O ex-secretário de Educação de Petrolina, Fernando Schuler, decidiu enviar este artigo ao Blog a respeito do parque de lazer que o prefeito Júlio Lóssio deseja implantar.
Para o ex-secretário, esse é o tipo do assunto que deveria ser mais bem discutido entre vários segmentos da sociedade, a exemplo de líderes empresariais e comunitárias. Confiram o artigo de Schuler na íntegra:

A criação de Parques pelos prefeitos dos municípios brasileiros é um bom negócio para poucos ou para muitos?
Embora vejamos as decisões dos prefeitos serem tomadas dentro dos seus gabinetes, não incorporando aí a participação dos munícipes no processo de definição e execução ou no controle e avaliação dos seus resultados, nem das Câmaras de Vereadores ou Associações de bairros, a população sempre reage aos pomposos e barulhentos anúncios com certa desconfiança.
Como em outras propostas de possíveis benefícios à população, o projeto de novo parque deveria passar por consulta pública às comunidades e lideranças empresariais, tipo as discussões do orçamento participativo. Apresentar-se-ia a idéia e os munícipes suas sugestões.
Pelo que temos lido, as pessoas em geral não desejam nada sofisticado, mas, bem cuidado e limpo. Com aquele capricho que chama a atenção de quem já quase esqueceu o que pode ser um espaço publico bem mantido. Nos finais de semana, a população gosta que se lhe ofereça lazer barato e compensador, um passeio para os pais e ocupação para suas crianças. As diversas idades se sentindo bem e integradas.
Será que os cidadãos do município devem sonhar com algo grandioso, um santuário vivo no meio da cidade? Pelo que vemos atualmente, todo o projeto de parques e praças planejados para os próximos anos, são espaços áridos, sem verde, sem flores, sem vida e quase sem árvores. Espaços projetados de costas para as pessoas. Construções caras em que domina o concreto e o abandono depois das inaugurações.
Enquanto os políticos, os de antes e os de agora, se esforçam em querer nos convencer que teremos parques e espaços públicos para o lazer, para caminhar, para paquerar ou viver melhor, nos perguntamos: e por que não participamos das discussões desses projetos?
Como na nota da Prefeitura há uma comparação com o Central Park de New York e o anunciado, oferecemos aos leitores um pouco da história do nova-iorquino e uma foto panorâmica:
O Central Park é um grande parque com 341 hectares dentro da cidade estadunidense de Nova Iorque, no estado de mesmo nome. Possui uma área de 3,4 km², e está localizado no distrito de Manhattan.
O parque, que existe há 150 anos, é considerado, por muitos nova-iorquinos, um oásis dentro da grande floresta de arranha-céus existente na região. É um lugar onde as pessoas podem diminuir o ritmo frenético de Nova Iorque: as pessoas podem sentar em um banco e ler o jornal, conversar com os amigos, jogar, andar de bicicleta ou brincar com as crianças.
Com os aproximadamente vinte e cinco milhões de visitantes anualmente, o Central Park é o parque mais visitado da cidade e aparece em muitos filmes e programas de televisão, tornando-o conhecido no mundo todo.
Embora o parque pareça natural, ele é, na verdade, ajardinado quase inteiramente e contém diversos lagos artificiais, trilhas para caminhadas, duas pistas de patinação no gelo, um santuário vivo e campos diversos.
Foto reproduzida da internet