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Petrolina,PE
12/11/2017

Antônio Carlos Miranda

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Mesmo comemorando emendas aprovadas da oposição no PPA e LOA, Gilmar Santos cutuca governistas: “Cheque em branco”

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Autor da emenda que estipulava em 20% o remanejamento orçamentário ao qual o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), teria o direito sem pedir autorização à Casa Plínio Amorim, e que foi referendada pelos demais integrantes da bancada de oposição, o vereador Professor Gilmar Santos (PT) manteve as críticas após os governistas aprovarem a margem de 40%, na sessão de ontem (5). Com um orçamento de R$ 819,8 milhões para 2018, o prefeito terá R$ 329 milhões para remanejar da forma que achar mais adequado, não necessitando do crivo dos vereadores.

O que foi aprovado hoje (ontem) representa os interesses do governo, que nem sempre são os interesses da população”, cutucou.

Para o petista, as prioridades incluídas no Plano Plurianual (PPA) para os próximos quatros anos (num total de mais de R$ 3 bilhões) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 “não têm compromisso real com a superação das desigualdades em Petrolina”. Mesmo assim, Gilmar ainda conseguiu ver uma vitória da oposição, que teve todas as emendas aprovadas – à exceção dos 20% de remanejamento.

Por exemplo, temos R$ 8 milhões para São João, Carnaval e aniversário da cidade, sendo que para a pavimentação temos apenas R$ 4 milhões. Então, achamos por bem tirar R$ 1 milhão dos grandes eventos para colocar na pavimentação. Ou seja, nesse orçamento a gente teve uma vitória porque todas as emendas da bancada de oposição foram aceitas e aprovadas. Nós esperamos que o prefeito execute, porque ganha a população de Petrolina se esses recursos forem efetivados em políticas públicas”, avaliou.

Dependência

Perguntado se a atual bancada governista, que era oposição na gestão passada e sempre defendeu os 20% para o ex-prefeito Julio Lossio (PMDB), Gilmar foi contundente. Segundo ele, os aliados do prefeito na Casa confirmam que têm “algum tipo de dependência” junto ao governo municipal, quando praticam “uma política de conveniência”. “Eles entregaram ao prefeito Miguel Coelho um cheque em branco. Isso nos preocupa, porque 2018 é um ano eleitoral, e é muito possível que o prefeito movimente esses recursos, de 40%, conforme as suas conveniências”, disparou o vereador.

Gilmar Santos volta a defender Marília Arraes como pré-candidata a governadora e sugere que Odacy esteja a serviço “de forças externas” ao PT

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Depois de mandar seu recado a Odacy Amorim pelo Facebook, o vereador Professor Gilmar Santos voltou a se manifestar sobre a decisão do deputado em se colocar como mais uma opção do PT de Pernambuco na disputa pelo Governo do Estado nas eleições 2018. Perguntado pela imprensa sobre o assunto, após a sessão plenária desta terça-feira (5) na Câmara, Gilmar foi ainda mais claro do que em seu perfil na rede social.

Segundo o vereador, Marília já vem colocando seu nome à militância e ao próprio partido desde julho último. “(Marília) é um nome que representa muito o projeto do partido, uma tradição de luta dos movimentos sociais, uma tradição de esquerda mesmo”, afirmou Gilmar, lembrando que a candidata carrega também uma tradição no sobrenome: é neta do ex-governador Miguel Arraes.

Afastando ainda mais qualquer hipótese de ver Odacy pleiteando esse projeto, o vereador declarou que Marília é a mais indicada para recuperar o protagonismo político do PT no Estado, para devolver o desenvolvimento econômico, a inclusão social e a distribuição de renda conquistados durante os Governos Lula e Dilma.

Gilmar disse lamentar que a decisão de Odacy venha a partir “de uma vontade pessoal, e não referenciada pelo partido, o que gera a uma desconfiança sobre até que ponto essa pré-candidatura fortalece ou presta um desserviço ao partido”.

