Nesta manhã, fui até a agência bancária da Caixa Econômica do River Shopping. Como milhares de usuários pelo País afora, andava meio apreensivo com a greve dos bancários. Precisava, urgentemente, dirimir algumas dúvidas que tinha em relação a minha conta na referida agência.
Nem pensei duas vezes. “Vou procurar um funcionário da Caixa para me esclarecer alguns questionamentos. Sei que eles estão em greve, mas nada lhes custará perder um minuto do seu tempo para dar explicações a um CLIENTE desesperado”. Foi no que acreditei. E me estrepei.
Assim que cheguei, dirigi-me a um segurança e pedi-lhe que falasse com um dos gerentes que se encontravam dentro da agência. Solicitei a um deles – eram pelo menos quatro que lá estavam – para que viessem até a porta. Queria apenas uma simples informação, de suma importância para mim naquele momento. Afinal, mesmo reivindicando seus direitos, a função deles é orientar quem precisa dos seus serviços.
Mas fui solenemente ignorado. O segurança, constrangido, disse que infelizmente não poderia trazer nenhum deles pelo braço. Pasmem!
Aí cheguei à conclusão, antes de sair esbravejando, se o fato de estarem em greve, tornam esses “funcionários” insensíveis a ponto de penalizar clientes que pagam suas taxas e obrigações bancárias em suas agências escolhidas.
Se querem protestar para garantir seus direitos, que o façam. Mas sem prejudicar quem não tem culpa alguma com essas pendengas trabalhistas. Não é nenhum favor informar e atender bem o cliente, independentemente das circunstâncias que se apresentem.
Aprendi, há muito tempo, que o direito de um termina onde começa o do outro. Acredito que depois desse fato, o direito de protestar desses “funcionários” deixou de existir.
Por Antonio Carlos Miranda