Artigo do leitor: “Não vamos desistir do Brasil”

por Carlos Britto // 04 de setembro de 2018 às 18:00

A esperança em dias melhores para o Brasil é o que ainda move o leitor Antônio Damião Oliveira da Silva, inspirado numa frase antológica do saudoso governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Confiram:

Ainda permanecem vivas em minha mente as palavras apelativas do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. Confesso que eu e milhões de brasileiros estamos dando o máximo de nós, a fim de não desistirmos do nosso Brasil. Mas infelizmente está sendo extremamente difícil não desistirmos de nutrir uma esperança ainda que tardia de bons políticos que nos representem de forma honesta, e lutem árdua e incansavelmente pelo bem-estar de nossa nação. Obviamente, toda regra tem uma exceção, mas é algo raro numa época de tantos escândalos e vexames que perpassa o nosso país.

Chega um tempo que as palavras não sensibilizam mais, as imagens não causam impactos em nossa sensibilidade humana, as lágrimas de tantos sofrimentos não causam comoção nas pessoas, o desamor reina no coração do ser humano desenfreadamente. Como consegue sobreviver um assalariado com tantas necessidades e tantas coisas a pagar? A gente fica perguntando pelos milagres e não consegue enxergar a engenharia que faz um de pai de família para garantir a subsistência de seus filhos.

Agora pergunto: para que acumular tanto dinheiro se não conseguimos ter um pouquinho de desprendimento para aliviar o sofrimento de alguém? O próximo está tão próximo de nós, contudo o nosso egoísmo maldito paralisa nossas boas ações e pensamos que somos imortais e que nada acontece com a gente, ou que nossa riqueza servirá como uma vitrine à prova de balas.

Fala-se muito que a culpa é do povo por colocar em nossas Casas representativas os maus políticos. O problema do ser humano está no coração, é ali que se processa toda forma de corrupção e maldade. A cegueira é tão gigantesca que machuca até os seus. Será que em meio a tantos políticos não exista um grupo que vá de encontro àqueles que defendem a ideia de ‘quanto pior melhor’? Para saber votar é necessário ter discernimento e acompanhar os acontecimentos, fazer uma leitura reflexiva. Aí nos deparamos com dois problemas: falta de leitura e politização. O ENEM mostra que, no quesito leitura, estamos cada vez piores, mas no quesito de certos embalos musicais somos professores. Ficamos mais focados em ritmos de músicas que não têm letra e nem mensagem positiva que nos impulsione a sair dessa situação de comodismo e distração.

Meu Deus! O que fazer para despertar nos jovens um vislumbre de dias melhores? Como provocar neles a perspectiva de realização de grandes sonhos e um futuro enriquecedor? Devemos usar as redes sociais como mecanismos de renovação e transformação, e não causar motim ou revolta.

Temos em mãos uma ferramenta poderosíssima, sabendo usá-la com sabedoria e cautela. Por exemplo, por que não lutar por um piso salarial mais digno para os professores, contagiando a todos com essa mensagem? Compartilhando no Facebook, WhatsApp, Twiter e buscando apoio da sociedade nesse objetivo. Percebo que muitas bandeiras de vitórias só foram implantadas com muita luta e garra. Os mototaxistas foi uma delas. Tiveram muitos debates, perseguições, ideologias contrárias e outras a favor. Graças a Deus, hoje, são uma realidade em todo Brasil.

Por que também não lutamos por um ensino de qualidade mais produtivo em nossas escolas públicas, vez que poderíamos ter um ambiente mais atraente e prazeroso? Melhores condições de trabalho para os policiais e guardas municipais, porque são eles que estão no enfrentamento com os meliantes e aqueles que matam e causam perturbações à sociedade. Estes sim. Deveríamos ter equipamentos adequados para o seu serviço e uma remuneração jus a sua carreira, que é tão perigosa e injustiçada.

Ao invés de ir às ruas pedindo a saída de uma presidente e praticar desordens (e nada mudou para melhor), deveríamos pedir celeridade na melhoria dos nossos hospitais públicos, com mais medicamentos, exames de maior complexidade e, profissionais médicos para atender a demanda da população.

Se quisermos jovens mais comprometidos com o seu país e desenvolvimento da nação, seria interessante que nossas escolas funcionassem de forma integral. Além disso, implantar o ensino religioso em nosso sistema de ensino como outrora, pois fomos feito e imagem e semelhança de Deus.

Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. Não precisa ser tendencioso a qualquer seguimento de religião, apenas mostrar aos alunos os princípios do amor ao próximo. E a oração do Pai Nosso ensinado por Jesus Cristo nos mostra também a importância do temor a Deus. É um bálsamo curador para combater o ódio e a perversidade em suas formas perniciosas.

Antônio Damião Oliveira da Silva/Guarda Municipal Petrolina e Graduado em Matemática pela FFPP

Artigo do leitor: “Não vamos desistir do Brasil”

  1. Billy Martins disse:

    Muito bom o texto, parabéns.

  2. Defensor da Liberdade disse:

    O cara vem falar em renovação na política, e cita frase do quadrilheiro Eduardo Campos? Ora faça me um favor! Essa figura só não está fazendo companhia à Lula na masmorra de Curitiba por que morreu! E outra, querendo puxar a sardinha para a sua classe de marajás, ora policial já ganha mais que suficiente, e que números de trabalho essa gente nos traz? Ah sim, 63 mil homicídios que não são impedidos, outros milhares de casos de roubos e furtos, apenas 6% dos celulares roubados são recuperados, e míseros 5% dos homicídios são elucidados! E o camarada vem me dizer que tem que ganhar mais? Ora tem é que ganhar menos isso sim, serviço mal prestado não merece ser bem remunerado, não fez um trabalho minimamente aceitável, vai para olho da rua, não tem essa de estabilidade não!

    Olhem para os gastos deficitários do governo, olhem para o endividamento público que será pago com o dinheiro dos pobres desdentados deste país. O que está faltando, caros leitores, é um choque de liberalismo neste país, reduzir o poder e as mordomias do estado, dos políticos e desses funcionários públicos incompetentes.

  3. Francisco disse:

    Será queo povo/eleitor nao sabe quem é quem na política? Se povo gostasse de política como gosta de futebol, de putaria e entorpecentes, o Brasil seria bem melhor. Desse modo, entendo que o culpado originário de tudo isso é o povo. Lembro que o pior está por vi. O Brasil só tem quatro tipos de gente: o espertinho, o interesseiro, o especulador e o que se faz de vítima. Com esse tipo de gente, pais nenhum avança.

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