Antônio Carlos Miranda

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Para não ser pego pela LRF, presidente da Casa Plínio Amorim exonera 161 comissionados e negocia dívida de mais de R$ 1,2 milhão de INSS com prefeitura

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O presidente da Casa Plínio Amorim, vereador Osório Siqueira (PSB), encarou com a frieza dos números as demissões de cargos comissionados no Legislativo de Petrolina. Na primeira leva, em março deste ano, foram 54 exonerados. Mais recentemente, Osório foi obrigado a cortar mais 107 cargos. O remédio amargo, mas necessário, tem nome: Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Numa coletiva nesta terça-feira (22), Osório disse ter tomado a medida a contragosto, porque não gosta de demissões, mas era preciso se adequar à LRF. A preocupação do presidente era ainda maior pelo fato de que, para o biênio 2019/20, ele continuará à frente da Mesa Diretora. Portanto, não pode deixar débitos para a próxima gestão, mesmo tendo continuidade no cargo.

Todos os órgãos públicos precisam prestar contas, no final das gestões. A gente percebeu isso, desde o início do ano, e foi enxugando, mas não foi suficiente. Ontem (21) a gente teve que se reunir com todos os vereadores pra mostrar a situação financeira da Câmara, e precisava fazer essas reduções”, avaliou Osório.

Osório informou que, após os 161 cargos a menos, a Casa ficará com 110 comissionados. Segundo ele, cada vereador terá apenas quatro funcionários em seu gabinete.

Ele afirmou que outros fatores o compeliram a tomar medidas enérgicas, a exemplo do aumento de 19 para 23 vereadores, da legislatura passada para a atual, o que acabou refletindo na reestruturação da Casa. A fim de evitar restos de dívidas, Osório admitiu, inclusive, ter atrasado o pagamento a fornecedores. Mas assegurou que estas pendências serão resolvidas até o fim dessa gestão, em dezembro. Osório ressaltou ainda que as questões trabalhistas com os comissionados demitidos também estão a contento.

INSS

Sobre uma dívida de R$ 1.238.000,00 contraída pelo Legislativo com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Osório não fugiu da realidade. Disse ter tentado parcelar essa dívida em 60 meses com a Receita, mas não foi possível. No entanto, conseguiu um acordo para que a prefeitura desconte uma parcela mensal de R$ 154 mil – durante oito meses. O valor total, ao final de todas as parcelas, corresponde ao que a administração teve de cobrir com a dívida do Legislativo. “Tivemos de tomar essas providências porque a Câmara não pode ficar com a situação financeira como está”, finalizou.

Os vereadores da Casa Plínio Amorim e a Comissão de Ética

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Câmara Municipal de Petrolina. (Foto: Blog do Carlos Britto)

Os vereadores da Casa Plínio Amorim arrefeceram os ânimos em relação ao clima exacerbado visto em quase todas as sessões semanais no Legislativo de Petrolina.

Coincidência ou não, esse tom mais moderador aparece justamente no momento em que o líder da bancada governista, Aero Cruz (PSB), e o de oposição, Paulo Valgueiro (MDB), reuniram-se esta semana com o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB). No encontro, eles cogitaram a criação de uma Comissão de Ética para enquadrar os pares mais exaltados, que transgridam o Regimento Interno.

Se os vereadores estão refletindo melhor sobre suas atitudes, menos mal. Antes tarde do que nunca. Isso não impediria, no entanto, que a Comissão de Ética seja implantada assim mesmo. Talvez até um fato esteja ligado a outro.

Pré-candidato a deputado federal, Rosalvo Antônio fala em ampliar bancada com compromisso “pelo ético e social”

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Considerado um dos quadros mais importantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Petrolina, o Professor Rosalvo Antônio tentará novamente uma vaga na Câmara dos Deputados, nas eleições deste ano. Ele e os demais companheiros de legenda terão suas pré-candidaturas lançadas oficialmente neste domingo (20), às 18h, num evento no Neuma Hotel, Centro da cidade. Também estarão presentes as integrantes que farão parte da chapa majoritária do PSOL, encabeçada pela pré-candidata a governadora Dani Portela – além de lideranças estaduais do partido.

Em entrevista a este Blog, Rosalvo deixou claro que a meta do PSOL é ousada, sobretudo diante do conturbado cenário político-eleitoral do país. “Pretendemos ampliar nossa bancada federal e estadual, eleger membros do Executivo onde for possível. Em Pernambuco já temos um deputado estadual, e pretendemos aumentar elegendo representantes para a instância federal”, analisou.

