Fernando Filho apresentará em fórum mundial na Suíça investimentos em setor de energia e mineração

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, já está na cidade de Davos, na Suíça. Ele participará, juntamente com a comitiva do governo, nesta terça (17) e quarta-feira (18), do Fórum Econômico Mundial. O ministro apresentará as oportunidades de investimentos no setor energético-mineral do país.

O fórum contará com as maiores autoridades mundiais do setor de infraestrutura, além de investidores, bancos e representantes dos governos. O ministro também terá reuniões com presidentes de grandes indústrias e empresas de energia, mineração e petróleo.

Amanhã, após cumprir agenda de reuniões, o ministro participa do jantar “Agentes de Mudança no Sistema Energético”, quando serão debatidos os fatores de mudanças tecnológicas, econômicas e geopolíticas que estão mudando e impactando o sistema energético mundial.

Na quarta, Fernando Filho será um dos debatedores da mesa redonda “Desencadeando o Poder da Quarta Revolução Industrial no Sistema Energético”, exclusiva para ministros de energia e CEOs de empresas desse segmento. No evento, os participantes irão analisar as mudanças como a descentralização da geração elétrica, a digitalização e modernizações na operação do sistema energético e como essas novidades devem ensejar mudanças regulatórias e no perfil de atuação das empresas.

Mineração

Em seguida, o ministro será um dos facilitadores da reunião de ‘Governantes para Mineração e Metais: Panorama Político’. Fernando Filho é uma das autoridades convidadas a comentar o assunto. Na pauta estarão as formas de se potencializar o setor mineral, em um cenário de redução do preço das commodities. Como orador, Fernando Coelho participa da sessão interativa “Catalisando infraestrutura de energia internacional para melhorar a segurança energética”. A sessão tem o objetivo de aprofundar em pontos como as melhores práticas de impulsionar investimentos, como aprimorar os planejamentos nacionais e ampliar interconexões regionais, e formas de atrair financiamento. (foto: Assessoria/divulgação)

Enquanto isso…

Chegada do ano novo já foi comemorada em algumas partes do mundo

A chegada de 2017 já foi comemorada em algumas partes do mundo, por conta do fuso horário. (mais…)

Artigo do leitor: Fidel Castro, uma análise realista

fidel castroNeste artigo, o jornalista Machado Freire faz uma análise realista, sem jogar confetes nem atirar pedras, acerca do líder cubano Fidel Castro, que morreu no último sábado (26), aos 90 anos de idade.

Confiram:

Eu não queria falar de Fidel Castro – nem contra nem a favor do político, do ser humano e muito menos do ditador.

Acho que muita gente deles é que tem até obrigação se de explicar por que “amavam Fidel” e outros, por que “detestavam” o líder cubano.

Não me coloco em nenhuma dessas situações, mas também não fico em cima do muro. Posso até já ter votado nulo ou em branco, mas a minha posição política e ideológica, jamais foi omitida!

Com origem sertaneja, sou da época em que na minha juventude – logo na segunda adolescência, apesar das limitações que tínhamos na comunicação (era o rádio, o cinema e, aqui ou acolá, um jornalzinho) havia motivos para cada um acompanhar a mesmice do coronelismo (com tendência udenista-patriarcal), ou optar pelo lado contrário, como esquerda consciente.

Sempre aparecia uma ou outra “alma perdida” que vinha da capital e nos estimulava a fazer uma opção política. E o ápice foi a ditadura de 64, que “separou o joio do trigo”, com as consequências que a história nos reserva.

Então, por que negar ou omitir que as lideranças dos Estados Unidos, União Soviética e Cuba não nos influenciaram politicamente? Só os indiferentes (e são poucos) não provaram desse “mingau delicioso”, jamais esquecido!

Não interessa detalhar que fulano ou beltrano era assim ou assado; ligado ao imperialismo ianque ou à esquerda soviética ou cubana. Todos temos o livre arbítrio e, mesmo debaixo do cacete, haveremos de levar nossos princípios e tendências para a sepultura. Os covardes têm outra opção/convicção!

Para me situar mais ou menos neste fato – que o mundo inteiro acompanhou – elogiando ou criticando, não posso deixar de emitir a minha modesta avaliação.

