História de ‘Romeu e Julieta’ do Sertão passa a ser imortalizada no Museu de Petrolina

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Foto: Sérgio de Sá/divulgação Ascom PMP

O Museu do Sertão de Petrolina, ganhou nesta terça-feira (24), mais uma vitrine para imortalizar a história de personalidades do município. Fotos, título e utensílios pessoais de Martiniano Ribeiro de Souza, o vaqueiro ‘Laninho’, e Virgínia Alves de Souza compõem a sessão do casal, que ficou conhecido como ‘Romeu e Julieta’ do Sertão.

Na história de Laninho e Virgínia não teve veneno nem briga entre famílias, como no famoso romance de Shakespeare. O apelido dado pelo saudoso comunicador Carlos Augusto Amariz se deu por ambos terem morrido de causa natural no mesmo dia, com diferença de horas apenas.

Seu Laninho foi vaqueiro de destaque na região e trabalhou por muitos anos para o fazendeiro Clementino Coelho, o ‘Seu Quelê’. Entre as histórias ostentadas pelos filhos, está a de não ter perdido sequer uma Missa do Vaqueiro desde que chegou a Petrolina. Ganhou até a comenda de General do Gibão, dada aos mais antigos profissionais. Em 1980 esteve entre os vaqueiros que recepcionaram o Papa João Paulo II e, em 2004, o baiano de Mundo Novo ganhou o título de Cidadão Petrolinense.

Para a filha do casal, Marlene de Laninho, é motivo de grande orgulho ver a história dos pais eternizada no Museu do Sertão. “Uma das coisas que meu pai mais queria era que as histórias e os feitos dele não fossem esquecidos. Para nós é uma grande honra ver que a história deles, que também é minha história e dos meus irmãos, está em lugar de tamanha importância para Petrolina“, afirma. Dona Virgínia e Seu Laninho morreram aos 88 anos, no mesmo dia, em 14 de novembro de 2007. Viveram 67 anos juntos e tiveram 17 filhos, sendo dois adotados, 35 netos e 44 bisnetos.

Foto: Sérgio de Sá/divulgação Ascom PMP

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