors pela cidade”.

Confiram:

A sociedade de Juazeiro se escandaliza com a postura do então denunciado na Lava Jato, Isaac Carvalho, que tenta fazer a população de besta com seus outdoors espalhados pela cidade. Desrespeitando assim, a imprensa e toda a sociedade, pois, o mesmo deveria ir aos diversos veículos de comunicação se explicar, ao invés de utilizar mais uma vez do marketing para camuflar suas acusações e tentar enganar a todos.

Tentar esconder esse problema para debaixo do tapete é achar que Juazeiro não tem imprensa, não tem pessoas pensantes, não tem autoridades.

Carlinhos Santana/Leitor

Artigo do leitor: “O desastre administrativo”

Neste artigo, o jornalista Machado Freire critica duramente a atual administração municipal de Salgueiro (PE), Sertão do São Francisco, nesses primeiros cem dias.

Confiram:

Está acontecendo aquilo que antevimos “desde os primórdios”: falta de competência administrativa e conhecimento político. Jogo de cintura e “cabelo na venta”.

Ora, o “entendimento” que resultou numa larga vitória (nas urnas) de mais de 3.600 votos reuniu representantes de 15 agremiações partidárias. Diga-se de passagem (e com toda sinceridade), a maioria com sede ao pote, despreparada e com (legítimos) interesses próprios.

Vender caixão de defunto, carne de porco e “tocar” um time de futebol é muito diferente de administrar um município mergulhado em problemas há muito tempo.

Começou tudo errado e atrapalhado, a partir dos decretos, da falta de controle e de transparência na máquina pública. Buscaram confundir o público com o privado.

O município em “estado de calamidade financeira” realizou um Carnaval cujas despesas ainda permanecem desconhecidas.

Deram preferência à contratação de pessoas, quando existiam profissionais concursados. Inverteram o processo.

Contrataram, sem licitação, uma empresa para cuidar do lixo e essa empresa só tem causado problemas para os trabalhadores, que reclamam pagamento de salário e outros direitos trabalhistas.

E o jogo ‘de empurra’ que se estabelece com a emissão de medidas que logo são canceladas e de outras que são retardadas, como a licitação do transporte escolar e do próprio lixo.

E as “farrapadas” com “escalação do time”, hein?

Anunciou-se aos quatro cantos da cidade que o secretário de Cultura e Esportes seria Cristiano Vasconcelos, que, inclusive, começou a trabalhar de forma voluntária. De repente, oficializa-se nessa pasta um sobrinho do vice-prefeito.

A importante pasta da Educação passou quase três meses para ter o nome da titular anunciado. Foi “um parto ” muito difícil, diga-se de passagem.

Passados os tão esperados 100 dias de administração, ninguém sabe ainda quem é o jornalista responsável pela comunicação do governo municipal de Salgueiro.

Ainda não foi escolhido (eleito ou indicado) o líder do governo na Câmara Municipal que, espera-se, se mantenha como poder independente e harmônico, tal como o Executivo.

Nosso jornal, Folha do Sertão, que existe há mais de 15 anos, nunca recebeu um release ou uma pauta sobre as atividades da atual administração do município.

Para finalizar, sugiro que passem a imaginar que a Prefeitura Municipal de Salgueiro é um órgão (uma repartição) pública, que administra um município que se mantém com o trabalho dos eleitores, trabalhadores, empresários e contribuintes que pagam impostos.

A empresa particular, de quem quer que seja, é outra coisa.

Machado Freire/Jornalista (foto/reprodução)

Artigo do Leitor: “Cadê a vice-prefeita de Juazeiro?”

A leitora do Blog, Maria das Grotas Sena Araújo, enviou artigo reclamando da saúde do governo Paulo Bomfim). Ela cobra a presença da vice-prefeita do município, a médica Dulce Ribeiro, para que cumpra “o que foi prometido durante a campanha”.

Acompanhe:

Estamos em abril, são quatro meses que o novo gestor assumiu a cidade. Na área da saúde foi prometido que o governo anterior fez muito, mas que este novo governo faria muito mais! Ops, já são quatro meses. O secretário de Governo, usando de palavras bonitas e vazias, explicou semana passada em nota, nesse Blog, vários números estatísticos de construções de prédios e inaugurações, uma lamentável nota, pois existem pessoas aqui em Juazeiro que não estão em busca de estatísticas. Isso serve para você, senhor secretário, para massagear seu ego.