Fidel Castro foi um grande líder que exerceu um papel espetacular, juntamente com Guevara, no momento em que derrubou a ditadura de Batista e passou a organizar o povo cubano. Mas se transformou em ditador sanguinário (negando suas mais importantes promessas ao povo cubano e do mundo), na medida em que passou a ter a Ilha como uma propriedade privada e a praticar todas as crueldades que tiveram origem no desgovernos dos seus principais adversários do passado.

Ninguém é dono do destino de ninguém. O ser humano não pode, em nenhuma hipótese, ser tratado como propriedade privada, seja lá de quem for.

Um país sem liberdade não pode ser comparado nem a uma pocilga.

Machado Freire/Jornalista

Morre aos 90 anos líder cubano Fidel Castro

aaklygb

O líder cubano Fidel Castro morreu aos 90 anos de idade, informou neste sábado (26) seu irmão, o presidente de Cuba Raúl Castro, em um discurso pela televisão estatal. “Com profunda dor é que compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz“, disse Raúl Castro, visivelmente emocionado.

O presidente cubano disse que o corpo do líder histórico da Revolução será cremado, segundo sua “vontade expressa”, e que nas próximas horas divulgará ao povo a “informação detalhada sobre a organização da homenagem póstuma a Fidel”.

As últimas imagens de Fidel Castro são do último dia 15, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang; e a última vez que ele foi visto em um ato público foi no dia 13 de agosto, por ocasião da comemoração de seu 90º aniversário, em um evento no Teatro Karl Marx, em Havana.

Naquela ocasião, Fidel apresentou um semblante frágil, vestido com um moletom branco e acompanhado pelo seu irmão Raúl e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Desde seu aniversário, recebeu também em sua residência outros líderes, como o presidente do Irã, Hassan Rohani; de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa; e os primeiros-ministros do Japão, Shinzo Abe; da China, Li Keqiang, e Argélia, Abdelmalek Sellal.

Em abril, durante o 17º Congresso do Partido Comunista de Cuba, Fidel Castro também reapareceu e fez um discurso que soou como uma despedida, onde reafirmou a força das ideias dos comunistas. “A hora de todo mundo vai chegar, mas ficarão as ideias dos comunistas cubanos, como prova que neste planeta se trabalha com fervor e dignidade, é possível produzir os bens materiais e culturais que os seres humanos necessitam, e devemos lutar sem descanso para isso”, afirmou Fidel Castro na ocasião.

Líderes e personalidades políticas lamentam

Confiram o que algumas personalidades mundiais tem falado sobre o falecimento do líder:

Na madrugada deste sábado (26), o presidente do México Enrique Peña Nieto escreveu: “Fidel Castro foi um amigo do México, promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade.”

Em outro post nas redes sociais, Peña Nieto escreveu: “Lamento a morte de Fidel Castro Ruz, líder da Revolução Cubana e referência emblemática do século XX”.

A famosa blogueira cubana Yoani Sanchez postou a imagem do presidente Raúl Castro fazendo o pronunciamento sobre a morte do irmão na televisão estatal. Ela escreveu: “#Cuba Rául Castro no momento de informar a morte de Fidel Castro.”

O Presidente do Equador, Rafael Correa, também publicou no Twitter. “Foi-se um grande. Morreu Fidel. Viva a Cuba! Viva à América Latina!”, escreveu.

Em mensagens publicadas no ‘Twitter’, o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, disse que o líder cubano e o venezuelano Hugo Chávez “deixaram aberto o caminho” para a libertação dos povos.

O chefe de Estado venezuelano indicou ainda ter falado já com o seu homólogo cubano, Raúl Castro, a quem transmitiu “solidariedade e amor ao povo de Cuba face à partida do Comandante Fidel Castro”. (fontes: EFE/Notícias ao Minuto/foto reprodução)

Artigo do leitor: “A crise institucional e a conjuntura mundial”

MarcioNeste artigo enviado ao Blog, o Professor Márcio Araújo (foto) faz uma análise sobre a crise institucional no Brasil e a conjuntura para o ano de 2017, a partir de fatos como a eleição do republicano Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Boa leitura:

O final do ano de 2016 se aproxima, mas não paramos de ter movimentos político-econômicos apreensivos. Os desdobramentos dos fatos político-judiciais e dos eleitorais internacionais e municipais, tem tornado a cena econômica cada vez mais nebulosa, confusa, dir-se-ia até ciclotímica.

