Crianças da rede municipal de Bodocó participam de brincadeiras em parque da Festa de Março

A Prefeitura de Bodocó, no sertão do Araripe, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, proporcionou acesso dos alunos ao parque de diversões, que está instalado para o maior evento da cidade, a Festa de Março. A alegria da criançada foi proporcionada nesta quarta, 23, durante passeio na área do evento.

Aluna da Escola São Francisco, Ana Kelly, de oito anos de idade, estampava um largo sorriso, ao andar no carrossel e disse que estava muito feliz em poder brincar no parque.

O prefeito Túlio Alves (DEM) foi conferir a atividade das crianças e demonstrou-se surpreso com tamanha alegria da criançada. “O parque fica na cidade durante a Festa de Março, muitas crianças sonham em brincar nessa estrutura, mas a maioria delas não pode, devido aos pais não terem condições financeiras. Pensando nisso, proporcionamos este dia de lazer e diversão com muito carinho”, comemorou o gestor.

Compesa realiza intervenção na zona oeste de Petrolina e abastecimento só deve ser reestabelecido até domingo

A Compesa iniciou nesta quarta-feira (23), uma intervenção para melhorar o abastecimento de água na zona oeste da cidade de Petrolina, no Sertão do São Francisco. A companhia enfrenta dificuldades na captação de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) Vitória em função da redução da vazão e regularização da Barragem de Sobradinho, no município de Casa Nova, na Bahia, o que provocou uma queda significativa no nível do Rio São Francisco.

Por este motivo, o volume de água retirado no canal de entrada de captação na ETA Vitória reduziu em 50%, afetando diretamente o abastecimento de 100 mil pessoas nos bairros de João de Deus, Cosme Damião, Santo André, Portal da Cidade, São Gonçalo, Jardim Imperial, Jardim Guanabara, Alto da Boa Vista, Rio Claro, Jardim Petrópolis, Cohab VI, Rio Corrente e Jardim Guararapes.

A alternativa encontrada pela Compesa para aumentar a retirada de água no local foi aprofundar esse canal de entrada na ETA Vitória. Uma equipe de 10 técnicos foi mobilizada para executar a intervenção, que será finalizada até às 17h de amanhã (24). A previsão é restabelecer o fornecimento de água para os bairros até o domingo (26), de forma gradativa. (Foto: Ascom)

Petrolina terá novo centro de atendimento para beneficiários do Bolsa Família

O prefeito Miguel Coelho inaugura, nesta sexta-feira (24), a Casa Bolsa. O equipamento será o novo centro para atender todas as demandas dos mais de 30 mil beneficiários do programa Bolsa Família em Petrolina. O evento ocorre, às 10h, na Avenida Tancredo Neves, Centro.

Atualmente, o atendimento do Bolsa-Família é feito na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social. Toda a estrutura e funcionários do antigo equipamento destinados a este serviço social serão realocados para a Casa Bolsa.

No novo espaço, os beneficiários terão mais conforto e acessibilidade. Além de estar situado próximo a bancos, fórum, cartórios, cinema e lojas, a Casa Bolsa contará com um ambiente climatizado, brinquedoteca, mobília e equipamentos para assegurar o bem estar das pessoas durante o  tempo de espera.

O horário de funcionamento aos beneficiários do Bolsa Família no novo equipamento continuará  das 8h às 13h. Contudo, a Prefeitura já planeja estender o serviço na Casa Bolsa para o horário da tarde. (Foto: Ilustração/Ascom)

Gonzaga Patriota diz ser contra terceirização em todas as atividades do mercado de trabalho

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) justifica por que não participou da votação do projeto de lei que permite terceirizar todas as atividades trabalhistas. Conforme o parlamentar, ele viajou por volta das 19h desta quarta-feira (22) para o estado, no intuito de acompanhar a comitiva do governador Paulo Câmara (PSB-PE) no seminário Pernambuco em Ação. Por este motivo, o parlamentar se ausentou das votações do Projeto de Lei 4302/98, que permite o uso da terceirização em todas as áreas (atividade-fim e atividade-meio) das empresas.

