Irrigantes do Norte baiano se reúnem em Juazeiro para debater uso racional da água

Produtores familiares do Baixo Salitre, no Norte da Bahia, estiveram reunidos na quarta-feira (10), em um seminário voltado para discutir as melhores soluções para a produção agrícola racional e o desenvolvimento socioeconômico da região. O evento foi promovido pela Associação Águas do Salitrinho, com apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e aconteceu na sede da 6ª Superintendência Regional (SR), em Juazeiro.

O Projeto Salitrinho é composto por mais de 320 agricultores familiares do Baixo Salitre, distribuídos numa área de aproximadamente 750 hectares, dos quais mais de 400 hectares são considerados produtivos. Atualmente os principais cultivos existentes no local são de culturas anuais como melão, cebola, tomate, melancia e abóbora. Em menor quantidade, são produzidos quiabo, pimentão, pimentinha e repolho. Dentre as fruteiras, a manga e a goiaba têm destaque, seguidas pela produção de banana e acerola.

O superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Misael Aguilar Silva Neto, explica que a Codevasf, nos últimos meses, fez algumas intervenções para desassoreamento do Rio Salitre, justamente para melhorar a oferta de água para as comunidades e produtores que dependem do rio. “É da essência da Codevasf participar de tudo o que envolva a irrigação no Vale do São Francisco e, com essas ações, a empresa reforça o seu papel de parceira do Salitrinho“, destacou.

Uso da água

A água do Salitrinho é fornecida pela Codevasf por meio de duas adutoras, implantadas pela Companhia a partir do projeto público de irrigação do Salitre, em Juazeiro. Em 2015, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou à Codevasf que realizasse a cobrança pelo uso água, mediante tarifação específica. Até então, os agricultores familiares não pagavam por isso, já que o governo federal, por meio da Companhia, custeava todo o sistema de adução e distribuição, numa vazão aproximada de 900 litros por segundo.

Para gerenciar o uso dessa água, foi criada – em parceria com a maioria dos agricultores do projeto – a Associação Águas do Salitrinho, que hoje funciona semelhante a um distrito de irrigação. A entidade possui dois funcionários e é composta por um conselho administrativo, com oito pessoas, e um conselho fiscal, com três integrantes. Nas reuniões realizadas pela associação, com a participação de representantes da Codevasf, são analisadas questões como o descumprimento de pontos do estatuto da associação, como o plantio de áreas de tamanho acima do permitido, inadimplência referente ao pagamento da tarifa de água e até ligações clandestinas de energia elétrica. (foto/divulgação)

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