O que a sociedade juazeirense precisa é de cuidado. Isso Dra. Dulce prometeu, mas há quatro meses não fez! Sou prova disso. O indivíduo procura a UBS, o médico passa uma requisição de exames, os exames mostram colesterol elevadíssimo e distúrbios nas taxas de funções do fígado, e daí para frente nada é feito, sabe por que? Porque quando o médico emite uma requisição para especialista na Policlínica, essas guias são engavetadas e lá mesmo ficam, e o indivíduo agrava a cada mês, podendo morrer.

Desde setembro de 2016 tenho duas guias na UBS do meu bairro (uma para otorrino e outra para hepatologista). Esse ano, já na gestão atual, recebi outra guia do médico da UBS encaminhando para uma geriatra na Policlínica. Fui à Policlínica e a recepção me informou que a fila é grande e que eu estivesse ciente que vai demorar muito. Eu pergunto, muito até quando?

Dra. Dulce disse que ia resolver isso! Procurei a Ouvidoria da saúde e registrei tudo isso. Sabe qual foi a resposta? Disseram que as guias demoram porque são disponibilizadas para as prioridades, os casos mais urgentes!!!!  Mas desde setembro do ano passado Secretaria? Desde janeiro desse ano?  Qualquer leigo saberia que tem algo travando nesse processo aí. Não queira nos fazer de idiotas, lamentável ter vocês como gestores do meu município.

Não era um governo de continuidade? para quê tanto tempo para realizar? Não estou entendendo. E assim, não consigo passar por um especialista no município de Juazeiro! Estou preparando um dinheiro para pagar uma consulta particular com uma geriatra, porque a saúde pública não está me dando esse direito. SUS? Os exames, fiz particular, não porque poderia ter pagado, não podia. Retirei de outro compromisso, mas paguei porque na UBS seriam 15 dias para fazer e mais 10 para receber resultado. Isso laboratório, porque minha USG de abdômen seria 60 dias para fazer! Que pena, não!

A saúde continua como no governo Isaac. Nada mudou. Juazeiro doente. Cuidado com o idoso, Juazeiro clama. Amanhã serão vocês que podem adoecer gestores, mesmo com dinheiro de reserva, nem sempre o dinheiro compra a saúde, mas as obas obras e a consciência limpa compram um futuro em paz.

Queremos UBS ativas (funcionando a todo vapor). Queremos uma Policlínica de qualidade (não com um único especialista, porque não dá conta). Queremos exames feitos em tempo hábil (diagnósticos precisam aparecer. Queremos ser saudáveis Sr. Secretário de Saúde!

Maria das Grotas Sena Araújo/Leitora

Artigo do leitor: “Quem é voluntário em servir ao Exército Brasileiro?”

Neste artigo enviado ao Blog, o leitor Antonio Damião Oliveira da Silva relembra o orgulho de anos passados em servir ao Exército Brasileiro, que hoje ele não tem certeza se os jovens de hoje pensam da mesma forma. Esse tempo ficou tão marcado que Damião está comemorando o fato de sua turma (de 1987) promover um reencontro, após longos 30 anos.

Confiram:

Quem é voluntário em servir ao Exército Brasileiro? Talvez seja uma pergunta simples e apareçam apenas algumas pessoas se voluntariando para o ofício. Mas, no tempo em que prestei o serviço militar era uma disputa acirrada em busca de uma vaga. Naquela época, colocar no corpo uma indumentária com as cores representativas do nosso Exército e andar pela cidade era sinônimo de orgulho e tremenda satisfação. Não sei hoje como estão os brios de nossos jovens em relação às nossas forças armadas.

Aquele tempo a gente nunca esquece. Pode passar anos e anos, todavia as lembranças continuam vivas em nossa mente. Todos nós, aqueles que eram selecionados, entravam com um desejo ardente de portar um fuzil. Contudo, no início vêm os espinhos: As ordens dos superiores hierárquicos, a disciplina, ordens unidas todos os dias, desfilar obedecendo ao toque das cornetas, fardamento alinhado e impecável, cabelo cortado de acordo com o padrão, faxina do alojamento e adjacência do quartel, instruções, andar em fila, e horário para tudo. Ali aprendemos a importância do tempo e percebemos quão importante são os minutos, os segundos e as horas.