Apesar da ausência, o socialista destaca que é contrário à proposta aprovada pelos demais legisladores. “Não é verdade que me omiti ou sou favorável à PEC 4302/98. Só não pude ficar em Brasília até às 22h para votar contra esse projeto da Terceirização. Em 2015, aprovamos um projeto que regulamenta a terceirização para atividades-meio. Este texto, inclusive, já está no Senado e é totalmente diferente da que contém todas as atividades”, argumentou o deputado.

Segundo Patriota, nunca houve uma lei específica para a terceirização. O tema vem sendo regulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, através da súmula 331, de 2003. Segundo o dispositivo, a terceirização é possível apenas se não se tratar de uma atividade-fim. Em outras palavras, o objetivo principal da empresa.

“A proposta que está nas mãos do Senado desde 2015, vai regulamentar a terceirização, trazendo benefícios aos trabalhadores e garantindo-lhes segurança jurídica”, defendeu.

Dos 25 deputados pernambucanos, além de Gonzaga, também se ausentaram da votação os deputados Adalberto Cavalcanti (PTB), Tadeu Alencar e João Fernando Coutinho, ambos PSB e Kaio Maniçoba (PMDB). (Foto: Ascom).

Miguel desmistifica polêmica sobre o São João 2017: “Serão 13 dias de festa, quatro nos bairros e nove no pátio oficial”

A matemática entra em campo para pôr fim à polêmica de quantos dias serão de festa no São João 2017 em Petrolina. E quem resolveu fazer a conta direitinho para que todos vejam que matemática é ciência exata, foi o prefeito Miguel Coelho (PSB), durante sua entrevista na transmissão ao vivo pela página do Blog no Facebook, ocorrida na tarde desta quarta-feira, 22.

Conforme o prefeito houve uma confusão nas cabeças das pessoas depois que ele disse que o São João este ano seria iniciado dia 16 de maio com o retorno dos festejos nos bairros, e que de 16 a 24 de junho, a festa vai acontecer no pátio oficial Ana das Carrancas.

“Quem critica que são 34, 35, 39 dias de festa, simplesmente não esta sabendo fazer a conta, porque o que anunciamos e que iriamos iniciar o período junino mais ou menos em 16 de maio nos bairros, indo até  16 de junho que é quando começaremos a festa no pátio oficial que vai de 16 a 24 de junho. Mas esses quatro finais de semana não quer dizer que serão todos os dias de festa, ninguém aguenta, a Prefeitura iria quebrar”, assinalou o gestor.

 A proposta, conforme Miguel Coelho é a retomada do São João dos Bairros quando serão escolhidos quatros bairros nas quatro regiões da cidade, para que um dia em cada final de semana, haja os festejos juninos nesses locais.

“É fazer o São João em cada bairro, para movimentar a economia para que a gente possa valorizar o artista local, enfim, para poder resgatar os desafios da rua mais ornamentada, quem fazia a melhor quadrilha, a dança mais bonita, valorizar o artista do bairro. Então, se for juntar todos os dias de festa e somar, são quatro dias nos bairros e mais nove no pátio de evento. Então são 13 dias de festa”, ressaltou o prefeito petrolinense.

Miguel comentou que fará a festa junina em Petrolina, ampliando os festejos e tudo dentro do controle, e ainda assim, economizando se comparar com o que se investiu na festa no ano passado.

“Não estamos fazendo nada fora do controle e, outra, mesmo com a volta do São João dos bairros, conseguiremos reduzir em R$ 1 milhão o que foi investido na festa no ano passado. Portanto, é fazendo mais, gastando menos e fazendo melhor, e ainda por cima, valorizando a cultura dos bairros e a cultura local”, concluiu o prefeito.

Governador anuncia construção do Hospital Geral do Sertão em Serra Talhada

Em visita ao sertão do Pajeú nesta quinta-feira (23), o governador Paulo Câmara ( PSB) visitou o terreno onde será construído, em Serra Talhada, sertão do Pajeú, o Hospital Geral do Sertão (HGS). A área fica às margens da BR-232. Na ocasião, Câmara autorizou o lançamento do edital para a elaboração do projeto do novo equipamento, que contará com um investimento de R$ 35 milhões e terá capacidade para realizar 462 internamentos por mês. A previsão é de que as obras tenham início em janeiro de 2018 e sua finalização aconteça em dezembro do mesmo ano.