Rosalvo frisou que a meta do PSOL para o pleito deste ano é a mesma que move o partido em sua essência. “Os políticos precisam ter compromisso ético e social, em conjunto com a população, sem interesses oligárquicos. O eleitorado, por sua vez, não pode transformar eleição num balcão de negócios, vendendo seu voto para quem pagar mais”, ponderou. Ele reforçou que seu mandato vai aliar prioridades do partido no âmbito nacional – a exemplo de saúde, educação e reformas agrária e urbana –, mas com foco na realidade local.

O pré-candidato a federal ressaltou que a população está percebendo que, ou protagoniza agora uma mudança real no cenário político do país, ou vai amargar perdas de seus direitos. O comentário é uma crítica direta ao Governo Temer, que segundo ele tenta emplacar “reformas nocivas à classe trabalhadora, além de implementar a privatização das políticas públicas”.

Sobraram críticas também para o atual governador Paulo Câmara (PSB), que tentará a reeleição este ano. Rosalvo lembra os sérios problemas na saúde, citando as mortes de bebês e gestantes no Hospital Dom Malan (HDM). E lamentou o fato de o Hospital da Mulher, uma promessa de campanha de Câmara (em 2014), não ter saído do papel. “Iria ajudar, e muito, a desafogar o Dom Malan”, observou.

Segurança

O partido também deverá levantar, na campanha deste ano, outra bandeira que se transformou num clamor dos brasileiros: a da segurança pública. Motivos não faltarão. Um deles diz respeito à vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada a tiros no Rio de Janeiro (RJ), em março deste ano; o outro caso é o da menina Beatriz Angélica Mota, morta brutalmente aos sete anos de idade durante um evento no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, em dezembro de 2015. Em ambos os casos, os crimes ainda continuam sem resposta.

Em relação a este último, o PSOL local ganhou o reforço de Lúcia Mota, mãe de Beatriz. Lucinha, como é carinhosamente conhecida, é pré-candidata a deputada estadual e será lançada no evento de domingo em Petrolina. Sobre o assunto, Rosalvo não escondeu a satisfação em tê-la na legenda. “Lucinha é uma mulher digna, de muita luta e coragem. Ela percebeu que as decisões são políticas (sobre a morosidade no caso de sua filha), tinha sido convidada por outros partidos, mas se identificou com as propostas do PSOL”, explicou.

Além de Rosalvo e Lucinha Mota, outros nomes a serem lançados pelo PSOL, neste domingo, serão os de Perpétua Rodrigues (inicialmente a federal), além de Edvaldo Landim (presidente do Conselho Municipal de Saúde de Petrolina) e Mário Eugênio Ribeiro, o ‘Mariozinho’ – estes últimos a estaduais.

Ronaldo Cancão minimiza declarações de Gilberto Melo sobre Comissão Especial de Inquérito

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Responsável por apresentar requerimento à Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim solicitando a criação de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar denúncias contra o Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, o vereador Ronaldo Cancão (PTB) evitou entrar em conflito com seu colega governista Gilberto Melo (PR). Este rebateu com veemência um comentário feito por Cancão, que disse à imprensa que a Comissão de Saúde, a qual Gilberto preside, não estaria “cumprindo seu papel”.

Em contrapartida, Gilberto questionou “a legalidade” e “a competência” da comissão especial. Sem polemizar, Cancão disse que seu colega de bancada precisa ler o Regimento Interno da Casa, já que a comissão a ser criada não vai investigar a instituição. “O papel da comissão de inquérito é contribuir com a investigação que será feita através do Ministério Público Estadual ou Federal”, ponderou.

Cancão citou o artigo 46 do Regimento Interno para comprovar que a comissão é legal. “O vereador fala que a comissão não tem legitimidade, mas por que ele votou a favor do requerimento? Será que ele não leu o Regimento Interno? Sempre fui claro: nós não temos papel de polícia. Temos o papel de ouvir, através de convite, pessoas e fatos ora ocorridos, não só com a jovem de 15 anos como de outros óbitos ocorridos no Dom Malan”, afirmou.

O vereador adiantou já ter solicitado à Delegacia Regional uma lista com os inquéritos instaurados contra o HDM/Imip referente a óbitos de crianças ou de mulheres (público assistido pela unidade).