É um aprendizado que cada pessoa leva para a posteridade e coloca em prática em sua vida particular. Os princípios da ética e da moral são uma lição de vida, uma experiência marcante. As canções militares que objetivavam provocar em nós autoestima, entusiasmo, alegria e honra em servir à pátria amada são inesquecíveis. Poderia acrescentar muitas coisas do nosso dia a dia do quartel, porém a margem é pequena. No desfile do dia 07 de setembro a gente rachava o chão com tamanha vibração. Cada soldado e comandante fazia o seu melhor.

Os acampamentos, pista de rastejo, sobrevivência na caatinga, adversidade à noite, estande de tiro, construções de tocas (buraco para esconderijo), treinamento na água, armadilhas, granadas de luz, transformando as trevas da noite em luz do dia, a importância dos cactos (elementos de sobrevivência em período de seca e escassez de água) e, além de disso, receber orientações como se portar frente a frente com o fogo inimigo marcou nossas vidas como infantes.

Entretanto, nem tudo era um mar de dificuldades. A turma também se divertia muito com as coisas engraçadas que aconteciam no período da caserna. As “bisonhadas dos colegas”, termo militar que significa erros, falhas no cumprimento do dever e da missão. Sujeito que sempre está alheio a tudo o que acontece e ignorante a todas as atividades desenvolvidas. Algumas figuras carimbadas jamais esqueceremos. São os chamados “raros”, militar que sempre está aprontando alguma, alvo constante de punição e férrea disciplina. Alguns nomes: Holanda, Valério, Cleoberlito, Guerra, Gilberto, Feitosa, Bernardo, Moura, Libano (Esse ficou raro já no final) etc.

Servi na primeira companhia no 72ºBIMtz de 1987. Dizem que era a mais indisciplinada do batalhão. Poderia ser escolhida para desfilar com o uniforme novo da caatinga em Brasília daquele mesmo ano, mas por conta da indisciplina, deixou de ir e, em seu lugar, foi a companhia de apoio, comandada pelo capitão Zairo.

Agora imaginem essas pessoas se encontrarem, após 30 anos de separações. Há muita coisa para recordar, fatos alegres e tristes. Histórias de sucessos e fracassos também. O mais importante não é a realização pessoal de cada um, mas poder está presente com vida e dar aquele forte abraço naqueles que um dia comungaram dos mesmos ideais do tempo da caserna.

É exatamente isso que está sendo programado. Alguém teve essa brilhante ideia, ganhou corpo, forma e, esse encontro está previsto para os dias 29, 30 de abril e 1º de maio do ano em curso de 2017. Estarão presentes oficias da reserva, infantes que ainda estão em plena atividade, vários combatentes que serviram no período de 1987 e também em outros anos e quiseram abrilhantar esse evento conosco, bem como, familiares e amigos. Virão guerreiros de São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba, Vitória (do Espírito Santo), Goiânia, e, de outras cidades. Será lindo, prazeroso, divertido e inesquecível. Mais informações: Alírio (zap 8798841-6676) e Gildo (8798813-4697).

Antonio Damião Oliveira da Silva/Leitor

Artigo do Leitor: “Sim, temos um Nobel brasileiro”

Em artigo enviado ao Blog, o médico Mário Vasconcelos Guimarães, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-Regional Pernambuco, releva que o Brasil teve, sim, um ganhador do Prêmio Nobel.

Acompanhe:

Anualmente, no último trimestre, a comunidade científica internacional fica tensa, na expectativa da divulgação pela imprensa, com o devido destaque, dos nomes dos diversos ganhadores do cobiçado Prêmio Nobel, com as suas respectivas especialidades e nacionalidades. A expectativa reacende em nosso íntimo aquela pergunta: por que nunca um brasileiro foi aquinhoado, se vários titulares de outros países com dimensões e potenciais culturais menores que o nosso o foram, embora tivéssemos algumas indicações? Sucede, porém que tivemos um, apesar de não reconhecido oficialmente, mas gestado, parido, criado e educado no Brasil. Porque esta pessoa não é brasileira? É incrível! Um acidente da nossa História.                                          

Criado a partir de 1901, o Prêmio Nobel foi instituído por Alfred Burnhard Nobel, intelectual e abonado industrial sueco, apaixonado por Química, descobridor da dinamite, já foi distribuído pelo menos até 2007, conforme os dados que consultamos, por 756 pesquisadores, nas áreas de Economia, Física, Química, Medicina, Literatura e Paz (política internacional).É solenemente entregue no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do seu criador, em Estocolmo. Só o da Paz é entregue em Oslo, capital da Noruega.                                                                                                

