Petrolina capta 60% dos corações transplantados em PE em 2017

por Carlos Britto // 28 de março de 2017 às 14:02

Nos dois primeiros meses de 2017, Petrolina foi responsável por captar seis dos dez corações transplantados no Estado. Isso significa que 60% dos procedimentos foram possibilitados pela generosidade dos familiares da região que autorizaram as doações. A cidade ainda captou 44% dos fígados (8, de um total de  18) e 39% dos rins (18, de um total de 46). Todos os 32 órgãos foram doados por 19 doadores.

Além da parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte dos órgãos, principalmente coração, até o Recife, o trabalho intensivo da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip também tem sido decisivo para esses dados animadores.

Apesar de ter sua sede administrativa no HDM, a  OPO Dom Malan faz a procura por potenciais doadores em diversas unidades de saúde de Petrolina, tendo o Hospital Universitário da Univasf (HU) como principal centro de doação. Todos os órgãos captados são encaminhados para o Recife e ofertados para quem está na vez na fila de espera.

Dados de 2016

Durante todo o ano de 2016, a OPO de Petrolina diagnosticou 113 potenciais doadores de órgãos. Desses, 55 efetivaram a doação (48,6%). O percentual é maior do que a média do Estado que, em 2016, tinha 508 potenciais doadores e, desses, 140 realmente fizeram a doação (27%). Os 55 doadores foram responsáveis pela doação de 162 órgãos e tecidos, sendo 96 rins, 42 fígados, 22 corações e 2 pâncreas. Em 2015, foram 45 doadores (ampliação de 22%) e 139 órgãos e tecidos (crescimento de 16%). Quando analisados os números de transplantes no Estado em 2016, Petrolina ficou responsável por captar 36% dos fígados, 33% dos pâncreas, 33% dos rins e 57% dos corações transplantados em Pernambuco.

Estado

Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, foram realizados 246 transplantes em Pernambuco, 1 a mais do que o mesmo período de 2016. O destaque fica por conta dos transplantes de coração, que passaram de 4 nos primeiros dois meses de 2016 para 10 em 2017, uma ampliação de 150%. Atualmente, Pernambuco possui 1.215 pacientes aguardando por um órgão ou tecido. O maior quantitativo é para um rim, com 805 pacientes, seguido de córnea (284), fígado (84), medula óssea (26), coração (12) e rim/pâncreas (4). (foto/arquivo divulgação)

  1. Betão disse:

    Por outro lado, isso pode ser um sinal de que tá morrendo muita gente de acidente ou algum tipo de trauma na cabeça. Sinal que aqui tá morrendo mais gente de nos outros municípios.

    1. joao paulo disse:

      pois eh. Acho que isso nao eh motivo de orgulho e como disse no comentário abaixo, talvez o atendimento correto nao esteja sendo dado aos acidentados que chegam no hospital.

  2. Célia disse:

    E SÓ NÃO CONSEGUE MAIS PORQUE O SISTEMA AINDA É MUITO BUROCRÁTICO E LENTO, PORQUE SEI DE PESSOAS QUE NÃO FOI DOADO POR ESTE MOTIVO

  3. joao paulo disse:

    É de se estranhar o HU de Petrolina haver mais transplantes por exemplo do que a restauração em Recife. Acho que um alerta deve ser dado para saber se os atendimentos às pessoas acidentadas estão sendo feitos corretamente ou se há negligência ou erros médicos nesses óbitos. Ser campeão em doação de órgãos tem seu lado bom porque pessoas que aguardam em lista de espera conseguem sobreviver, mas tem um lado negativo ao pensarmos que talvez pessoas que sofreram algum tipo de acidente poderiam estar vivas se tivessem um atendimento adequado. Basta chegar no hospital e ver diversas pessoas aguardando atendimento ou já atendidas pelos corredores do hospital. Situação deprimente e questionadora quanto a notícia reportada acima.

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