Trabalhos

Apesar de não querer se indispor com Gilberto nem com os demais integrantes da Comissão de Saúde, Manoel da Acosap (PTB) e Zenildo do Alto do Cocar (PSB), Cancão voltou a reforçar o papel “insatisfatório” da comissão, em quase um ano e meio da atual legislatura. Ele disse não lembrar de nenhuma denúncia feita pela comissão ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe) referente à negligência médica ou erros administrativos da direção do HDM/Imip.

Cancão salientou que o presidente do Legislativo, Osório Siqueira (PSB), já autorizou a instalação da comissão especial, que terá caráter suprapartidário. Até o momento cinco vereadores, de diferentes legendas, já estão confirmados: além de Cancão, Ronaldo Silva (PSDB), Paulo Valgueiro (MDB), Rodrigo Araújo (PSC) e Gabriel Menezes. Amanhã (17) a previsão é de que outros dois integrantes sejam escolhidos. A indicação de cada um levou em conta critérios de proporcionalidade.

Aborrecido com críticas de Cancão, Gilberto Melo questiona “competência e legalidade” de comissão especial para investigar HDM

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O vereador Gilberto Melo (PR) não gostou das declarações do seu colega de bancada, Ronaldo Cancão (PTB), de que comissão não estaria cumprindo seu papel à altura. Semana passada, o petebista disse à imprensa que a Comissão Especial de Inquérito para apurar denúncias contra o Hospital Dom Malan (HDM)/Imip só está sendo criada na Casa Plínio Amorim porque a Comissão de Saúde – presidida por Gilberto – não deu conta do recado.

Incomodado com o comentário, o governista disse que Cancão deveria apurar melhor o trabalho realizado pela comissão. Segundo Gilberto, desde a morte de uma jovem da Cohab Massangano (há um ano e três meses) no hospital, bem como a da gestante Miliam Carvalho da Silva, de 15 anos, falecida no início de maio, ele e os demais integrantes vêm atuando fortemente em busca de providências. Mas Gilberto deixa claro que esse trabalho tem limite.

A comissão não condena ninguém. O vereador Ronaldo Cancão está totalmente errado e tem de fazer uma reflexão. Agora, se ele quer se aparecer, que ele condene alguém junto com a Polícia Civil ou o Cremepe, que é quem tem poder para isso”, disparou. No mesmo tom, Gilberto criticou o representante das Associações de Líderes Comunitários, José Santos, que também fez ressalvas à atuação da comissão. “Ele deve é trabalhar por Petrolina e mostrar alguma obra que fez, porque não conheço o trabalho dele”.

Apuração

Gilberto também destacou o trabalho dos outros dois colegas na comissão, vereadores Zenildo do Alto do Cocar (PSB) e Manoel da Acosap. “Estamos sempre apurando todos os fatos”, declarou. Ele voltou a reiterar que a comissão apenas oferece a denúncia às autoridades competentes para a devida apuração, a exemplo da Polícia Civil (PC), Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O governista informou ainda ter solicitado, dentro do que lhe compete, o apoio do prefeito Miguel Coelho, que se reuniu recentemente com um representante do Imip (responsável pela gestão do HDM, que é estadualizado). Gilberto aproveitou para provocar o colega em relação à Comissão Especial de Inquérito. “Será que essa comissão, legalmente, ela tem competência?”, arrematou.

Secretária encara críticas e desafia petrolinenses a comparar cenário da saúde atual com gestão passada em Petrolina

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Um ano e cinco meses após assumir a Secretaria Municipal de Saúde, deparando-se com uma dívida herdada da gestão anterior que chegava a R$ 52 milhões, a titular da Pasta, Magnilde Albuquerque, vê um caminho mais tranquilo em 2018. Num balanço feito ontem (15) da prestação de contas no último quadrimestre de 2017, ela aproveitou para rebater, numa rápida coletiva de imprensa, as críticas sobre seu trabalho.

“Convido todos vocês a visitarem qualquer uma de nossas unidades de saúde, nossos serviços, para ver como estão funcionando”, garantiu Magnilde, respondendo aos repórteres.

Durante sua apresentação, a secretária fez questão de apresentar não apenas o último, mas os relatórios dos quadrimestres anteriores para fazer um comparativo da evolução dos números. Ela afirmou que os primeiros seis meses de sua gestão foram os mais críticos, já que encontrou unidades de saúde “completamente destruídas” e farmácias sem medicamentos. “Tivemos que fazer uma licitação emergencial no início do ano (de 2017), e depois fizemos a licitação global. Também encontramos serviços descontratados”, observou.