“Vamos buscar ampliar o serviço e, ao mesmo tempo, ter na região uma unidade de referência, diminuindo a distância entre os serviços médicos ofertados no Estado, principalmente nos atendimentos de urgência e emergência. O intuito de construir aqui, em Serra Talhada, foi estratégico pela sua posição geográfica, pela consolidação de um polo médico que já existe. Ele será fundamental para melhorar a qualidade do serviço público de saúde e atender uma demanda que hoje existe”, pontou o governador.

Paulo destacou a importância das parcerias na construção de uma gestão de sucesso e que chegue a todos. “A gente espera entregar essa obra até o final de 2018, e a gente espera ter condições de melhorar os serviços ofertados e de saber que os desafios da saúde não se restringem apenas à construção de hospitais, mas à eficácia do atendimento, das boas parcerias do Estado com o município”, registrou.

Quando concluída, a unidade irá atender uma demanda média de 462 internamentos por mês. A estrutura vai contemplar cinco salas de cirurgia, 60 leitos de internamento e dez leitos de UTI, com possibilidade de expansão para um total de 120 leitos de internamento e 20 leitos de UTI. Ao todo, serão 8 mil m² de área construída, com possibilidade de expansão para 12 mil. O atendimento ambulatorial contará com as especialidades de traumato-ortopedia, clínicas geral, cardiológica, neurológica e cirurgia geral.

Além de Serra Talhada, o HGS abrange os municípios de Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Flores, Floresta, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, e Triunfo. O que representa uma população de mais de  236 mil habitantes, que serão beneficiados com o funcionamento do novo hospital.

“Essa obra será um divisor de águas para a saúde do Pajeú, que sente a falta de um equipamento como esse, bem estruturado e moderno. Serra terá uma nova perspectiva a partir de agora”, afirmou o prefeito Luciano Duque (PT). (Foto: SEI/Imprensa/GovPE)

 

Conselho de Turismo de Petrolina é reativado e já tem novo presidente

Após quase quatro anos desativado, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Petrolina voltou a exercer suas atividades. O primeiro passo ocorreu com a eleição da nova diretoria do colegiado. O diretor de Turismo de Petrolina, Marcus Pamponet, foi eleito presidente, ficando como vice-presidente, Glaucineide Ferreira, empresária do setor hoteleiro na região.

A secretária de Turismo, Esporte e Cultura, Maria Elena Alencar, informou que a posse acontecerá o mais rápido possível para que também, através do Conselho, se possa potencializar o turismo em Petrolina. “A expectativa é que o Comtur nos ajude a orientar, planejar e promover o turismo na nossa região. Já estamos definindo estratégias para desenvolver o potencial turístico no Vale do São Francisco”, argumentou.

O conselho, que é deliberativo e consultivo, é formado por entidades públicas e privadas e discute as diretrizes do turismo em Petrolina. É composto por membros de vários segmentos da sociedade e visa consolidar parcerias e proporcionar, por meio de suas ações, o envolvimento e o comprometimento dos mais variados setores sócio-econômicos do município no fomento da atividade turística.

Na reunião estiveram presentes os representantes e suplentes do Conselho, dirigentes de associações da cidade e pessoas ligadas aos setores que envolvem o turismo como: hotelaria, bares e restaurantes e agências de viagens. (Foto: Ascom)

Em reunião da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, Fernando Bezerra defende retomada de leilões de energias renováveis

Presidente e relator da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional em 2015 e 2016, respectivamente, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) prestigiou, nesta tarde (22), a eleição dos novos dirigentes do colegiado. O senador Jorge Viana (PT-AC) presidirá a comissão e o deputado Sergio Souza (PMDB-PE) será o vice-presidente da CMMC, este ano. Durante a reunião, Fernando Bezerra – membro titular do colegiado – apresentou três sugestões de agendas de trabalho para os próximos meses; entre elas, a discussão da retomada dos leilões de energia solar e eólica pelo governo federal.

“A Comissão pode fazer uma pressão positiva do Parlamento sobre o Executivo, de forma a mostrarmos que o Congresso está atento a esta importante medida ambiental e econômica para o país”, destacou o líder do PSB no Senado e que apoia a ampliação das “energias limpas” (renováveis) na matriz energética nacional. Neste contexto, Bezerra Coelho propôs que a comissão convide o ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Filho, para uma audiência pública que esclareça as perspectivas do governo sobre o restabelecimento destes leilões.