Forças externas

O vereador deixou claro que vê legitimidade em Odacy pleitear uma indicação majoritária do PT, até pelo fato de ser uma referência eleitoral na região. Por conta disso foi até estimulado pela militância a disputar uma cadeira na Câmara Federal. Mas Odacy teria alegado que não tinha como arcar como uma campanha tão onerosa, e por isso iria tentar a renovação do seu mandato na Assembleia Legislativa. “Nos causa surpresa ele colocar agora o nome para o Governo do Estado, que exige uma estrutura muito maior. Ou é uma decisão muito pessoal, e é isso que está expresso, ou está prestando um serviço a forças externas ao PT, que querem inviabilizar o papel do PT junto à sociedade, exatamente pelo PT ter compromisso com a população mais empobrecida e enfrentar as injustiças”, afirmou, sem citar quem seriam essas “forças”.

Gilmar justificou ainda sua defesa pelo nome de Marília devido ao fato de, além de ter densidade eleitoral, pesquisas de opinião apontam a vereadora em todos os cenários num eventual segundo turno para o governo – e enfrentando medalhões políticos como o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB).

Marília tem 10% de intenções, enquanto o senador tem 2%. Ou seja, ela representa eleitoral e politicamente, o que não tem sido o caso do companheiro Odacy Amorim”, declarou Gilmar. “Ele tem serviços prestados ao PT, mas esperamos que ele possa fazer uma revisão para contribuir de outra maneira”, pontuou. O vereador disse ainda não existir a menor possibilidade de assumir um compromisso político dessa envergadura com Odacy, até porque já está ‘fechado’ com Marília. Segundo o encontro estadual da legenda vai referendar o nome da vereadora para expressar o sentimento de um conjunto de forças que se identificam com o projeto do PT.

Com orçamento aprovado pela Casa Plínio Amorim, Miguel terá direito a R$ 329 milhões de remanejamento

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O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), terá um orçamento de R$ 819,8 milhões para 2018, a ser investido em diversas áreas de sua gestão. Esse foi o montante referente à Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada sem problemas pela ampla maioria dos vereadores, na sessão desta terça-feira (5), na Casa Plínio Amorim.

Das 339 emendas ao projeto do Executivo, apenas uma – de autoria da bancada de oposição – foi rejeitada pela Comissão de Finanças da Casa. Era justamente a que tratava do remanejamento orçamentário ao qual o prefeito tem direito, sem necessitar pedir autorização aos vereadores.

A bancada queria que esse valor ficasse em 20% do orçamento, como aconteceu durante os oito do Governo Julio Lossio. Mas, por 17 votos a 5, os governistas aprovaram 40% para Miguel, que dessa forma poderá remanejar recursos de R$ 329 milhões, da forma que desejar, para as áreas da gestão, sem passar pelo Legislativo.

Presidente da Comissão de Finanças, o vereador Ronaldo Silva (PSDB) agradeceu o posicionamento dos demais pares em relação à matéria. Ele ainda tentou convencer os oposicionistas a mudarem sua opinião quanto aos 20%, mas disse entender a decisão da bancada. Integrante da oposição, Cristina Costa (PT) também suavizou em seu discurso. Mesmo não tendo a emenda da bancada aprovada, ela ressaltou que a população de Petrolina quer ver debates propositivos na Câmara Municipal, como o que aconteceu hoje. “O povo quer ver o Executivo administrando a prefeitura, e nós, parlamentares, administrando a Câmara de Vereadores”, frisou.

PPA

Também por unanimidade da Casa, outro projeto do Executivo, referente ao Plano Plurianual – que norteia investimentos do município pelos próximos quatro anos – também foi aprovado.