Quanto ao nosso ganhador, quero referir-me a Peter Brian Medawar, nasceu no Hospital Santa Teresa, na cidade de Petrópolis-RJ, em 28/02/1915, onde criou-se, filho de um casal anglo-libanês, com seus primeiros estudos na nossa terra, só indo para a Inglaterra em torno dos 15 anos, quando seus pais o mandaram para aquele país pensando na sua educação, o que era um costume também de muitas famílias brasileiras no início do século passado, face às nossas deficiências.

Lá, formou-se em Biologia e Zoologia, fazendo carreira nas Universidades de Birmingham e Oxford, tendo ainda sido assistente de Alexander Fleming na descoberta da penicilina. Recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1960, na área de Fisiologia, juntamente com Frank M. Burnet, mago da Medicina australiana, pelos seus trabalhos sobre os princípios da tolerância imunológica, o que deu origem ao soro anti-linfocitário. A Rainha Elizabeth também homenageou-os com o título honorário de “Sir”, que figura em suas biografias.

 Consta que Sir Peter não recebeu o Prêmio na condição de brasileiro, o que tentou junto ao nosso governo, pelo fato do então Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, ter-lhe negado a nacionalidade requerida, pelo detalhe dele não ter prestado serviço militar entre nós. Daí ele ter sido obrigado a optar pela cidadania britânica para poder receber a consagração, de acordo com o estatuto do prêmio. O Nobel foi apenas um dos inúmeros prêmios recebidos por ele das mais diversas entidades médicas da Europa e outros países. Em 1962, apesar de não ser médico, foi nomeado diretor do Instituto Britânico de Pesquisas Médicas.

Sir Peter Brian Medawar ainda voltou ao Brasil em 1962 para visitar familiares, tendo inclusive tomado parte em diversas reuniões científicas. Nascido em 28/02/1915, faleceu em Londres em 02/10/1987, aos 72 anos, deixando-nos a dever-lhe as devidas e mais que merecidas homenagens.

Mário Vasconcelos Guimarães/Médico, Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional de Pernambuco

Artigo do leitor: “Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras”

Neste artigo enviado ao Blog, o ex-secretário municipal da Prefeitura de Juazeiro (BA), Carlos Neiva (foto), demonstra seu sentimento contrário à Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer.

Confiram:

Na terça-feira passada, 28 de março, participei de dois eventos contra a PEC 287, a da reforma da previdência, promovidos pela APLB e pela frente Brasil popular. Na oportunidade encontrei com Maria Eduarda, uma criança de 11 anos, linda, com os olhos vivos e expressão constante de felicidade no rosto,

que estava distribuindo panfletos com textos de sua autoria. Vejam fragmentos de alguns dos textos de Maria Eduarda:

“Roubo, crise econômica, falta de dinheiro, ausência de segurança, ruas, cidades, estados, todos sem saúde, educação. Vamos todos então para greve geral”;

“Você sabia que nosso querido presidente Temer está acabando com as leis trabalhistas? Aquelas que nós conquistamos com suor e luta. Vamos ter que trabalhar 12 horas por dia e se aposentar com praticamente 70 anos”;

“Quantas vezes você viu no jornal as pessoas falando de tanto dinheiro desviado que você perdeu a noção? Pois é, e é por isso que eu queria sua presença na greve geral. Vamos para Brasília”.

Encontrar com Maria Eduarda, 11 anos, na luta, na busca de conscientizar a população, reforçou em mim o sentimento de esperança e responsabilidade com a próxima geração, e me lembrou de um antigo ditado árabe: “Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!”.

Este ditado se justificava, pois na época uma tamareira levava 100 anos para produzir os frutos, como causa e consequência, quem plantava tâmaras não colhia tâmaras daquela árvore plantada. Mesmo assim todos seguiam plantando e colhendo tâmaras, sem interromper o ciclo virtuoso. Uma geração pensando na outra.

Diante de tudo que estamos vivendo no nosso País, nossa maior preocupação deve ser, exatamente, com a próxima geração diante de tantas ações de desconstrução da soberania Nacional, da precarização dos direitos e da vida dos trabalhadores e também dos empreendedores. Podemos ressaltar algumas que

Atingem a todos nós:

* A reforma da previdência.

