Municipalização de escolas estaduais volta a ser alvo de polêmica em Juazeiro e pode gerar protesto de mais de 200 professores

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Centro de Juazeiro-BA. (Foto: Ascom PMJ/Divulgação)

Fevereiro está apenas começando e o tema Educação voltou a ser pauta de uma polêmica em Juazeiro (BA). Informações obtidas por este Blog dão conta que mais de 200 professores do Estado na cidade querem protestar, pois surgiu a informação de que a prefeitura estaria assumindo escolas do ensino médio e esses profissionais não seriam aproveitados nas unidades, onde já trabalham, e seriam transferidos para a zona rural.

A secretária de Educação, Lucinete Alves, explicou a questão envolvendo a municipalização de escolas estaduais. Ela disse que, de início o município não tinha interesse nessas escolas – cinco que foram oferecidas. Mas, depois de muitos estudos, ela avaliou que as unidades poderiam acomodar as turmas que estão em escolas alugadas pela prefeitura. Em outras palavras, o interesse do município é diminuir despesas.

Eu seguirei o convênio e disse: ‘eu preciso que vocês me respondam, se vai ter como eu tirar meus meninos (estudantes) desses prédios alugados e colocá-los nas escolas do Estado, para dividirmos o espaço com o meninos do Fundamental II, que vocês já matricularam. Sabe o quê o Estado fez? continuou matriculando nessas escolas que me ofereceu“, disse Lucinete.

Eu respondi, na sexta-feira (1º), que não tinha mais como esperar pela resposta, até porque a minha vida é tocada com a municipalização ou sem ela. E eu não pedi escola nenhuma ao Estado, o Estado é que está querendo se livrar delas porque a despesa é muito alta. Para mim, nessa proposta que fiz, seria bom, porque eu tiraria o aluguel, poderia investir numa reforma, poderia ampliar matrícula da educação infantil…eu teria despesa, mas eu também teria ganho e, no final das contas, seria bom para toda a comunidade de Juazeiro, uma vez que o Estado garantiu que os alunos deles não ficariam sem espaço“, explicou a secretária.

Escolas lotadas

Lucinete também disse que foi conferir as matrículas de quatro das cinco escolas oferecidas e descobriu que duas unidades estão completamente lotadas por alunos da rede estadual. “Como é que uma escola está completamente lotada com alunos do Estado, e o Estado quer me ceder? Não tem condição, até porque eu não tenho autonomia para trabalhar com ensino médio. Aí fiz outro ofício e pedi para que mudassem os termos do convênio e eu pediria ao prefeito para assinar. Aí eles teriam que tirar duas das quatro escolas que estavam no convênio, porque eu só aceitaria municipalizar a Escola Helena Celestino (no Castelo branco) se eles transformassem a modalidade de integral para parcial, porque aí caberiam os alunos do município que estudam numa escola alugada no Alto do Cruzeiro. Também aceitaria municipalizar a Hildete Lomanto (no Centro). Até agora eles não responderam meu documento, porque eles não gostam de escrever as coisas, eles não se comprometem com nada e a conta fica no meu colo“, declarou a titular da Seduc, dizendo ser “altamente criteriosa” e que coloca tudo “na ponta do lápis“.

Resultado: o Estado está querendo que eu aceite as escolas, mas eu não estou pedindo escolas a eles. E eu vou tocar a minha vida, meu alunos vão continuar nos prédios alugados e vou continuar fazendo projetos e tentando economizar para eu conseguir construir prédios de excelência para esses alunos, em bairros próximos aonde eles estudam“, finalizou Lucinete. O Blog vai tentar um posicionamento do estado sobre o assunto.

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