Disposto a entrar pela ‘porta da frente’ no Congresso, Guilherme diz o que tem de fazer: “Ouvir e caminhar”

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Guilherme Coelho (PSDB) já tem um objetivo definido para 2018: quer entrar pela ‘porta da frente’ na Câmara dos Deputados. Cogitado para uma eventual disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ele praticamente descartou esse projeto. Prova disso foi a visita a Petrolina, na última quinta (30/11), do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, o qual anunciou investimentos milionários para o Pontal, em cerimônia num hotel da cidade. No discurso, o tucano disse com todas as letras que o lugar dele “não é em Petrolina nem no Recife, mas em Brasília”. Voltou a repetir a declaração em sua confraternização anual com a imprensa, na noite de quinta.

O suplente de federal aumentou ainda mais essa convicção justamente por um sonho que seu pai, Osvaldo Coelho (falecido em 2015), não viu frutificar: o funcionamento do Pontal. Em sua passagem como parlamentar na Câmara, este ano, após a ida do seu companheiro de partido, Bruno Araújo, para o Ministério das Cidades, Guilherme empolgou-se ainda mais com a possibilidade de tocar adiante o legado de Osvaldo em prol da irrigação na região.

Com uma previsão de 100 mil votos para se eleger no ano que vem, o tucano contou, numa breve coletiva de imprensa, que vem fazendo o que sempre fez para atingir essa meta. “Venho de uma escola muito boa, que é a escola do meu pai. Desde muito cedo aprendi a ouvir e a caminhar. É isso que estou fazendo”, ponderou.

Ele disse que o período que passou na capital federal “foi de aprendizado”, sobretudo por ter fortalecido ainda mais sua luta pelos pequenos agricultores. Uma de suas atuações enquanto parlamentar foi a defesa da renegociação de dívidas dos produtores rurais. “Isso beneficiou 80,90 mil agricultores em Pernambuco. É isso que me revitaliza e me dá vontade de vencer”, afirmou.

Dificuldades

Guilherme mostrou-se realista quanto a dificuldades que enfrentará na campanha de volta à Câmara, mas vê esse fato com naturalidade. Ele lembrou que em sua primeira eleição para prefeito (em 1988), contra Diniz Cavalcante, tinha apenas 2% das intenções de voto. Depois, em 1996, venceu novamente Diniz numa disputa dificílima, sendo eleito pela segunda vez. Já nessa última, em 2014, considera que foi “a mão de Deus e de Osvaldo que o fez chegar ao Congresso”, já que ficou na suplência. Mas se diz pronto para, de novo, arregaçar as mangas e ir em busca do mandato de deputado federal.

Ronaldo Silva nega saída do PSDB do Governo Miguel Coelho e minimiza polêmica em torno de requerimentos da oposição

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O vereador Ronaldo Silva (PSDB) aproveitou a tradicional confraternização dele e do suplente de deputado federal Guilherme Coelho (PSDB), na noite de ontem (30/11), com a imprensa de Petrolina, para negar rumores sobre uma suposta saída da legenda do Governo Miguel Coelho. “Eu e Guilherme, que fazemos parte do PSDB municipal, não estamos sabendo disso”, declarou. “O partido está firme e forte com o Governo do ‘Novo Tempo’”, garantiu.

Ronaldo também refutou as afirmações da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim, a qual – segundo ele – tem feito comentários em veículos de comunicação locais de que vereadores da base iriam cortar emendas ao Orçamento, apresentadas pelos oposicionistas ao projeto de lei do Executivo. “Quem corta ou coloca as emendas são as comissões, não os vereadores”, disse.

Presidente da Comissão de Finanças, Ronaldo ressaltou que ele e seus colegas Aero Cruz (relator) e Osinaldo Souza (secretário) estão se debruçando diariamente na Casa, por até 12 horas, analisando o Orçamento. E garantiu que a oposição é quem tem mais emendas aprovadas. “Nós, da comissão, achamos interessantes as reivindicações deles. Cortamos apenas algumas coisas em duplicidade ou que não tinham orçamento. E cortamos as emendas de todos os vereadores, tanto da oposição quanto da situação, para colocar o dinheiro certo para o prefeito trabalhar em 2018”, pontou o vereador.