Sobre redução no quadro de médicos, a secretária assegurou que as equipes de Saúde da Família estão completas, ao contrário do que havia encontrado. “Nós corríamos o risco, inclusive, de perder recursos do Ministério da Saúde”, contou. Justificando que alguns profissionais, quando são aprovados em suas residências (especializações), pedem desligamento, ela contou que essa reposição é feita através da Univasf – tanto a Saúde da Família quanto aos especialistas.

Vacinas e exames

Magnilde isentou-se da responsabilidade sobre a falta ou ausência de vacinas, uma vez que a gestão sobre esse item cabe ao Ministério da Saúde e ao Governo do Estado. Ela também ressaltou, quanto aos exames, que a demanda de pacientes é determinada pelos cincos laboratórios responsáveis, cabendo à Pasta apenas fazer o credenciamento. “Nós estaremos realizando um mutirão, no próximo sábado, para acabarmos justamente com essa fila de espera, porque nossa meta é de que o paciente não espere mais do que 45 dias, que é normal, para realizar um exame”, pontuou.

Ao contrário da última visita à Casa Plínio Amorim, secretária de Saúde de Petrolina recebe elogios até de quem não esperava

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Ao contrário da última ida à Casa Plínio Amorim prestar contas de sua pasta, a secretária de Saúde de Petrolina, Magnilde Albuquerque, ouviu elogios até de quem não esperava na sessão plenária desta terça-feira (15), quando apresentou relatório do último quadrimestre de 2017.

Vários governistas destacaram a atuação de Magnilde em quase um ano e meio à frente da Pasta, sobretudo em relação aos esforços que vem fazendo para eliminar os débitos deixados pela gestão passada. Até um crítico contumaz do Governo Miguel Coelho reconheceu esse trabalho.

O oposicionista Gabriel Menezes (PSL) fez questão de destacar que passou cerca de uma hora e meia na unidade de saúde do Bairro José e Maria, no último final de semana, e constatou o bom funcionamento do posto. “Não houve um só medicamento que não foi entregue”, declarou.

Zenildo do Alto do Cocar rebate Gabriel após acusação de tráfico de influência: “Ele ganhava sem trabalhar no Governo Lossio”

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O clima esquentou entre os vereadores Zenildo do Alto do Cocar (PSB) e Gabriel Menezes (PSL), durante apresentação do último quadrimestre de 2017 da saúde pública de Petrolina, feita pela secretária Magnilde Albuquerque nesta quinta-feira (15) na Casa Plínio Amorim. Aborrecido por ter sido chamado novamente por  de “vereador fura-fila”, Zenildo saiu da linha.

Não vou mais discutir com pessoas mentirosas, com gente que disse que o Nova Semente ia acabar, e o Nova Semente está a todo vapor. Gente que falou que não ia ser mais candidato, que fez campanha para não votarem em quem já tem mandato. Só quero ver”, ironizou.

Acusando Gabriel de “jogar para plateia”, Zenildo afirmou que ele teria que provar que o governista tem coordenação na AME do Jardim Amazonas, para beneficiar seus eleitores em detrimento dos demais pacientes.

Quero que vossa excelência diga quantas vezes eu andei na AME do Jardim Amazonas. Eu renuncio ao meu mandato”, disparou. Gabriel fez a mesma denúncia contra Gilberto Melo (PR), em relação à zona rural.

Zenildo reforçou o ataque ao oposicionista ao afirmar que Gabriel “era cargo comissionado do Governo Lossio” e “ganhava sem trabalhar”. Gabriel tentou contestar o colega de Casa Plínio Amorim, mas Zenildo não deixou: “fique quieto no seu cantinho. Eu não tenho medo de vossa excelência. Aqui ninguém vai ganhar no grito”, afirmou.

Comissão de líderes comunitários de Petrolina aciona HDM/Imip no MPPE

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A comissão de líderes comunitários de Petrolina formalizou, nesta segunda-feira (14), a entrega de um ação cível pública pelo qual pede ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que tome as devidas providências por melhorias no serviço oferecido pelo Hospital Dom Malan (HDM), gerido pelo Governo do Estado por meio do Imip. A unidade médica ficou na berlinda semana passada, após mais uma morte registrada em suas dependências – desta vez a adolescente Miliam Carvalho da Silva, de 15 anos, que teve complicações em sua gravidez de cinco meses, vindo a óbito no último dia 2/05.