Os resultados das eleições nos EUA, com a inesperada vitória do candidato republicano pôs novamente em evidência preocupações com eventuais cenários político-econômicos internacionais que prejudiquem relações comerciais ou mesmo incitem nova onda de conflitos ou sabe-se lá o quê (tomara que nada de grave!), tal qual na experiência passada na última gestão republicana na Casa Branca.

O atual presidente americano (democrata) encerra um mandato visitando a Grécia, berço da democracia, concluindo um tempo no qual se tentou, ainda que simbolicamente, imprimir uma gestão de menos agressividade (comum aos EUA) em todos os sentidos, mas não tão exitosa, inclusive sem se evitar as continuadas ações preconceituosas, racistas e discriminatórias, embora tenha superado a crise econômica de 2008/09.

No Brasil o resultado das eleições municipais também permitiu análises com relação a um possível novo entendimento da sociedade e suas expectativas quanto às ações político-governamentais, o que pode estar sinalizando um desejo de mais “conservadorismo”, ou um posicionamento de se rechaçar posturas mais libertárias ou inovadoras. Isso pode ter ficado evidente nas principais capitais brasileiras, onde candidatos de pouca tradição política ou com posturas mais conservadoras se elegeram com relativa facilidade, ainda que a abstenção tenha sido muito grande e preocupante.

Entretanto convém salientar que, ao mesmo tempo, continua a ser observado um movimento judicial-policial de investigação-punição de lideranças políticas e empresários, alimentando-se uma continuada crise político-institucional na qual se observa que os brasileiros parecem ficar cada vez mais órfãos de lideranças e de instituições/organizações saudáveis.

Se por um lado alguns alegam que essa turbulência pode fortalecer as instituições, por outro há quem considere o aumento da sua fragilidade quando se observa ocorrências em que lideranças “batem boca” publicamente, com acusações mútuas, como os casos recentes envolvendo senadores com juízes de primeira instância, senadores com ministros de Estado, juízes de última instância discutindo com juízes de última instância, ex-governadores e importantes deputados federais sendo presos, grandes empresários tendo que delatar pra fugir da prisão, enfim…

Se algo nos conforta, é que parece que a crise não é só nossa. Muitos americanos e lideranças e segmentos de demais países também ficaram apreensivos com o resultado da eleição lá nos EUA, fazendo inevitável paralelo com a eleição e reeleição do último republicano e os fatos e desdobramentos decorrentes. É possível lembrar um editorial do jornal francês “Le Monde” num daqueles dias, que abertamente criticava a postura da sociedade americana em ter elegido e reeleito o candidato de então. Cabeça de eleitor é complicada…

Mas, enfim, não há bola de cristal que possa prever 2017. Em termos econômicos, principalmente. Todas as previsões feitas para os últimos anos erraram feio, salvo exceções bem exclusivas e pessimistas. A crise institucional, no Brasil tem trazido profundas feridas cuja cicatrização demorará muito a acontecer. Os seus impactos negativos na economia não têm sido desconstruídos. De resto é observar e torcer pra deixar de piorar. Parece que não temos a quem recorrer.

Márcio Araújo/Economista e Doutor em Administração

Biocombustível é mecanismo fundamental para reduzir emissões de poluentes no setor de transporte, aposta senador FBC

fbc-cop-22

Relator da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) e grande defensor de uma maior participação das fontes renováveis na matriz energética nacional, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) avaliou na quinta-feira (17) – há poucas horas do encerramento oficial da 22ª Conferência das Partes (COP-22) da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima – que a Plataforma Biofuturo, lançada na quarta-feira (16) pelo governo brasileiro, em Marrakech (capital do Marrocos, na África), é uma das principais contribuições do Brasil à COP-22. Projetada para ter como base a geração de biodiesel e etanol, a plataforma representa, na avaliação de Fernando Bezerra, um mecanismo fundamental para a redução das emissões de gases de efeito estufa; especialmente, no setor de transporte urbano e de cargas pesadas.