Ronaldo também minimizou o barulho que vem acontecendo na Casa por conta de requerimentos apresentados pela oposição, pedindo detalhes sobre as secretarias do atual governo. Ele garantiu que os aliados do prefeito não estão entrando no jogo dos oposicionistas, mas admitiu que o pedido dos oposicionistas faz parte da prerrogativa de qualquer vereador. “Quem mais apresentou requerimento na gestão passada foi Ronaldo Cancão (PTB), e a bancada de situação nunca rejeitou nenhum requerimento dele”, concluiu.

Em confraternização com imprensa, Guilherme Coelho e Ronaldo Silva esbanjam otimismo para 2018

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Na tradicional confraternização com a imprensa e convidados, realizada na noite de ontem (30/11) no Hotel do Grande Rio, Centro de Petrolina, o suplente de deputado federal Guilherme Coelho (PSDB) e seu aliado de primeira hora, vereador Ronaldo Silva (PSDB), esbanjaram otimismo para 2018, ano de eleições no país.

Primeiro a falar, Ronaldo Silva lembrou que na confraternização do ano passado, nessa mesma época, a ocasião era de comemorar a vitória dele, que tinha sido eleito para a Casa Plínio Amorim. No ano que vem, o vereador disse ter certeza que a festa será para Guilherme.

Ronaldo lembrou o legado deixado pelo eterno deputado e pai de Guilherme, Osvaldo Coelho (falecido há dois anos) em prol da irrigação e dos mais humildes, dizendo não ter dúvida que seu filho dará continuidade a esse trabalho. “Em 2018, Guilherme, estaremos aqui novamente, mas desta vez comemorando sua eleição”, declarou.

Guilherme reforçou as palavras do aliado. Primeiro, se disse feliz por realizar, pelo quinto ano, essa reunião anual. Reforçou também sua amizade com Ronaldo, a qual considera “um irmão, mesmo sendo completamente diferentes”, brincou. Ele também não escondeu a emoção de poder realizar um antigo sonho que seu pai não conseguiu ver em vida: a concretização do Projeto Pontal. Ele se referiu à vinda do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a Petrolina, no dia de ontem, para anunciar R$ 100 milhões de investimentos no projeto. Guilherme deixou claro que sua bandeira, caso retorne à Câmara Federal, será a do homem da irrigação e o do sequeiro. “Penso que meu lugar não é aqui em Petrolina, muito menos no Recife. Meu sonho e minha vontade é ficar em Brasília para defender os sonhos do povo da região do Vale do São Francisco e de Pernambuco”, completou.

Ruy Wanderley e o recado a Tolentino: “Devo estar incomodando porque também sou cotado para disputar candidatura de deputado”

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Incomodado com a presença constante dos assessores do prefeito Miguel Coelho (PSB) nas sessões plenárias da Câmara de Vereadores Petrolina, o líder da bancada governista, Ruy Wanderley (PSC), não só criticou o fato ontem (28) como ironizou ao afirmar entender o porquê do “fogo amigo” no próprio grupo ao qual pertence – como este Blog já destacou anteriormente.

“Devo estar incomodando porque também sou cotado para disputar uma candidatura de deputado estadual pelo meu partido”, declarou Ruy. O recado do líder tem nome e sobrenome: o assessor especial Orlando Tolentino (PMDB), que até já está em campanha por uma vaga à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Ruy Wanderley descarta ‘racha’ na bancada, mas se diz incomodado por assessores de Miguel e pode deixar liderança

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Nomeado líder do Governo Miguel Coelho na Casa Plínio Amorim desde o início da atual legislatura, o vereador Ruy Wanderley (PSC) admitiu pela primeira vez a possibilidade de entregar essa tarefa a outro companheiro de bancada. Em entrevista à imprensa, no entanto, ele descartou que sua reavaliação tenha a ver com o fato dos governistas terem respaldado, na sessão desta terça-feira (28), um requerimento de autoria do vereador oposicionista, Professor Gilmar Santos (PT).

