Associação do MPPE divulga nota de repúdio às declarações do comandante do Exército

por Carlos Britto // 05 de abril de 2018 às 12:30

Comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

A Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) se manifestou sobre as declarações do comandante do Exército, coronel Eduardo Villas Boas, o qual questionou, em duas mensagens consecutivas publicadas no Twitter, se há quem pense “no bem do país“.

As mensagens do general, publicadas na última terça-feira (3), não citaram o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido ontem (4) no Supremo Tribunal Federal (STF), mas gerou muita polêmica. De acordo com a AMPPE, as mensagens se caracterizam como uma “ameaça velada ao Supremo Tribunal Federal”.

As declarações foram seguidas de manifestações de outros militares de elevada patente em rede social. “É inaceitável um ataque à independência do Poder Judiciário, verdadeiro atentado ao estado democrático de direito”, diz a nota da AMPPE. Acompanhe a íntegra acessando aqui.

Associação do MPPE divulga nota de repúdio às declarações do comandante do Exército

  1. Justino disse:

    Não vejo o MP vociferar com bandido, principalmente com os do colarinho branco. Agora, vem com esta conversa de mole de emitir nota sobre a fala do Comandante do Exército que, se lido com atenção, não disse lá essas coisas. Consultem o povo brasileiro e vejam se ele não aprovou a manifestação SIMPLES e inofensiva do citado Comandante. Juiz fala, que também não podem fazer certos comentários fazem; o MP faz. Somente um comandante é que não pode fazer. Fique tranquilo MP. Não vai ter golpe não. Aliás, no Brasil nunca houve. O único golpe que este país sofreu até hoje e continua sofrendo com ele, foi o GOLPE DA CORRUPÇÃO. Agora, fiquem atentos, pois as FORÇAS ARMADAS não são o POVO, que político e as demais Instituições enganam a toda hora. A verdade é que em um país em que quem reina é a corrupção, quem tem força para aplacá-la são as FORÇAS ARMADAS, que devem agir quando as instituições não funcionam e já não há mais garantia na execução da lei e já não há mais ordem e, nestes casos, elas estão autorizadas constitucionalmente a agirem, pois não servem a homens, servem à pátria. Dane-se o resto.

  2. Defensor da Liberdade disse:

    Parabéns ao MP, lugar de milico é cuidando de fronteira. Forças Armadas não são um poder constituído, logo deveriam ficar de fora da política.

  3. NEDSON disse:

    Correção no posto do Villa Boas, ele é apenas um General de Exército e não um CORONEL.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Últimos Comentários