Ao lembrar que este ano a Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992) completa 25 anos, o senador defendeu, como segunda sugestão de agenda de trabalho, que o colegiado afine – com os ministérios do Meio Ambiente e de Relações Exteriores, além do MME – as metas brasileiras que serão apresentadas na 23ª Conferência da ONU sobre Clima, a COP-23.

“O Brasil tem tudo para ser, novamente, protagonista no encontro deste ano das Nações Unidas e liderar a agenda mundial de proteção ao meio ambiente”, ressaltou o socialista. Sob a presidência de Fiji, a COP-23 será realizada na cidade alemã de Bona, antiga capital da Alemanha e sede do Secretariado do Clima da ONU.

A terceira medida proposta hoje à CMMC pelo senador Fernando Bezerra foi uma visita de integrantes do colegiado aos Estados Unidos. O objetivo, segundo explicou o líder do PSB, é aproximar o Brasil de estados norte-americanos contrários à posição do presidente Donald Trump em relação à agenda ambiental. Conforme observou Bezerra Coelho, o orçamento de Trump prevê cortes drásticos dos recursos destinados à Agência de Proteção Ambiental; retira o financiamento de ações vinculadas às mudanças climáticas, eliminado o Plano de Energia Limpa; e reduz investimentos em programas sobre qualidade da água e do ar.  (Foto: Ascom)

Artigo do Leitor: E se a operação “Carne Fraca” da Polícia Federal fosse em Petrolina

O servidor público e Bacharel em Direito, Alex Sidney, leitor do Blog, aponta neste artigo, porque contesta os que defendem a reabertura do matadouro público de Petrolina. Ele faz questão de deixar claro no texto, justificando cada argumento de sua posição contrária a essa questão que vem sendo debatida na cidade já há alguns meses. Confira:

Petrolina é uma cidade encravada no sertão pernambucano, conhecida pela robustez econômica, dinamismo e pioneirismo. Contudo, como tudo na vida, tem fragilidades típicas das cidades Brasileiras, algumas correlacionadas às metrópoles, como a escalada da violência e desordenamento da ocupação urbana e outras comuns às pequenas cidades. É sobre uma dessas fragilidades que vamos nos ater nessas poucas linhas: A qualidade e origem da carne consumida na cidade.

Contrariando seu histórico de vanguardismo, por décadas a Município manteve funcionando um abatedouro público às margens do Velho Chico, sem a mínima condição de higiene, que exalava por muitos bairros da cidade um forte odor característico de carne apodrecida. Esse odor causava uma grande dúvida aos munícipes, se era produzido por um curtume ou pelo matadouro localizado na mesma região. O tempo passou, o matadouro foi fechado pelo Governo Júlio Lóssio e a questão foi resolvida: sim, àquele cheiro de carniça que torturava vários bairros vizinhos e universidades próximas eram provenientes do Matadouro mantido pelo poder público municipal.

Mas a poluição do ar não era o único problema do matadouro público, vez que as suas instalações serviam para um produtivo criadouro de urubus, moscas e outros animais não desejáveis em locais que se prestam a produzir os alimentos que consumimos. Além dessas mazelas, a vizinhança mais próxima era obrigada a conviver com os ritos macabros dos aboios dos algozes levando os animais para o abate e o grito agonizante das vítimas, que sucumbiam em um abate desumanizado. O Velho Chico, vizinho mais antigo, também reclamava do derrame em suas águas dos resíduos do abate.

Apesar dos absurdos acima narrados, a vigilância sanitária, órgão subordinado ao município, logicamente, jamais interditou o matadouro de seu patrão. A agência sempre se mostrou eficiente contra empresas privadas ou pequenos produtores de doce de leite e afins. Da mesma forma, outros órgãos de fiscalização de mostraram igualmente ineficientes em fechar o matadouro público, monumento medieval do atraso e da falta de sanidade da carne consumida em Petrolina.

Passaram-se os governos e finalmente a gestão Lóssio tomou uma medida ao mesmo tempo barata, inteligente e republicana. Fechou o matadouro e encaminhou o abate de animais para vizinha cidade de Juazeiro/BA, dotada de um frigorífico industrial com Selo de Inspeção Federal. Com uma só medida melhorou a qualidade da carne consumida na região, economizou para o município os altos custos com a manutenção do matadouro público, acabou com o conflito de interesse da vigilância sanitária municipal fiscalizar um equipamento do próprio município. Os apreciadores de carnes saudáveis, o ar, o velho chico e os vizinhos do antigo matadouro público, agradeceram.