O requerimento (404/17), que acabou gerando o envio de uma nova pauta de votação, solicita do Executivo informações sobre o funcionamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, incluindo uma lista de equipamentos, veículos e cargos comissionados e efetivos da Pasta. Mas o fato é que nove governistas – Gaturiano Cigano, Alex de Jesus, Ronaldo Silva, Elismar Gonçalves, Osinaldo Souza, Rodrigo Araújo, Ronaldo Cancão, Edilsão do Trânsito e o próprio Ruy – votaram a favor do requerimento.

Apesar disso, o líder da bancada nega um ‘racha’ entre os integrantes. Também assegurou que a aprovação ao requerimento de Gilmar não se trata de recado de nenhum vereador do grupo supostamente insatisfeito com o prefeito Miguel Coelho (PSB). Até porque, caso haja alguma insatisfação, os vereadores aliados externam seus pontos de vista para os secretários ou para o próprio Miguel.

Ruy também deixou claro, quantos aos requerimentos da oposição ou situação, que esse assunto vem sendo constantemente discutido entre sua bancada e, sempre que houver a necessidade de aprovar (como ocorreu hoje), seus colegas tomarão o posicionamento mais adequado.

A gente não pode estar aqui derrubando requerimentos só porque o cara é da oposição. As informações estão no Portal da Transparência, sem problemas. Então por que a gente vai negar o acesso a essas informações? O Governo Miguel Coelho não tem nada a esconder. Nós aprovamos porque entendemos que tem de haver transparência”, declarou Ruy, ressaltando ainda que esse também é o papel de todo vereador.

Assessores

Mesmo assim, Ruy demonstra-se incomodado no cargo de líder devido a constantes intervenções de alguns assessores do prefeito no trabalho da bancada. Na sessão desta terça, por exemplo, um deles reprendeu uma funcionária de carreira da Casa, por ter reenviado a pauta do dia com o requerimento de Gilmar, quando a primeira (enviada ontem às 13h, conforme o Regimento) não continha. O líder, mesmo reconhecendo não ser do perfil do assessor agir da forma como agiu, criticou a atitude.

Ele também reclamou da presença dos assessores em todas as sessões plenárias. “Na época que fui oposição a Guilherme Coelho não tinha isso, nem com os prefeitos Fernando Bezerra e Odacy Amorim. Tinha no Governo Julio Lossio, e eu continuo sendo contra, mesmo aliado do prefeito Miguel Coelho”, frisou. “É inadmissível essa quantidade de assessores no plenário”, completou.

Dizendo não ser vereador de aceitar que ninguém lhe puxe pelo paletó, Ruy ratificou que foi eleito para defender os direitos dos petrolinenses e não admitirá nenhum assessor lhe dizendo o que tem de fazer ou como agir. Perguntado se estaria disposto a entregar a liderança da bancada por causa disso, Ruy afirmou que deve tratar do assunto com os demais pares e com Miguel. “Eu tenho dito para vocês, ao longo desses meses, que a gente tem avaliado. Vou conversar com o prefeito, sou aliado dele e foi ele quem me escolheu. Mas essa conversa vai ser entre eu, Miguel Coelho e a nossa bancada”, finalizou.

Requerimento de Gilmar Santos gera polêmica na Casa Plínio Amorim e une oposicionistas e governistas

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Um requerimento de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) causou um mal-estar generalizado na sessão desta terça-feira (28) na Casa Plinio Amorim, fazendo até mesmo governistas e oposicionistas ficarem do mesmo lado.

O motivo é que o requerimento (404/17) do petista, segundo um integrante da assessoria do prefeito Miguel Coelho (PSB), não deveria ter entrado na pauta de votação desta terça, já que a assessoria da Câmara havia enviado a primeira pauta sem essa matéria. Pelo regimento da Câmara, a pauta deve ser enviada à imprensa e aos demais vereadores até às 13h do dia anterior à sessão plenária – neste caso, ontem (27), o que foi feito.