Pelo documento, a entidade reclama – entre outros itens – da superlotação e falta de leitos, obrigando as gestantes a permanecer dias e noites sentadas em cadeiras ou poltronas às espera de algum leito vago, conforme denúncias de mulheres feitas à imprensa local.

De acordo com o presidente de Associações de Bairro de Petrolina, José Santos, a ideia de acionar o MPPE foi formatada há quase 15 dias, e ganhou repercussão a partir da divulgação em mídias sociais. Nesse ínterim foi criado, inclusive, o grupo de mulheres da Campanha ‘Sou Mãe, Tenho Medo’, que protestou na última quinta-feira (10) contra o HDM.

Não entregamos o documento naquele dia por havia algumas pessoas exaltadas. E nós, da comissão, queremos fazer um movimento apimentado, mas sem exaltação. Temos responsabilidade. Não vamos nunca invadir a sede do Ministério Público ou de hospitais. Não é da nossa índole”, afirmou Zé Santos.

O líder comunitário disse que a iniciativa é para que o MPPE procure meios de acionar judicialmente o Imip com vistas a minimizar o cenário crítico em que se encontra o HDM. “Aos olhos da população, o Imip maltrata as mulheres, a ponto de morrerem. Temos hoje um hospital que se diz de ponta, uma instituição de ponta. Mas de ponta só para ganhar dinheiro? o que se quer é um hospital de ponta para cuidar de vidas. Não se pode uma mulher entrar boa e sair morta”, critica.

Zé Santos justificou que a comissão decidiu procurar o MPPE por considerar “mortas” as instituições de fiscalização do Estado e até mesmo do município. Apesar de elogiar a decisão dos vereadores da Casa Plínio Amorim em criar uma Comissão Especial de Inquérito para investigar os casos ocorridos no HDM, ele afirma que a iniciativa partiu depois da mobilização dos líderes comunitários, e aproveitou para criticar a atuação da Comissão de Saúde da Casa, que não agiu com deveria diante dos últimos acontecimentos. “Teve um vereador que disse que a Comissão de Saúde vacilou, dormiu no ponto. Não fui eu quem disse. Agora, é estranho com tantas mulheres morrendo no Dom Malan, e essa comissão não ter tomado nenhuma providência”, disse Zé Santos, que também não viu o Conselho Municipal de Saúde cumprir seu papel.

Governador

O líder comunitário também não isentou o atual governador Paulo Câmara de sua responsabilidade acerca da situação. “Ele já deveria ter tomado as providências necessárias”, afirmou. Zé Santos disse que, seja por bem ou pressionado pelo MPPE, ele agora terá de agir. Ele disse acreditar que se o gestor tivesse cumprido a promessa de construir um Hospital da Mulher em Petrolina, o caos que atinge atualmente o HDM não existiria, ou ao menos os problemas seriam em proporção bem menor, porque a obra ajudaria a desafogar o HDM. A promotora Ana Cláudia de Sena Carvalho ficará à frente da ação cível.

Ronaldo Silva nega que reunião entre Miguel e bancada governista foi para ‘aparar’ arestas

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Integrante da bancada governista na Casa Plínio Amorim, o vereador Ronaldo Silva (PSDB) minimizou os rumores de que alguns estariam insatisfeitos com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (sem partido). Ronaldo assegurou que uma reunião feita pelo gestor, semana passada, com seus pares, não teve nada de ‘aparar’ supostas arestas.

Segundo o vereador, o encontro serviu para Miguel apresentar ao grupo para mostrar sua agenda de trabalho de 2018, em relação a novos investimentos e convênios para Petrolina. “Fomos tirar algumas dúvidas com o prefeito sobre esses convênios, inclusive o de R$ 60 milhões para pavimentação, que demos como crédito especial ao prefeito. Na época o Tribunal de Contas suspendeu o empréstimo que faria junto à Caixa, mas a Caixa voltou a fazer empréstimo aos municípios, e Petrolina está incluída”, explicou.

Perguntado sobre as ressalvas que vinha fazendo à administração, mesmo sendo aliado de Miguel, Ronaldo Silva disse apenas que se considera “um observador” no intuito de apontar “as coisas erradas, para consertar”. “Não digo o que o governo quer ouvir, mas o que precisa ser dito, e o prefeito é uma pessoa consciente, que tem ouvido a bancada”, ponderou. Ele também garantiu que seu relacionamento político com Miguel é o melhor possível. “Não sou desses vereadores que vivem no gabinete do prefeito. Só o procuro quando ele nos chama, e participo dos eventos”, disse.

