Reitor da Univasf reduz até funcionamento de condicionadores de ar e desabafa sobre bloqueio de recursos: “Está impraticável”

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Foto: Blog do Carlos Britto

O reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Julianeli Tolentino, descreveu o pior cenário possível para a instituição no atual momento que atravessa o país. De acordo com o reitor, desde o bloqueio de mais de 30% no orçamento de custeio das federais, anunciado no último dia 30 de abril pelo Ministério da Educação, as dificuldades aumentaram assustadoramente.

O contingenciamento, no caso da Univasf, corresponde a R$ 11,2 milhões. “Isso nos colocou numa situação bastante difícil, porque uma coisa é você administrar com pouco recurso, outra coisa é administrar sem recursos”, afirmou o reitor ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, nesta quarta-feira (4).

Julianeli relatou que vem tomando várias medidas para manter a Univasf funcionando com todos os seus serviços. Mas acredita que a administração se tornará “impraticável”, caso o governo federal não libere o montante bloqueado.

O reitor informou que a contenção de gastos incluiu a demissão de mais de 150 funcionários terceirizados que trabalhavam em empresas contratadas pela Univasf. Ainda assim, a medida foi insuficiente. Para poder honrar com os compromissos, ele contou que até o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado foi reduzido para apenas quatro horas por dia, justamente quando o calor na região começa a aumentar. “Tirando alguns setores em que esse serviço não pode ser descontinuado, nós estamos com os condicionadores de ar funcionando apenas das 14h às 18h”, revelou.

Repasse ínfimo

Diante desse quadro, Julianeli disse que a Univasf está com suas atividades “bastante restritas”. Ele acrescentou que a instituição recebeu de repasse do governo, há dois dias, “míseros” 7% do orçamento de custeio, o que para o reitor “são o mesmo que nada”. Segundo ele, esse percentual não paga nada além das bolsas permanentes dos estudantes. No entanto, existe toda uma estrutura de serviços e funcionários que ficará pendente.

Julianeli também lamentou o fato de o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter anunciado que o governo poderia liberar esses recursos bloqueados ao longo do ano, mas já são quase quatro meses, desde a medida anunciada pelo Ministério, e não há sinal de que isso vá ocorrer. Pelo contrário: Julianeli disse acreditar que são grandes as probabilidades de que essas restrições aumentem, o que vai precarizar ainda mais o funcionamento não só da Univasf, como das demais instituições federais do país.

8 COMENTÁRIOS

  1. Resultado dos desgovernos do PT e incapacidade administrativa do reitor. Essa gente entende que dinheiro nasce em árvore e não tem escrúpulos com a coisa pública. Pagam todos por essa hipocrisia da esquerda incompetente. Leiam as confissões do Palocci, homem forte do pt.

  2. Temos que acabar a farra com dinheiro público, a Univasf já esta parecendo uma cidade dentro outra, tem painel de vidro fumê. O aluno deve entrar em uma Universidade pra estudar e ponto, não é uma colônia de férias.

  3. Foi o governo do PT que fez a UNIVASF e outras tantas espalhadas pelo país, como os institutos federais todos equipados se tornarem realidade a população. Interessante é que os outros governos nos mais de 500 anos de descobrimento não fizeram. Eu como ex aluna do IF PE sei o descaso que era a escola e os laboratórios, onde muitos não existiam ou não tinham condições mínimas para atender as necessidades. Livros era luxo. Biblioteca eram uns 3 “Bezerras” ( livro de matemática adotado pela escola na época) para todo alunado. Hoje, ou melhor, nos tempos de PT, todos alunos receberam livros, farda, auxílio, laboratório de ponta para cada curso, capacitação de professores e investimento em pesquisa.
    Temos hoje o Hospital Traumas, Regional. Muitos falam mal, mas esqueceram quando só existia o conhecido “matadouro” em Juazeiro e o Dom Malan em Petrolina.
    Lógico que sempre falta algo a fazer é a melhorar. Mas é FATO que os governos do PT transformaram o Brasil em um país em real desenvolvimento, com uma real distribuição de renda diminuindo assim as desigualdades.
    Infelizmente enquanto tivermos uma população de memória curta, que não lembra do seu passado para avaliar seu presente, ficaremos reféns de analfabetos políticos.

  4. O país está quebrado, e tudo isso é herança dos governos anteriores. Então é justo que cada parcela da sociedade pague por conta dos desgovernos e não uma parte somente da sociedade

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