No entanto, a assessoria da Casa enviou uma pauta corrigida, a qual incluía o requerimento de Gilmar. Mas o aliado do prefeito disse que essa nova pauta foi enviada às 5h33 de hoje (28), o que não é permitido pelo regimento. “Fizeram um jogo para votar essa pauta”, disse o assessor, em reserva, que criticou duramente uma servidora da Casa, provocando a revolta dos vereadores das duas bancadas.

Pelo requerimento, que terminou aprovado pela maioria (incluindo nove vereadores da base do prefeito), Gilmar pede informações detalhadas do funcionamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos – incluindo servidores do cargo e comissionados.

Críticas

Aborrecido, o líder oposicionista Paulo Valgueiro (PMDB) criticou o que considera “assédio moral” sofrido pela servidora do Legislativo que enviou a pauta. Em discurso, ele cobrou providências do presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), para evitar que outros fatos desse tipo aconteçam novamente na Casa. Já o líder da bancada de situação, Ruy Wanderley (PSC), disse não ver problemas em aprovar requerimentos que venham da oposição. “Nosso papel também é o de fiscalizar. O Governo Miguel Coelho não tem o que temer, por isso não vemos problemas em aprovar o que a oposição pede de informações”, ponderou.

FBC afirma que desgaste com Paulo Câmara vem desde o início da gestão do socialista: “Não me quiseram no governo”

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Nome em potencial para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas em 2018, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) revelou que o desgaste com o governador Paulo Câmara (PSB) não foi de agora, mas desde o início da gestão do socialista. A afirmação foi dada ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal, nesta segunda-feira (27).

Isso vem desde o início, há três anos, quando não quiseram que eu participasse (do governo)”, declarou o senador. Ele se referiu à época em que teria indicado um nome para compor a equipe de Paulo, mas o governador recusou, e ainda o informou sobre sua decisão pelo WhatsApp. Em represália, o senador não participou da solenidade de posse do secretariado de Paulo. O ex-socialista frisou que sua relação com o chefe do Executivo melhorou um pouco no ano passado, com a indicação do PSB de Miguel Coelho para disputar a Prefeitura de Petrolina.

Mesmo assim, FBC elencou várias críticas à gestão do governador. Numa delas, ele lembrou que Pernambuco tem, atualmente, mais de 700 mil desempregados. Também citou problemas sérios na saúde, como a falta de medicamentos, e a questão da segurança pública com o número alarmante de homicídios.

Outro dado negativo do Governo Paulo Câmara, segundo o senador, diz respeito à falta de projetos. Ele afirmou que o Estado utilizou apenas R$ 125 milhões, dos R$ 600 milhões de empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Adutora do Agreste. “Existem outros R$ 250 milhões que estão ‘dormindo’ no BNDES”, cutucou.

Representante de movimento de mulheres negras afirma: “Petrolina é uma cidade racista”

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Uma das convidadas da sessão solene de ontem (21) na Casa Plínio Amorim, que exaltou o Dia da Consciência Negra – lembrado em todo o país no dia 20 de novembro –, a representante da Rede de Mulheres Negras em Petrolina, Viviane Costa Santos, lamentou a falta de prioridades das gestões municipais para essa faixa da população. Segundo ela, “Petrolina infelizmente é uma cidade racista”, disse.

Viviane informou que, em nível nacional, a comunidade negra já conseguiu conquistas relevantes, a exemplo da Lei de Cotas. No entanto, no plano municipal, avanços ainda precisam acontecer. “No ano passado a gente teve aqui a 1ª edição do Afrobrasilidade, e pontuamos algumas demandas que não foram atendidas”, declarou.

Ela lembrou que também no ano de 2016, na gestão passada, o movimento solicitou da prefeitura uma campanha específica para a saúde da população negra quanto ao combate à anemia falciforme. Até hoje não houve retorno. O mesmo aconteceu com o pedido para implantação de um Conselho de Promoção de Igualdade Racial e de um feriado municipal pelo Dia da Consciência Negra, que já existe em várias cidades brasileiras. No Sertão pernambucano, Santa Maria da Boa Vista aderiu ao feriado e virou referência na região.

