Fernando Filho e o debate em Petrolina sobre a privatização

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O ministro Fernando Filho (Minas e Energia) terá a oportunidade de explanar para os petrolinenses, na próxima semana, um assunto que rende polêmica desde o anúncio feito pelo governo federal: a privatização da Eletrobras e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Uma audiência pública na Casa Plínio Amorim, realizada no último dia 14 de setembro, debateu o tema. Fernando Filho, no entanto, não compareceu ao evento devido a compromissos de agenda. Na próxima quinta (26) ele é uma das presenças confirmadas para o congresso de representantes de Legislativos Municipais em Petrolina, o qual trará como um dos temas a situação do Rio São Francisco. O evento prosseguirá até domingo (29).

Será uma boa chance para o ministro reforçar sua tese pela privatização e rebater as críticas que sofreu na audiência em Petrolina.

10 COMENTÁRIOS

  1. Vai ter algum especialista de verdade lá para contrapô-lo? Não? Então é perca de tempo. Assisti o debate com ele no Roda Viva e o que eu vi foi um monte de papagaios repetindo os discursos do ministro.

  2. Agora é tarde. Já deve ter percebido que o povo se encontra indignado e tecendo inúmeras críticas em jornais e blogs contra a sua insistência em privatizar a ELETROBRAS. Começou a pensar em seu pleito de ser candidato ao governo do Estado. Percebeu que sua tese será explorada na campanha pelo adversário e agora quer justificar o seu intento. Quer vender. Venda o que é seu, não o patrimônio nacional. Se a justificativa for o barateamento do serviço, já sabemos que esta tese não funciona no Brasil. Tá ai a telefonia funcionando com pacotes caríssimos e a OI em vias de falir.

  3. O ministro tem um discurso muito bem montado. Não são dele, entretanto, as palavras. Como, do dia pra noite, ele se torna especialista no setor e propõe a privatização de um patrimônio como esse? O governo está acabando com o nosso futuro e transformando o país no quintal do mundo. Juntem: reforma do ensino médio, reforma trabalhista, reforma da previdência, privatizações. O final é mao de obra barata, sem proteção social, que não vai se aposentar e que vai ter subemprego. E o lucro, mandado pra fora do país.

  4. Privatização já porque Como está é que não pode ficar,se não o rio são Francisco vai se acabar.
    Perguntar não ofende:
    O que a chesf fez pelo rio são Francisco para revitaliza-lo?
    Os deputados que são contra a privatização que projetos têm para revitalizar o rio São Francisco?
    O governador do estado que se diz contra a privatização,qual o projeto que ele tem para revitalizar o rio São Francisco?

    • E você acha que uma empresa privada vai fazer algo para revitalizá-lo? Pense um pouco, será que existe essa necessidade de privatização de uma empresa que vem realizando um bom trabalho durante anos? Por que esse interesse agora? E esse ministro, será que está realmente preocupado com o destino do nosso rio, e com o patrimônio público? Será que se fosse uma empresa privada, ela estaria preocupada em manter um nível adequado de vazão em detrimento do seu lucro? Problemas sempre vão ocorrer, mas achar que um ente privado vai fazer algo que prejudique seu lucro é de uma ingenuidade sem tamanho.

  5. Ministro Filho, o senhor defende a tese que a defunta privataria traria consigo a redução na tarifa da energia elétrica. Hoje a Chesf, com a cotização, entrega energia a menos de R$ 40,00 o MWh O item 3.137 da Nota Técnica 05/2017 do Ministério das Minas e Energia tece comentários sobre um preço, pós descotização, de R$ 200,00 o MWh. Tenho 64 anos, e até hoje pensava que 200 era maior que 40. Onde, senhor Ministro Filho, o senhor aprendeu que 200 é menor que 40? Quero, Ministro Filho, o nome dessa escola para me matricular lá e reduzir minha ignorância.

  6. Só lembrando que quem comprar a Chesf, vai levar de brinde o Rio São Francisco, já que quem controla a vazão das represas, controla todo o Rio, ou seja, um ente privado, cujo objetivo será nada mais nada menos que o lucro, ditará o curso da vida de milhares de famílias que dependem diretamente desse sagrado curso d’água.
    E é porque esse cidadão se diz filho da terra, e mesmo assim, despreza a relação que seus conterrâneos tem com a Chesf e o Sagrado Rio São Francisco.

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