Líder da oposição na Alepe afirma que Governo paulo Câmara gastou, em 3 anos, mais de 35% em publicidade

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Deputado estadual Sílvio Costa Filho. (Foto: Assessoria/Divulgação)

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) não dá trégua ao governador Paulo Câmara (PSB). De acordo com o líder da bancada, deputado Silvio Costa Filho (PRB), o socialista aumentou em três anos o valor destinado à publicidade. Os gastos saíram de R$ 49 milhões em 2015, para R$ 66 milhões em 2017, o que representa um aumento de 35,80%.

Enquanto faltam insumos básicos nos hospitais, dinheiro para os programas e investimentos em áreas sociais, o governo prefere gastar milhões em publicidade para vender uma imagem de que está tudo bem”, comparou.

Outro dado que chama atenção, segundo Silvio Filho,  é que existe um elevado valor pago até o fim do mês de abril deste ano (R$ 18.594.144,55), sendo a maioria (R$16.533.726,49), referentes a restos a pagar do exercício de 2017. Além disso, na peça orçamentária anual de 2018, o governo deve destinar mais R$ 65.934.000 – ou seja, deixa de destinar recursos para áreas importantes, como a educação, saúde e segurança pública e utiliza em publicidade.

Na peça publicitária, o governo afirma que contratou novos policiais e reforçou o número de viaturas, mas esconde a quantidade de profissionais que saíram da corporação. Além disso, afirma ter o maior parque eólico do Brasil, quando na verdade é o Estado do Rio Grande do Norte o maior produtor de energia eólica do País, sendo Pernambuco o sexto lugar. A população não pode ser mais enganada com tantas inverdades”, pontuou Silvio.

MPE

Além de gastar milhões com publicidade nos últimos três anos, o oposicionista lembra que Paulo Câmara destinou também recursos para a Arena Pernambuco, gastou com cargos comissionados e consultoria. “Enquanto isso, o que se vê é que o governador deve chegar ao final do seu mandato com menos de 30% do programa de governo cumprido”, destacou. A Oposição está analisando as medidas cabíveis para provocar o Ministério Público Eleitoral para que este analise os gastos com a publicidade assinada Governo do Estado, tendo em vista que muitas delas não são verdadeiras. “A propaganda institucional apresentada não condiz com a realidade da vida das pessoas. É preciso cobrar por respostas“, finalizou Silvio.

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