Perguntada sobre o discurso feito pelo deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE), na última segunda-feira (20), o qual declarou que as autoridades do país “devem respeito” aos negros, Viviane ratificou o comentário. Mas disse que, na atual conjuntura, a comunidade afro precisa muito mais do que palavras. “Deve não só respeito, mas reparação com leis. De falas, a gente já se cansou. A gente quer leis que realmente contemplem a população negra”, finalizou.

Valgueiro volta a assegurar que saída do PMDB se dará no momento certo e cutuca FBC: “Qual a história de Fernando no partido?”

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O vereador e presidente do PMDB em Petrolina, Paulo Valgueiro, voltou a mostrar tranquilidade em relação ao seu futuro político, caso o senador Fernando Bezerra Coelho assuma o comando do partido em nível estadual. Ratificando declarações anteriores, Valgueiro disse ser inviável uma convivência entre o grupo do ex-prefeito Julio Lossio, do qual faz parte, e o do senador FBC. Mas deixou claro que, se tiver que deixar a legenda por vias legais, isso só acontecerá em 2020, quando tentará a renovação do seu mandato na Casa Plínio Amorim.

Até lá Valgueiro disse que não se incomodará com quem quer que ingresse no partido. O recado é direto ao senador e aos filhos dele, o prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o ministro de Minas e Energias Fernando Filho.

“Eles vão ter de conviver comigo até o momento certo de sair. Vão ter o desprazer de ter um membro do PMDB fazendo oposição a um governo do PMDB”, afirmou Valgueiro, acrescentando que, na prática, o partido terá duas alas distintas em Petrolina. O vereador lembrou ainda que está há 20 anos na legenda e, quando decidiu se filiar, foi por questões ideológicas e pela admiração a figuras históricas do PMDB.

Valgueiro ressaltou também que o presidente estadual da legenda ainda é o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, e é a ele e ao deputado federal Jarbas Vasconcelos que deve satisfação, não a Fernando Bezerra. “Qual a história de Fernando no PMDB?”, indagou.

Contas de Lossio

Perguntado sobre a notificação da Casa Plínio Amorim acerca da votação das contas de Lossio, Valgueiro demonstrou surpresa, e ironizou a decisão do Legislativo. “Fiquei surpreso ao ver no Blog de Carlos Britto que ele estava sendo procurado. Em Petrolina todo mundo sabe onde o ex-prefeito Julio mora e onde ele trabalha“, finalizou.

Sobre nova denúncia de Gabriel, Ronaldo Cancão afirma que vereador “solta palavras ao vento”

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Depois de tachar o vereador da bancada de oposição, Gabriel Menezes (PSL), de “mentiroso” sobre o suposto fim do Programa Nova Semente em Petrolina, o integrante da base aliada, Ronaldo Cancão (PTB), voltou a desqualificar outra denúncia de Gabriel, na sessão plenária de ontem (21) na Casa Plínio Amorim. O oposicionista solicitou da prefeitura, através de requerimento, informações acerca de um contrato de quase R$ 40 milhões que teria sido feito pela atual gestão com um escritório de advocacia em Maceió (o Monteiro & Monteiro), por meio da modalidade licitatória de inexigibilidade.

Cancão afirmou que novamente o seu colega de Legislativo “solta palavras ao vento”. Segundo ele, o prefeito Miguel Coelho (PSB) não assinou nenhum contrato com a empresa jurídica.

O vereador governista que essa teria sido uma opção do antecessor de Miguel, ex-prefeito Julio Lossio (PMDB), com a Monteiro & Monteiro, a qual se especializou em recuperar dinheiro a fundo perdido do Fundef, do governo federal. Cancão deixou claro ainda que nesse contrato feito por Lossio o escritório receberia 20% do dinheiro que recuperasse para o município – conforme explicou a vereadora Cristina Costa (PT).