Com o lançamento da Plataforma Biofuturo, demos um grande passo no sentido de sensibilizar o mundo (sobre os biocombustíveis) e transformar o etanol, por exemplo, numa verdadeira commodity (bem produzido em massa e direcionado ao comércio exterior), com o apoio de países como os Estados Unidos, a França, a China e a Índia“, destacou o senador, ao fazer uma análise sobre a participação do Brasil na COP-22. “Esta plataforma teve uma forte repercussão na Conferência de Marrakech, já tem a adesão de 20 nações e deverá ter liderança brasileira“, completou Bezerra Coelho, ao final de encontro de balanço da COP-22 pela delegação brasileira, sob a coordenação do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

A reunião contou com a participação de parlamentares e representantes do Executivo, como as senadoras Lídice da Mata (PSB-BA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); os deputados Nilto Tatto (PT-SP) e Evandro Gussi (PV-SP); e o subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, além de Fernando Bezerra e o ministro Sarney Filho.

COP-22 

Iniciada oficialmente no último dia 7, no Marrocos, a Conferência da ONU sobre Clima termina hoje (18). Para o senador Fernando Bezerra, o Brasil novamente foi protagonista em mais esta COP, cujo principal objetivo foi regulamentar o “Acordo de Paris”. Estabelecido ano passado, na França, o Acordo entrou em vigor no último dia 4 com a meta central de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta para limitar a elevação da temperatura da terra em, no máximo, 2ºC até 2050. (foto: Assessoria/divulgação)

Artigo do leitor: “Donald Trump, o Brasil e o Vale do São Francisco”

pedro-netoA vitória do bilionário Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, semana passada, deve ser vista com cautela, sobretudo para os exportadores de frutas do Vale do São Francisco. A análise é do empresário Pedro Neto (foto), que nos enviou este artigo sobre o assunto.

Confiram:

O mundo acordou surpreso na ultima quarta feira (09), com a eleição do 45º presidente americano eleito, o Republicano Donald Trump.

A vitória que parecia improvável se confirmou. E qual o reflexo da escolha de Trump para o Brasil e a região do Vale do São Francisco? A perplexidade do mercado diante da vitória de Donald Trump levou as bolsas a caírem pelo mundo e o dólar a subir.

Historicamente, nossas relações comerciais com Republicanos são melhores porque eles são menos intervencionistas, e isso ganha força com o perfil do novo presidente eleito, que é um empresário e homem de negócios.

É preciso ficar atento para a imprevisibilidade da política externa americana no futuro, pois poderemos ter dificuldades no setor de exportações, caso o presidente mantenha na pratica uma postura “protecionista” dos produtos norte-americanos, como prometeu durante a campanha. Aqui em nossa região, nosso produto para eles é alimento, na medida em que não tem escala de produção e qualidade. Por conseguinte, não há uma competição.

Cerca de 85% da exportação da manga nacional sai do Vale do são Francisco, sendo que 22% de toda produção de desloca para o mercado externo. Os EUA são o segundo maior destino do nosso produto, com 25% de participação, ficando atrás da Europa, com 70%, restando 5% para o mercado asiático.

Em curto prazo no mercado externo seremos muito mais afetados, caso a PEC 55 dos Gastos não passe no Senado, do que a própria eleição do presidente norte-americano. Especialistas têm afirmado, inclusive, que a eleição de Trump não deve alterar significativamente a tendência de queda da taxa de juros (Selic) no Brasil, mas pode fazer com que essa queda se torne menos rápida.

No momento, o mercado se estressa e reajusta preços, entre outras oscilações. “Treino é treino e jogo é jogo”. E o jogo por aqui já está sendo jogado, enquanto lá o juiz dará o apito inicial. Voltemos nossa atenção para casa, e com tranquilidade aguardemos.

Pedro Neto/Empresário, Administrador de empresas e Especialista em Gestões Empresarial, de Finanças e de Obras

Enquanto isso…

trump-eleito-presidente

Enquanto isso…

aroeira

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br