Mas alguém reclamou. Nada é bom para todos, e um grupo de marchantes, capitaneado por alguns vereadores, fizeram dessa acertada medida palanque eleitoral e propuseram o absurdo, reabrir o matadouro público.

Quais os argumentos –  1. A carne de Petrolina não pode ser abatida em Juazeiro; 2. É mais caro abater no frigorífico certificado; 3. Pais de família ficarão sem emprego; 4. Aumentou o abate clandestino.

Pois bem, vamos analisar os argumentos:

1.        Por que a carne não pode ser abatida em Juazeiro? Melhor uma carne certificada de lá ou de um matadouro medieval de Petrolina. Ocorre que para se manter um frigorifico industrial certificado se faz necessário demanda, e se Petrolina sozinha contiver essa demanda, surgirão empresas interessadas em instalar-se em Petrolina. Enquanto isso, tirando o bairrismo fora de moda, nada impede que as cidades compartilhem os serviços, pois é melhor uma das cidades ter um aeroporto de ponta que as duas contarem com portos fluviais meia boca. Melhor um frigorifico certificado em Juazeiro que as duas cidades com matadouros medievais;

2.        De fato, é mais caro abater em um frigorífico certificado, mas acredito que ninguém em seu juízo perfeito prefira pagar alguns centavos a menos, por quilo, para ter uma carne de origem duvidosa;

3.        Os empregos como magarefe em um matadouro medieval como o de Petrolina têm que acabar, e os trabalhadores devem se reinventar na mesma cadeia produtiva ou em outra, assim como a tecnologia fez e fará em vários outros setores. Não dá para frear o avanço tecnológico em nome de um pequeno grupo que se recusa a evoluir.

4.        O combate ao abate clandestino é função e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, não se podendo reabrir um abatedouro com condições piores que os abates clandestinos para combater a prática ilegal. Em suma, o abate clandestino é ilegal, mas o abate no matadouro de Petrolina era ilegal vez que nunca atendeu as rígidas exigências sanitárias do Ministério da Agricultura (além de poluir o ar e ter sua criação de urubus e moscas), e imoral porque o poder público municipal bancou com nossos recursos a ocorrência de todos os fatos denunciados nesse pequeno artigo.

Por fim, conclamo o Prefeito Miguel Coelho à razão, para que veja a política para o bem de todos e não de um pequeno grupo e que se atenha em fazer a cidade avançar e não retroceder em um ponto tão importante. Antes de tomar decisão analise as seguintes questões:

O município de Petrolina vai dar licença ambiental de operação para o matadouro voltar a funcionar?

Vai ter estudo de impacto de vizinhança?

A Vigilância Sanitária Municipal/Estadual e Federal vão atestar inicialmente e depois regularmente a qualidade dos abates?

O matadouro vai ter Selo de Inspeção Federal?

O Ministério Público Federal vai aceitar a reabertura do equipamento em Área de Preservação Permanente?

Qual vai ser o custo para os cofres do município para reinstalação do matadouro? E o custo mensal para o município da sua operacionalização?

Dizem que essa medida é provisória, que o município pretende fazer um matadouro em outro local. Gastar esse valor de forma precária e provisória no antigo atende os princípios constitucionais de moralidade e eficiência, ao anseio dos eleitores que seus representantes tratem com zelo pelos recursos públicos?

Aguardamos sinceramente uma honesta reavaliação da decisão.

Alex Sidney – Servidor Público, bacharel em administração e Direito

Moradores da Vila Eduardo reclamam de pipeiros

Os moradores que residem nas proximidades do 72 BI do Exército, precisamente perto da Avenida Cardoso de Sá, bairro Vila Eduardo, zona leste de Petrolina, estão na bronca com os pipeiros da Operação Carro Pipa. Em nota enviada ao Blog, eles alegam que os caminhões estão sendo estacionados em frente às garagens, causando transtornos para quem precisa sair de casa ou estacionar ao chegarem nas residências.

A população pede a presença da Ammpla urgente para ordenar o local.

 

 

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