Ronaldo evitou, no entanto, citar os colegas que costumam frequentemente procurar o prefeito. “Isso é natural. Cada um tem sua forma de fazer política”, concluiu.

Ronaldo Cancão barra sugestão de Zenildo sobre incluir médico em comissão especial para apurar HDM

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O clima ficou pesado na sessão plenária de ontem (10), na Casa Plínio Amorim, durante participação do grupo de mulheres que idealizaram a Campanha ‘Sou Mãe, Tenho Medo’, as quais lutam por melhorias no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip. Ao comentar sobre a criação de uma Comissão Especial de Inquérito, aprovada semana passada por 16 votos a 2, um dos autores do requerimento, vereador Ronaldo Cancão (PTB), assegurou que a comissão não terá holofotes eleitoreiros, nem servirá a interesses pessoais.

Sem citar nomes, Cancão disse que “ninguém nunca o viu em corredor de hospital, pedindo favorecimento” a quem quer que seja por uma cirurgia. “Isso me envergonha. Nunca me elegi, nem nunca vou me eleger, matando pessoas. Porque quando coloco outro na frente, estou tirando o direito de quem está atrás”, declarou.

Citando o caso da jovem Miliam Carvalho da Silva, de 15 anos, que estava grávida de cinco meses e morreu no HDM após complicações em seu quadro de saúde, o governista disse que a Comissão Especial de Inquérito vai atuar “de forma independente, doa a quem doer”.

Coincidência ou não, o comentário do vereador foi logo após a sugestão do seu colega de bancada, Zenildo do Alto do Cocar (PSB), que pediu para a comissão incluir um representante do Conselho de Medicina. Não só Cancão barrou a ideia, como barrou o próprio Zenildo, o qual tinha pedido para participar. “(A comissão) já está completa”, declarou.

Integrantes

O requerimento da semana passada foi referendado pelo líder da bancada de oposição, Paulo Valgueiro (MDB), Rodrigo Araújo (PSC), Ronaldo Silva (PSDB) e Gabriel Menezes (PSL). Todos estes, além de Cancão, integrarão a Comissão Especial de Inquérito para apurar os problemas na saúde pública de Petrolina. Cancão disse que a comissão tem caráter suprapartidário, ou seja, cada legenda indicou seu representante. O máximo de integrantes é sete.

Como já tinha adiantado a este Blog, Cancão reiterou que pelos próximos dez dias a comissão deverá ser instalada, a partir da aprovação do presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira.

Representante da comissão de mães fala em ir até Paulo Câmara por melhorias no HDM: “Mortes não foram fatalidades, foram negligências”

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Indignada com o posicionamento da direção do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, que se recusou a receber uma comissão de mulheres da Campanha ‘Sou Mãe, Tenho Medo’, realizada na manhã desta quinta (10) em Petrolina, uma das integrantes da comissão, Luciana Santos, assegurou na Casa Plínio Amorim que a luta das mulheres por melhorias no atendimento e nas condições estruturais da unidade médica será intensificada. O grupo, inclusive, já acionou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), após não ter conseguido conversar com nenhum representante do hospital.

Segundo Luciana, a promotora Ana Cláudia Carvalho comprometeu-se a receber o grupo ainda nesta quinta. Na ocasião, a promotora solicitou às mães quem entreguem um relatório com os problemas detectados no HDM, para que o MPPE possa cobrar as medidas cabíveis.

Luciana não poupou críticas à direção da unidade médica, uma vez que havia o compromisso de dialogar com o grupo. “Eles foram covardes porque tinham se comprometido em receber 50 pessoas no auditório (do hospital) e se diziam abertos à conversa”, desabafou.

Ela também afirmou que não aceita o argumento da direção, de que o número de óbitos ocorridos na unidade médica fica dentro da realidade. “Isso é um absurdo. Eles não são donos de nossas vidas. Não queremos óbito nenhum. As mortes que aconteceram no Dom Malan não foram fatalidades, foram negligências. E eles não são capazes sequer de dar uma satisfação à sociedade”, alfinetou. Luciana disse que o próximo passo do grupo é procurar diretamente o governador Paulo Câmara. “Ele cuida do Estado e também precisa nos dar respostas”, completou Luciana, que reiteirou as declarações num breve discurso no plenário da Casa.

