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Petrolina,PE
19 de setembro de 2019

Carlos Britto

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Eduardo Campos e os filhos: Retratos do adeus

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Éramos assim…

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10537146_681984638522349_6149509794507164636_nNo ‘Éramos assim…’ de hoje, uma foto de 1973 na qual aparecem o então presidente da república, Ernesto Geisel e o Nilo Coelho em visita ao Projeto Bebedouro, que ainda engatinhava. O Bebedouro foi o pioneiro nos perímetros irrigados do Vale do São Francisco. 

Vejam como seria o primeiro programa do guia eleitoral de Eduardo Campos

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A divulgação pelo WhatsApp já era conhecida da maioria,  mas aquele que seria o primeiro programa eleitoral do guia de Eduardo Campos (PSB) caiu na net de vez. O programa mostra um auditório onde Eduardo, com Marina ao lado, dava o tom do que pretendia nessa campanha: ir para cima do que chamava de ‘velha política’.

Vejam o vídeo:

Era a nossa vez!

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Fernandinho e Eduardo

Vinha evitando escrever esse texto na esperança que ele fosse aparecer de algum lugar, me abraçar e dizer: “Fernandinhoooo, firme?”

Como isso teima em não acontecer, tenho que relatar pra vocês o privilégio que a vida me deu de ter conhecido e convivido com Eduardo Campos, ou só Eduardo.

Em 1998, quando eu era apenas um curioso da política, me lembro muito bem de uma grande festa na casa de Dona Renata, após a convenção de Dr. Arraes no centro de convenções, embalados pela música de Sérgio Sampaio (“eu quero é botar meu bloco na rua”). Os adultos bebiam e se confraternizavam e eu não entendia bem o porquê, pois naquele ano a vitória era pouco provável. Eu tinha apenas 14 anos e a vida pública pra mim ainda era algo muito distante.

Em 2005 o então Ministro da Ciência e Tecnologia foi a Petrolina em julho para um grande ato de filiação ao PSB. Entre tantas, estava a minha. Filiação essa que só se confirmou dias depois na Assembleia Legislativa de Pernambuco, quando do último discurso de Dr. Arraes.

Até esse momento, o relacionamento com Eduardo e a família Arraes era algo que eu tinha herdado desde o meu bisavô Fernando Bezerra, passando pelo meu avô Paulo Coelho e meu pai Fernando. Em 2005 tudo mudou. Comecei a rodar e a conhecer o meu estado e a conhecer Eduardo. Acho que ficamos muito próximos porque naquela época eram muito poucos os que acreditavam que daria tudo certo. Quantas viagens, em carro emprestado, em van quando dava tempo dela chegar, avião…era um luxo que nem sempre a campanha podia bancar, afinal Eduardo era um “doido”. Era comum ouvir: “jogou fora um mandato de Deputado Federal para entrar em uma aventura dessa”.

E não é que deu certo!!!!

Eduardo superou todas as nossas expectativas. Nem o mais apaixonado de nós poderia imaginar que Eduardo fizesse tanto.

Esse ano seria parecido. Largou o conforto de um mandato para o Senado, para correr atrás dos seus sonhos, nossos sonhos. E tenho pra mim que ia dar certo de novo.

Conheci poucas pessoas com a intensidade de Eduardo. Ele era intenso em tudo que fazia. Poucas pessoas tinham a determinação e a aplicação do meu amigo. Um exemplo de bom humor e otimismo.

Poderia aqui escrever vários relatos de ‘causos’, viagens, conversas, conselhos que tive com ele, mas isso eu vou guardar só pra mim. Escrevo esse texto no avião em direção a São Paulo, para ficar mais próximo e me sentir menos impotente diante de tamanha injustiça que o destino fez, não com ele, mas com o Brasil.

Todos nós perdemos. Os familiares, os amigos, os aliados, os adversários, a política, meu Pernambuco e o Brasil.

E eu, particularmente, perdi meu irmão mais velho.

Vá em paz.

Fernando Filho/Deputado Federal

Áudio da caixa-preta de avião de Campos não é o do acidente, diz FAB

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acidente eduardoA Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta sexta-feira (15) que o áudio disponível no gravador de voz da caixa-preta do avião que caiu em Santos (SP), matando o presidenciável Eduardo Campos e mais seis pessoas, não corresponde ao voo que resultou no acidente na última quarta-feira (13).

Segundo a FAB, ainda não foi possível identificar a data dos diálogos registrados no gravador. O equipamento disponível na aeronave que Campos usava não registra essa informação. O áudio analisado pelos peritos tem duração de duas horas.

A FAB afirmou ainda que os motivos de o áudio obtido não corresponder ao último voo do avião serão apurados durante o processo de investigação. O gravador de voz deve sempre gravar as duas últimas horas de voo.

O órgão também afirma que os dados obtidos no gravador de voz são um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, mas que não são “imprescindíveis” para determinar as causas do acidente.

O avião também não tinha outro equipamento importante para investigar e conseguir informações sobre os últimos instantes do voo, o gravador de dados, que registra altitude, velocidade, fluxo de combustível, entre outras informações.

