
Foto da "concorrida sessão" de ontem 28 de abril
A Câmara de Vereadores esta semana bateu forte neste blogueiro. As vereadoras Ana Télia, Maria Elena e especialmente Cristina Costa me teceram críticas bem pesadas. Vamos aos fatos:
No Caso Milton Barbosa, onde ele disse, e reafirmou depois, que havia mototaxistas em Petrolina trabalhando sem habilitação e com motos com até quatro anos de documentação atrasada, chamei atenção da Câmara que não debatia um assunto de tamanha gravidade como este e preferia oferecer pão e circo.
As vereadoras citadas dizem que chamei os parlamentares municipais de palhaços. Não é verdade. Se as senhoras tivessem se dado ao trabalho de pesquisar, buscando inclusive a wikipédia, maior biblioteca livre da internet, descobririam que o termo vem da antiguidade e é empregado para exemplificar situações de aglomeração popular e não especifica em momento algum a expressão “palhaço”. Vejam a definição:
expressão latina panis et circenses [ludi], que significa “pão e [jogos] circenses”, ou mais popularmente pão e circo. Esta foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes.
Espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, pão era distribuído gratuitamente. A frase teria sua origem nas Sátiras de Juvenal, mais precisamente na décima (Sátira X, 77–81):
As vereadoras preferiram a crítica em plenário, onde não posso me defender, a se informar para uma avaliação mais justa.
Com Cristina Costa essa história merece uma atenção a mais. Ela insinua que eu faço críticas porque sou ligado a grupos políticos e que deles recebo, inclusive, “ajuda financeira” para emitir opiniões quando deveria apenas noticiar.
Logo ela, que é do PT, partido que defende opiniões democráticas de quem quer que seja? Ou seja, com os outros pode, com a gente nunca!
A vereadora não sabe, mas o Blog é de notícia e opinião mesmo. As pessoas que vêm até aqui querem mesmo saber o que achamos dos fatos. E nós emitimos, sim, a opinião.
Quanto à ajuda financeira eu não recebo.
O que vendo aqui é espaço publicitário, como vivem todos os veículos de comunicação. Espaços iguais aos que solicitei a Fernando Bezerra, Ranilson Ramos, Júlio Lóssio, Gonzaga Patriota e até a deputada Isabel Cristina, companheira de partido da vereadora e outros tantos empresários e empresas que aparecem aqui no Blog e sustentam o nosso projeto. Diga-se de passagem, com clientes satisfeitíssimos com a repercussão do anúncio.
Dessas pessoas, solicitei colaboração de instituições governamentais ou empresa que representam. Tudo absolutamente limpo e legal.
O dinheiro para o silêncio ou para a crítica nunca chegou, vereadora. E não chegará.
Precisei mesmo foi da colaboração de todos os vereadores locais, que nunca perguntaram por que a Prefeitura de Petrolina discrimina o Blog e nunca recebemos uma autorização de mídia.
No caso em que a vereadora disse que vai fiscalizar o “Pé de Serra”, numa alusão ao presidenciável (Serra), Cristina se ofendeu mais conosco, embora todos os veículos tivessem reproduzida a declaração. Agora a vereadora informa se tratar de uma brincadeira.
E tudo que não se pode ter no legislativo é brincadeira.
Talvez seja por essa “brincadeira” que Petrolina passe por problemas como os que enfrenta.
O que se espera dos vereadores na Câmara é uma postura reta, fiscalizadora e atuante. Trabalho.
Mais fácil que criticar jornalista, seria tentar ajudar a comunidade. Em tudo que escrevi acima, você não viu uma palavra sobre qualquer ação em relação ao tema que originou tudo isso (mototaxistas). Simplesmente porque ninguém tomou qualquer providência.
Melhor que apenas apontar as falhas da imprensa, talvez os vereadores (e poderiam começar com as três parlamentares citadas) deveriam começar a fazer diferente. Como, por exemplo, enviar para toda a mídia suas relações de cargos comissionados, quanto receberam de diárias no ano passado (mais caras que a de deputado federal) e como funciona o contrato de veículos locados para o seu uso.
Isso é o que se espera dos empregados do povo. Como, aliás, são os vereadores. Embora alguns se esqueçam, na maioria das vezes.