Suposto favorecimento na convocação de cargos temporários da prefeitura gera novo embate entre oposicionistas e governistas na Casa Plínio Amorim

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Deu o que falar mais uma vez na Casa Plínio Amorim o polêmico processo seletivo para preenchimento de cargos temporários na Secretaria de Educação (SEDU) de Petrolina, ocorrido no final de janeiro. Após as falhas que resultaram numa nova realização do certame, agora o líder da oposição, vereador Paulo Valgueiro (MDB) revelou um suposto “privilégio” de candidatos classificados nas últimas posições, que estariam sendo convocados na frente daqueles que obtiveram colocações bem melhores.

“Quem ficou na posição 70, 80 ou 100, ainda não foi chamado para trabalhar. Mas quem ficou depois de 300, já está sendo chamado. A gente quer entender o porquê”, afirmou Valgueiro. Ele disse ter recebido ontem (21) provas em anexo de sua denúncia, e garantiu que iria enviá-las ainda hoje ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). “Já estão no Ministério, desde o início, os erros cometidos no concurso. E vou encaminhar o material que recebi, porque se ficar comprovado mais esse erro, que o Ministério tome as medidas cabíveis”, declarou.

Valgueiro, no entanto, não citou nomes, o que serviu de munição para o contra-ataque dos governistas. Um deles foi Ronaldo Silva (PSDB). Considerando “muito grave” a denúncia, ele pediu a Valgueiro que apresentasse o nome de uma única candidata que teria sido favorecida, já que conhece várias pessoas que fizeram a seleção. “Gostaria que o senhor apresentasse essa professora que se classificou no número 300, e já está trabalhando, que eu faço de tudo para colocar a que passou em 90 no lugar dela. Porque quem acusa tem que trazer o ônus da prova”, afirmou.

Outro governista, Ibamar Fernandes (PRTB), foi ainda mais contundente. Ele disse que a denúncia do líder oposicionista “não procede”. Segundo ele, o que ocorreu é que muitas professoras selecionadas no processo de 2017 fizeram a seleção deste ano, e algumas também foram aprovadas, mas estão sendo chamadas primeiro aquelas pela seleção anterior. “Eu rasgo meu diploma se tiver acontecendo isso que ele (Valgueiro) está falando”, afirmou. “O governo está trabalhando com transparência”, completou.

Contestação

Presidente da Comissão de Educação, a vereadora Cristina Costa (PT) argumentou que no edital da Facape (organizadora do certame) a convocação se dá diretamente pela Seduc, mediante publicação no Diário Oficial do Município e no site da faculdade, além do encaminhamento para o e-mail do candidato. De acordo com Cristina, o edital não fala em duas chamadas para a convocação. Ela disse, no entanto, ter tomado conhecimento de que os mesmos convocados, que não apareceram na primeira vez, estão sendo chamados novamente, quando a prefeitura deveria convocar os outros pela ordem de classificação.

A vereadora revelou, na oportunidade, ter o nome de uma pessoa que se classificou acima da posição 300 e teria sido beneficiada. Ela afirmou que guardaria em sigilo o nome da candidata, porque iria primeiro averiguar a informação. “Estou indo pessoalmente onde ela está trabalhando, para averiguar se procede ou não procede”, declarou. Cristina, porém, contestou Ibamar em relação ao processo de convocação que estaria sendo feito, uma vez que se foi feita uma nova seleção para os temporários, os candidatos dessa seleção deveriam estar sendo priorizados.

2 COMENTÁRIOS

  1. Essa publicação nesse blog se confirma, pois hoje apos veiculação dessa notícia.
    A Secretaria de Educação meio que de improviso, convoca classificados para apresentar os documentos.
    Faltou incluir nessa publicação os classificados para Professor Alfabetizador e Secretário Escolar da Sede e do Interior.
    Que não chamam mesmo os mais bem classificados pedindo exoneração , todo mês tem uma exoneração.
    Cade o Ministerio Público, que eu saiba foi criado pra isso. Não e verdade?

  2. muitos que vão atras de trabalho no nova semente também dizem que só conseguem o trabalho por indicação de políticos e não por seus curriculum. dizem que tem pedagoga de auxiliar e quem tem magistério de professora. esta um absurdo essa gestão sem transparencia.

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