Mobilização de mães lota plenário da Casa Plínio Amorim e discursos miram HDM: “Matadouro”

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Foto: Ivaldo Reges

O plenário da Casa Plínio Amorim ficou lotado na manhã de hoje (10), por conta da mobilização de um grupo de mães que saíram às ruas de Petrolina para reivindicar melhorias no Hospital Dom Malan (HDM), gerido pelo Imip.

O ato público também contou com a presença de vários líderes comunitários da cidade. Uniformizados com a Campanha ‘Sou Mãe, Tenho Medo’, o grupo saiu da Praça da 21 de Setembro, seguindo até o HDM. A direção do hospital, no entanto, não recebeu as manifestantes.

De lá as mulheres foram até o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), onde devem entregar posteriormente um documento sobre os problemas que vêm denunciando no hospital.

Em seguida o grupo foi à Câmara de Vereadores. O presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), abriu espaço na sessão plenária para as manifestantes. Uma das que falaram foi Enileide Carvalho da Silva, mãe da jovem Miliam Carvalho da Silva, de 15 anos, que morreu semana passada nas dependências do HDM, com cinco meses de gravidez.

Visivelmente emocionada, Elineide reforçou que houve “negligência médica” no atendimento à jovem. “O Dom Malan se transformou num matadouro. Estão matando nossas filhas. Não podemos mais permitir que isso continue a acontecer”, desabafou.

Críticas

Nos demais discursos que se seguiram, sobraram críticas duras ao Governo de Pernambuco, em especial à gestão de Paulo Câmara, que havia prometido em campanha (há quatro anos) um Hospital da Mulher para Petrolina. Também ficou decidida a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar os problemas ocorridos na unidade hospitalar. O requerimento foi do vereador Ronaldo Cancão (PTB), que foi aprovado na semana passada por 16 votos contra dois. Mais detalhes pelas próximas horas.

Ariano de signo e músico de coração: Maviael Melo mantém-se fiel à arte e à poesia em seu segundo trabalho

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O músico, poeta e compositor pernambucano Maviael Melo já vive as expectativas para lançar seu segundo trabalho. Passaram-se pouco mais de quatro anos, desde seu rebuscado CD de estreia “Entre a Ponte dos Sonhos”. Agora ele vem com “Áries da Canção”, ainda mais bem elaborado que o primeiro.

Na verdade, não se trata apenas de um mero disco. Nesse novo projeto, Maviael mescla música com leitura ao reunir CD, DVD, vinil, livro e uma revista com letras cifradas das canções. Ao Blog, ele contou que “Áries da Canção” (Áries é o seu signo) originou-se de um show que foi montado em março do ano passado para o Troféu Caymmi, em Salvador (BA), onde reside atualmente.

Inicialmente, segundo ele, a ideia era vir com o CD e DVD. Mas resolveu tirar um “capricho” antigo de fazer também um disco em vinil, após ganhar de presente uma vitrola durante o processo de criação do seu trabalho. O livro veio como sugestão de um amigo dele, em Amargosa (PE). Toda a elaboração da caixa que compõe “Áries da Canção” Maviael fez em casa. A partir daí, veio outra questão pertinente: como fazer o marketing do produto?.

Diante da falta de prioridade dos governantes para a cultura do país, Maviael não esperou por ninguém. Ele mesmo mergulhou fundo para viabilizar seu projeto, que não foi barato. Mas conseguiu. Com uma tiragem de 500 caixas (cada uma a R$ 200,00), o músico vendeu 250 a amigos e empresários próximos. Gente que costuma comprar garrafas de vinho de R$ 1 mil, no final do ano, ou presentear funcionários com souvenires caros, abraçou a ideia do poeta. “Deu para tirar o custo”, diz. A outra cota das caixas é reservada para o merchandising, que inclui a venda dos seus shows e a divulgação junto a parceiros culturais e veículos de comunicação.

Ele aproveitou sua vinda a Petrolina, onde fará o lançamento do segundo trabalho nesta quinta (10), às 20h no Teatro Dona Amélia, no Sesc, para reforçar a divulgação. Participou do 4º Clisertão, correu atrás de outdoors e também de amigos na mídia. Na TV Grande Rio, por exemplo, Maviael emplacou um clipe. Ele admite, porém, que não é só pela amizade. “Eles olham para qualidade do trabalho, não só na parte gráfica como na parte musical, dos arranjos, e veem que vale a pena”, ressalta. Para arcar com as despesas dos músicos que vêm de Salvador para o show de amanhã, Maviael sentiu o mesmo ao vender o novo trabalho para alguns amigos, que ainda ganharam ingressos de cortesia. “É gratificante perceber que eles reconhecem isso também”, afirma.