* A terceirização.

* A reforma do ensino médio.

* O congelamento dos investimentos na Saúde, educação e segurança por 20 anos.

Temos que acordar, temos que reagir!

Nós sentiremos nos próximos anos os malefícios de tais ações, porém a grande conta virá para os filhos e netos de todos. Acredito que temos que nos levantar e dizer ‘não’ a tudo isto. Que não seja por nós, mas pelo futuro do nosso País e dos nossos jovens.

Vamos todos juntos dizer ‘não’ às políticas que comprometem o futuro de cada um de nós, de todos nós e dos que virão.

Assim como Maria Eduarda, uma garota de apenas 11 anos, encontre o seu modo, o seu jeito, sua maneira de se expressar, mas não fique omisso! Saia da zona de conforto! Se é que existe alguém confortável com esta situação. Com certeza, a força que temos, se estivermos unidos, superará qualquer tirania.

Por um País com futuro!!!

Viva Maria Eduarda!!!

Carlos Neiva/Ex-secretário municipal da Prefeitura de Juazeiro (BA)

Artigo do leitor: “Os 53 anos do golpe militar de 1964”

Neste artigo enviado ao Blog, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) lembra os 53 anos do golpe militar (31 de março) que levou o país a mergulhar num longo período de ditadura.

Confiram:

Assisti, na minha adolescência, já trabalhando como telegrafista da Rede Ferroviária Federal, no dia 31 de março de 1964, na capital pernambucana, jeeps do Exército puxando pessoas amarradas em cordas, sobre pedras de calçamento, pela Avenida Guararapes, no Centro do Recife. Que coisa horrível.

O Presidente da República, João Belchior Marques Goulart, que chegou ao poder com a renúncia do então Presidente, Jânio Quadros, depois de submetido ao plebiscito do Sistema Parlamentarista de Governo, com uma vitória superior a 80% dos votos.

Em pouco tempo de governo, o Presidente João Goulart, dentre outras ações democráticas, no dia 13 de março de 1964, em um comício na Central do Brasil, propôs políticas de Reformas de Base, dentre elas um conjunto de medidas capazes de modernizar a economia e a sociedade brasileira e estabelecer a verdadeira promoção social, que o Brasil carecia, a partir de uma Reforma Agrária que atendesse aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, mais humildes e necessitados.

A reação das elites conservadoras, da ala reacionária das forças armadas e da igreja obscurantista foi fulminante. Tacharam esse plano de “comunista”, uma das mentiras mais ridículas de todos os tempos, e instalaram a ditadura no Brasil, que teve início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e durou por mais de 22 anos até a eleição de Tancredo Neves, em 1985.

Com o apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas do Brasil deram esse golpe, rasgaram a Constituição Federal e instituíram, durante mais de duas décadas, uma ditadura e um Estado terrorista, que cassava mandatos, prendia pessoas, censurava a imprensa e as artes, torturava e matava quem ousasse discordar ou reagir a esse absurdo.

Esses militares envolvidos, na época, justificaram o golpe sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país. Essa tomada do poder por parte dos militares, deu início à governação de 5 presidentes, todos eles pertencentes às chefias militares. Esse lamentável período da história do Brasil ficou conhecido como a abolição dos direitos constitucionais, que levaram à prisão os opositores desses governos ditatoriais.

O Regime Militar  foi o período da política brasileira em que militares conduziram o país. Essa época ficou marcada na história do Brasil, através da prática de vários Atos Institucionais que colocavam em prática a censura, a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta total de democracia e a repressão, àqueles que eram contrários ao regime militar.

Após a tomada do poder democrático pelos militares, foi estabelecido o Ato Institucional nº 1, o chamado AI-1, que dava ao governo militar o poder de modificar a constituição, anular mandatos legislativos, interromper direitos políticos, por até 10 anos e, demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente, qualquer pessoa que fosse contra a “segurança” do país, o “regime democrático” e a “probidade da administração pública”, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.

Durante o regime militar ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do Poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional, então obediente aos militares.

A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram reprimidos pela censura. Na década de 1960 se iniciou, também, um período de grandes transformações na economia do Brasil,  de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e do endividamento externo, que hoje chega ao absurdo. Golpe, nunca mais.

Gonzaga Patriota/Deputado Federal – PSB

(foto: Evandro Teixeira)

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