“Esse percentual é determinado pela OAB, e a formatação do contrato teve o aval do Tribunal de Contas da União (TCU)”, ressaltou. Cancão reconheceu o trabalho de Gabriel, mas sugeriu que seu colega deixe de “emprenhar pelos ouvidos”, ao levar informações para o plenário que não correspondem à realidade. “Quero pedir ao vereador uma reflexão na hora de falar. Ele tem muito a oferecer por Petrolina. é inteligente, capaz, íntegro, mas se perde quando às vezes soa no seu ouvido o que não é real”, completou.

Contratação de escritório de advocacia pelo Governo Miguel Coelho gera nova controvérsia na Casa Plínio Amorim

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Depois da polêmica sobre um suposto fim do Programa Nova Semente, o vereador da bancada de oposição, Gabriel Menezes (PSL), voltou a causar polêmica na Casa Plínio Amorim. Durante a sessão plenária desta terça-feira (21) ele cobrou explicações do Executivo acerca de um contrato de quase R$ 40 milhões, feito pelo Governo Miguel Coelho, com um escritório de advocacia localizado em Maceió (AL).

Segundo o vereador, que tomou conhecimento do fato por meio do Portal da Transparência e de sites ligados ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), o contrato foi feito por meio de inexigibilidade e com duração de um ano. Gabriel frisou que nesse tipo de modalidade licitatória não há permissão para contratações.

Através de requerimento ele está pedindo uma justificativa por parte do Executivo, já que em Petrolina há vários escritórios avalizados para isso. “Numa cidade onde nós temos inúmeros profissionais, qualificados, que poderiam estar defendendo os interesses do município”, afirmou.

Outra representante da oposição, a vereadora Cristina Costa (PT), pôs mais lenha na fogueira. Ela informou que o escritório contratado atuaria para agilizar a vinda de recursos federais, por meio de repasse, para a Secretaria Municipal de Educação. “Me chamou a atenção porque nós temos 13 procuradores. Doze são efetivos e um Dr.Diniz (Eduardo), que ganham entre R$ 25 mil e R$ 40 mil, e você ter de contratar uma assessoria de advogados em Alagoas nesse valor, de quase R$ 40 milhões?”, indagou. Cristina disse ainda que desse montante – segundo soube da secretária de Educação Maeve Melo – 20% ficariam com o escritório.

Investigação

A vereadora disse ter entrado com uma representação para investigar o procedimento do governo, uma vez que o prefeito insiste em contratar serviços por meio de inexigibilidade, quando há também as opções de tomada de preço e pregão presencial. No caso do escritório de Maceió, nem haveria a necessidade porque os recursos são referentes a precatórios do Fundeb e o município já ganhou essa questão. Ela informou que o prefeito estaria decidido a voltar atrás na contratação do escritório, mas ainda não oficializou a decisão junto ao TCE-PE, por meio do Portal da Transparência.

Em minoria na Casa Plínio Amorim, bancada de oposição tenta fazer mais que seu papel

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A bancada de oposição na Casa Plínio Amorim deu o que falar, esta semana, após seus cinco integrantes irem deliberar em plenário, na última quinta-feira (16), mesmo o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), ter decidido por não realizar a sessão.

Para o líder da bancada, Paulo Valgueiro (PMDB), a justificativa de Osório pela falta de tempo hábil para preparar a pauta da quinta, devido ao feriado da Proclamação da República, na quarta (15), não convenceu. Valgueiro alegou haver muitos projetos pendentes na Casa, inclusive o do Orçamento para 2018 da Prefeitura de Petrolina. Portanto, não via razão para não ter a sessão da última quinta.

Como toda oposição que se preze, a bancada tenta fazer seu papel. E até mais que isso: como sabe que está em minoria absoluta, aproveita qualquer ensejo para ter o apoio da população petrolinense. Desta vez a estratégia deu certo.

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