Eduardo Campos, 49 anos, morreu na última quarta-feira (13) em acidente aéreo em Santos, quando cumpriria compromissos de campanha em Garulhos (SP). O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, vinha do Rio e caiu em área residencial após uma tentativa de pouso que não foi concluída. (Foto/JC Online reprodução)

Enquanto isso…

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A entrevista de Eduardo Campos no Jornal Nacional

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campos-jn1O candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, defendeu nesta terça-feira (12), em entrevista ao Jornal Nacional, acabar com cargos vitalícios na Justiça. Ele se disse favorável a processos de escolha “de caráter mais impessoal”.

Campos fez a afirmação ao final de uma série de questões sobre o fato de ter apoiado a indicação de parentes para o Tribunal de Contas da União (TCU) e para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, estado que governou. Esses dois tribunais são órgãos de fiscalização que auxiliam o Poder Legislativo na fiscalização do Executivo.

O candidato disse que não vê problema no empenho que fez para ajudar a mãe dele, a ex-depudada Ana Arraes, a se tornar ministra do TCU – o tribunal julga contas do governo federal. Ele também foi questionado sobre a indicação de um primo dele e outro de sua mulher para trabalhar no TCE-PE.

“Eu acho que a gente precisa, na verdade, sobretudo agora, que vamos ter cinco vagas no Supremo Tribunal Federal, o Brasil precisa fazer uma espécie de comitê de busca.

O que é feito nos institutos de pesquisa: juntar pessoas com notória especialidade e conhecimento para fazer ao lado do presidente a seleção de pessoas que vão para esses lugares vitalícios.

Aliás, eu acho que o Brasil deve fazer uma reforma constitucional para acabar com cargos vitalícios que ainda existem na Justiça, é preciso ter os mandatos também no Poder Judiciário, coisas que existem em outras nações do mundo, de maneira a oxigenar os tribunais, garantir que esse processo de escolha seja um processo mais impessoal.”

Os candidatos à Presidência da República que ocupam as quatro primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto concederão nesta semana entrevistas de 15 minutos cada um ao JN. Na segunda (12), o entrevistado foi Aécio Neves (PSDB); nesta quarta (13), será Dilma Rousseff (PT); e, na quinta (14), Pastor Everaldo (PSC).

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Foram escolhidos para as entrevista os candidatos com pontuação igual ou superior a 3% nas mais recentes pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha.

Mãe no TCU 

Sobre a atuação para ajudar a mãe a se tornar ministra do TCU, aprovada para o cargo em eleição na Câmara dos Deputados, Campos afirmou que, se o candidato apoiado pelo partido fosse outro, ele também atuaria para que fosse indicado.

À pergunta “O senhor não vê nada de errado no seu empenho pessoal nesta eleição?”, ele respondeu: “Não”.

“Na hora em que ela saiu candidata, com apoio do meu partido, se fosse outra pessoa, eu teria apoiado. Por que não apoiaria ela, que tinha todos os predicados? Tanto é que pôde registrar sua candidatura, pôde fazer a disputa. Eu nem votei, Bonner, porque eu não era deputado. Eu simplesmente torci – porque ela se candidatou – para que ela ganhasse. E ela tem feito um trabalho no Tribunal de Contas que tem o reconhecimento inclusive do corpo técnico do tribunal”, declarou.

Promessas 

O candidato foi questionado no início da entrevista sobre a compatibilidade entre as promessas que fez na área social (escola em tempo integral, passe livre para estudantes, aumentar investimento em segurança e saúde) com as promessas na área econômica (levar a inflação a 3% até o final do mandato).

“É possível sim. Nós estamos fazendo conta, tem no orçamento. Imagino que muitas vezes as pessoas dizem assim: ‘houve reunião do Copom [Comitê de Política Monetária, do Banco Central] hoje e aumentou em 0,5% os juros. E ninguém pergunta de onde vem esse dinheiro. Meio por cento na taxa Selic significa R$ 14 bi.

O passe livre, que é um compromisso nosso com os estudantes, custa menos que isso [R$ 10 bilhões, segundo afirmou em outras ocasiões]. Então, estamos fazendo contas, para, com planejamento em quatro anos, trazer a inflação para o centro da meta, fazer o Brasil voltar a crescer”, declarou.

Inflação 

Campos foi questionado pelos jornalistas sobre como pretende fazer a inflação baixar sem fazer corte de gastos públicos. Respondeu que é necessário coordenar as políticas macroeconômicas e ter regras seguras.

“A inflação não pode ser combatida só com a taxa de juros, como vem sendo feito no país. É preciso ter coordenação entre a política macroeconômica monetária e a política fiscal. Mas é preciso também ter regras seguras, as regras que mudam todo dia no Brasil muitas vezes, que fazem com que o preço do dinheiro suba, o chamado custo Brasil”, disse.

2015 

À indagação sobre se 2015 vai ser um ano difícil, Eduardo Campos disse que, se eleito, 2015 vai “terminar melhor” que 2014 “porque vamos enfrentar os problemas”.

“Vai ser um ano que nós vamos terminar de maneira melhor do que o ano de 2014 porque vamos enfrentar os problemas. A pior coisa na vida de uma pessoa, de uma família e de um governo é a gente ficar escondendo os problemas e não ter coragem, humildade, de dizer: ‘olha, estamos com problema, vamos resolver o problema?’, afirmou.(G1)

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