“Áries da Canção”

Todo o processo de criação – desde a concepção do show, a gravação e a prensagem do disco – durou nove meses. Uma gestação que gerou um ótimo ‘filho’, acredita Maviael. São 18 faixas (sendo 14 músicas e quatro poesias) no CD, e nove no vinil. Ele lembra ter até encontrado certa dificuldade para selecionar o que iria para o “Áries da Canção”, já que chegou a fazer um disco antes desse, o qual acabou não tirando do papel. “Tinha feito músicas há dez anos, que pediram pra entrar (no novo disco). Meu critério é de me enxergar em cada música que faço”, analisa.

Assim como no disco de estreia, Maviael trouxe gente de primeira linha para o “Áries da Canção”. Um dos parceiros é o maestro João Omar (filho do cantor Elomar), que também estará em Petrolina; outro, também maestro, é Marcelo Fonseca, um mineiro que mora em Salvador e cuidou da direção artística, musical e os arranjos do disco. Outros convidados para o show de amanhã serão Maciel Melo (irmão de Maviael), Flávio Leandro – entre outros. Esse show em Petrolina, segundo o músico, acontece exatamente um ano após aquele realizado em Salvador, que deu luz ao novo disco.

Depois de Petrolina, Maviael ainda tem compromissos em Ouricuri (PE), no sábado (12), para prestigiar o documentário de um amigo seu, Caetano Bezerra, que também mora em Salvador e fez a captação de som do DVD de “Áries”. Depois disso, seguirá com outros compromissos pela Bahia. Empolgado, ele não esconde o orgulho pelo projeto. “Ninguém, nos últimos 20 anos, lançou um trabalho com esse formato”, garante.

Gonzaga Patriota diz não ter medo de ‘chapão da morte’ e crava: “Povo pernambucano não quer minha aposentadoria”

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Caminhando forte para tentar seu nono mandato na Câmara Federal, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) já tem em conta as imensas dificuldades que enfrentará nas eleições deste ano. Convite para sair do partido, onde já está filiado há 26 anos, ele até recebeu, o que aumentaria significativamente suas chances de ser reeleito. Mas decidiu permanecer e encarar uma chapa proporcional que chama de ‘chapão da morte’.

Segundo o socialista, para ser reeleito este ano será preciso, pelo menos, 150 mil votos. No último pleito, em 2014, ele teve 100 mil votos. “Sempre tive pouco juízo, ou tenho juízo demais”, brincou, em entrevista a este Blog. Mesmo com esse cenário eleitoral complicado, Gonzaga mantém-se mais empolgado do que nunca.

Para o deputado, os pernambucanos vão lhe proporcionar uma “surpresa positiva” nas urnas. “O povo pernambucano vai dizer: ‘Gonzaga não quer a aposentadoria dele, nem a meiota com miúdo de tripa. Quer é continuar como deputado, pela saúde, pela coragem, pela determinação, pela compreensão que tem com o povo e também pelo que apreendeu durante esse tempo’. Então, acho que o povo dará uma surpresa a muita gente, ajudando a me eleger no chapão, porque se eu tivesse ficado numa chapinha seria muito mais fácil”, ponderou.

Prefeituras

Mas não é apenas confiando no seu eleitorado que Gonzaga acredita num grande desempenho em 2018. Ao contrário de outros colegas deputados, ele não tem prefeituras ao seu lado, mas faz seu papel de parlamentar apresentando emendas para beneficiar municípios, mesmo onde o gestor é seu adversário. Foi assim, por exemplo, em Salgueiro, cuja administração é de Clebel Cordeiro (MDB). Em Lagoa Grande, com Vilmar Cappellaro (MDB), em Afrânio, com Rafael Cavalcanti (MDB) e até em Petrolina, Gonzaga tem procurado colaborar com os gestores municipais.

Na maior cidade do Sertão, por exemplo, ele destinou recentemente R$ 1,1 milhão em emendas. “O prefeito Miguel Coelho certamente tem seu deputado federal, mas acho que ele não vai tirar voto de Gonzaga, porque Gonzaga é parceiro dele, assim como esses outros prefeitos”, avalia o socialista, que garante ter voto nos 184 municípios do Estado.

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